Sem semicondutores, Volkswagen suspende produção em fábrica de São José dos Pinhais

A Volkswagen suspendeu a produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR) por dez dias, a partir da terça-feira, 9. A unidade produz o utilitário-esportivo (SUV) T-Cross e até agora estava sendo privilegiada pelo grupo com os semicondutores que chegavam ao País, mas os estoques acabaram.

Os 2,1 mil trabalhadores dos dois turnos estão em férias coletivas.

Na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, 1,5 mil funcionários estão em lay-off (contratos suspensos) desde o início do mês e a dispensa deve ser mantida até março. Nesse período, a linha de produção funciona apenas com um turno.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, a fábrica do Paraná só havia parado a produção por falta de componentes durante 10 dias em junho e três dias na semana do feriado de 12 de outubro.

Ao todo, há no momento 6,4 mil trabalhadores da área produtiva de várias montadoras em casa em razão da falta de semicondutores, problema que atinge a indústria automobilística global e que deve se prorrogar até o fim do próximo ano. O número representa 6,3% de toda a mão de obra das fabricantes, hoje em 102,6 mil trabalhadores, incluindo o pessoal administrativo.

Escassez de chip vai seguir até fim de 2022

“Teremos de conviver com esse problema durante todo o ano de 2022”, admitiu, na sexta-feira, o presidente da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si. Neste dia, ele anunciou novo plano de investimentos para a região, de R$ 7 bilhões entre 2022 e 2026, valor ser gasto em novos produtos, digitalização e pesquisas e desenvolvimento de etanol para uso em carros híbridos e elétricos.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Volkswagen informa que, nos últimos meses, e empresa tem trabalhado intensamente, em parceria com a matriz e os fornecedores, para minimizar os efeitos da escassez de semicondutores para a produção em suas fábricas na região. “Entretanto, o cenário atual não demonstra o encaminhamento para uma solução definitiva visando a normalização do fornecimento de chips.”

A Fiat também colocou em lay-off 1,8 funcionários da fábrica de Betim (MG) por três meses a partir de 1º de outubro. Na unidade da General Motors de São José dos Campos (SP) foi adotada a mesma medida para 700 operários, assim como para 300 na planta da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Além disso, nas últimas semanas a fabricante francesa abriu um programa de demissão voluntária (PDV) para 250 funcionários. A Honda também ofereceu incentivos para a saída de trabalhadores das plantas de Indaiatuba e Itirapina, ambas em São Paulo, mas não divulgou meta de adesão.

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Prefeito de Tamandaré é investigado por suposto esquema de propina em troca de crematório

O prefeito de Almirante Tamandaré, Gerson Colodel (MDB), é um dos alvos de uma operação que apura um suposto esquema de propina em troca da instalação de um crematório no município da região metropolitana de Curitiba. Além dele, são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) um vereador e outros três secretários municipais.

À Banda B, Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco, afirmou, nesta quinta-feira (11), que o suposto esquema está ligado à aprovação de um projeto de um cemitério no município.

“O empresário em questão está pretendendo fazer um projeto de uma instalação de um crematório, de um cemitério, e está tendo dificuldades. Em determinado momento, algumas pessoas mencionam a este empresário que ele deveria tratar com agentes políticos. No caso, especificamente, um vereador e até o próprio prefeito. Segundo estas pessoas, dependeria de pagamento de propina para que o processo de autorização fosse concedido”, iniciou Batisti.

O valor total da propina, de acordo com o coordenador do Gaeco, seria de R$ 350 mil.

Buscas no gabinete do prefeito de Tamandaré

As equipes do Gaeco estiveram, na manhã desta quinta-feira (11), no gabinete do prefeito, de um vereador, que no passado estaria ligado à Secretaria de Arquitetura e Urbanismo da cidade, e outras três empresas ligadas ao membro da Câmara Municipal.

Outras seis residências também foram alvos de buscas dos membros do Ministério Público do Paraná (MP/PR).

“As buscas foram no sentido de arrecadar o computador, celulares e documentos que tenham pertinência com a investigação em questão. Os mandados foram deferidos pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ/PR)”, afirmou Batisti.

O cumprimento das medidas ocorre no âmbito da Operação Óbolo. Ao todo, segundo o MP/PR, foram 12 mandados expedidos. Além de Almirante Tamandaré, estas empresas e residências também estão localizadas entre os municípios de Curitiba e Colombo (RMC).

“Ao todo são seis investigados: três do poder público e outros três intermediários”, informou Batisti.

Resposta da prefeitura de Almirante Tamandaré

A Banda B entrou em contato com a prefeitura de Almirante Tamandaré. Por meio de nota oficial, a secretaria de Comunicação informou que as diligências realizadas pelo Gaeco nesta quinta-feira “dizem respeito a procedimento de investigação acerca de atos administrativos concernentes à expedição de alvarás de construção e de licença, onde supostamente houve solicitação de valores por agentes públicos, de forma que os mandados de busca e apreensão visavam, precipuamente, a obtenção de processos administrativos”.

O comunicado afirma ainda que “não houve acesso à toda investigação, sendo certo que, em todo o momento, a administração municipalcolocou-se à disposição para contribuir com as investigações, fornecendo toda documentação solicitada, a qual, inclusive, podeia ter sido objeto de requisição anterior”.

A nota finaliza afirmando que “todas as investigações serão acompanhadas e a colaboração necessária será prestada ao Poder Judiciário”.

Denúncias sobre o suposto esquema de propina

Caso você tenha informações sobre o caso, Batisti afirma que você pode informá-las via e-mail.

“A pessoa pode informar ao Gaeco pelo e-mail: gaeco@mppr.mp.br ou o telefone (41) 3254-1195″, finalizou à Banda B.

Mais informações Banda B

Sanepar divulga tabela com programação de rodízio na RMC no modelo de 60 x 36 horas

A partir de segunda-feira (15) o modelo de rodízio no abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba passa a ser de 60 horas com abastecimento por até 36 horas com a suspensão do fornecimento de água. Nesse modelo, a população é abastecida por 24 horas a mais do que na programação anterior. Os bairros serão divididos em quatro grupos, com cerca de 980 mil pessoas em cada.

A medida, anunciada nesta quinta-feira (11), foi permitida porque o índice do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) chegou a 68,05%. Além disso, a Sanepar também levou em consideração a conclusão, nesta semana, de obras em Curitiba que ampliam a infraestrutura de reservação e distribuição de água tratada.

Confira a tabela.