Seis linhas de Colombo recebem reforço a partir desta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (18) seis linhas de que atendem o município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, receberão reforço em seus atendimentos. Os novos horários e veículos buscam equalizar a oferta de ônibus com a demanda de passageiros após acompanhamento dos fiscais da Comec e constatação de aumento no número de usuários, em especial na manutenção de 65% da capacidade dos veículos.

Apesar do aumento da demanda, o número de passageiros em Colombo ainda é 66% do habitual, tendo uma média de 11.000 passageiros por dia útil, contra 16.500 antes da pandemia.

Com as mudanças, as tabelas de horários também foram atualizadas.

Confira:

B03-GUARAITUBA/GUADALUPE (via MARAC-ALTO DA XV): passa de 44 viagens para 49, de seis para oito veículos na frota operante em dias úteis.

B11-MARACANÃ/STA.CÂNDIDA: passa de 34 viagens para 50, de dois veículos articulados para quatro da categoria comum em dias úteis, com ajuste necessário de redimensionamento dos veículos articulados para operação na linha B20-GUARAITUBA/CABRAL.

B13-JD.DAS GRAÇAS: passa de 30 viagens para 38, de um para dois veículos na frota operante em dias úteis.

B23-GUARAITUBA: passa de 36 viagens para 43, de um para dois veículos na frota operante em dias úteis.

B28-VILA MARIA DO ROSÁRIO: passa de 31 viagens para 41, de um veículo para dois na frota operante em dias úteis. O reforço se dá mediante aproveitamento do veículo que opera na linha B21-PORTEIRA, cuja demanda estará atendida na linha B28.

B43-RIO VERDE: passa de 24 viagens para 32, de dois para três veículos na frota operante em dias úteis.

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Sem semicondutores, Volkswagen suspende produção em fábrica de São José dos Pinhais

A Volkswagen suspendeu a produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR) por dez dias, a partir da terça-feira, 9. A unidade produz o utilitário-esportivo (SUV) T-Cross e até agora estava sendo privilegiada pelo grupo com os semicondutores que chegavam ao País, mas os estoques acabaram.

Os 2,1 mil trabalhadores dos dois turnos estão em férias coletivas.

Na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, 1,5 mil funcionários estão em lay-off (contratos suspensos) desde o início do mês e a dispensa deve ser mantida até março. Nesse período, a linha de produção funciona apenas com um turno.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, a fábrica do Paraná só havia parado a produção por falta de componentes durante 10 dias em junho e três dias na semana do feriado de 12 de outubro.

Ao todo, há no momento 6,4 mil trabalhadores da área produtiva de várias montadoras em casa em razão da falta de semicondutores, problema que atinge a indústria automobilística global e que deve se prorrogar até o fim do próximo ano. O número representa 6,3% de toda a mão de obra das fabricantes, hoje em 102,6 mil trabalhadores, incluindo o pessoal administrativo.

Escassez de chip vai seguir até fim de 2022

“Teremos de conviver com esse problema durante todo o ano de 2022”, admitiu, na sexta-feira, o presidente da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si. Neste dia, ele anunciou novo plano de investimentos para a região, de R$ 7 bilhões entre 2022 e 2026, valor ser gasto em novos produtos, digitalização e pesquisas e desenvolvimento de etanol para uso em carros híbridos e elétricos.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Volkswagen informa que, nos últimos meses, e empresa tem trabalhado intensamente, em parceria com a matriz e os fornecedores, para minimizar os efeitos da escassez de semicondutores para a produção em suas fábricas na região. “Entretanto, o cenário atual não demonstra o encaminhamento para uma solução definitiva visando a normalização do fornecimento de chips.”

A Fiat também colocou em lay-off 1,8 funcionários da fábrica de Betim (MG) por três meses a partir de 1º de outubro. Na unidade da General Motors de São José dos Campos (SP) foi adotada a mesma medida para 700 operários, assim como para 300 na planta da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Além disso, nas últimas semanas a fabricante francesa abriu um programa de demissão voluntária (PDV) para 250 funcionários. A Honda também ofereceu incentivos para a saída de trabalhadores das plantas de Indaiatuba e Itirapina, ambas em São Paulo, mas não divulgou meta de adesão.

Acidentes no transporte coletivo caíram 46%

O número de acidentes no sistema de transporte coletivo de Curitiba caiu 46% desde 2019. Segundo levantamento da Urbanização de Curitiba (Urbs), ocorreram 834 acidentes envolvendo ônibus de janeiro a setembro de 2021 entre colisões, atropelamentos e quedas de passageiros. No mesmo período de 2019 foram 1.537 acidentes.

Mesmo com a retomada do movimento nas ruas em 2021, provocada pela flexibilização das restrições sanitárias e pelo avanço da vacinação, o número de acidentes está 10% abaixo do registrado no mesmo período de 2020, quando foram apuradas 924 ocorrências de janeiro a setembro.

Em todo o transporte coletivo da capital, o número de colisões envolvendo ônibus diminuiu 43%, de 1.197 para 681, e o de atropelamentos reduziu 47%, de 90 para 47. O número de quedas de passageiros foi 51% menor, passando de 187 para 91.

Também houve diminuição de outros acidentes, como situações em que o ônibus colide com grade de terminal, atropelamento de animais e quebra de vidros devido a galhos e fios baixos. Essas ocorrências tiveram redução de 76%, de 63 para 15.

Por que?

Novas tecnologias, renovação da frota de ônibus, treinamento de motoristas e aperfeiçoamento dos serviços de manutenção dos veículos ajudam a explicar a diminuição nos acidentes, na avaliação do presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

“Curitiba avançou nos últimos anos,  com recorde de renovação de frota – foram 535 novos ônibus desde 2017. O volume representou uma renovação de 40% da frota”, disse.

Os veículos têm novas tecnologias de segurança, como a que garante a redução automática da velocidade dos biarticulados nas canaletas quando próximos a locais de grande fluxo, como shoppings, praças e escolas. Os ônibus novos também possuem pneus e sistemas de frenagem mais eficientes.

Além disso, para maior segurança dos passageiros, os 535 ônibus possuem dispositivos para evitar a aceleração com as portas abertas e também para impedir que estas sejam abertas com o veículo em movimento.

Os ônibus articulados e biarticulados possuem câmeras exclusivamente dedicadas à orientação do motorista para o acoplamento na estação-tubo e também ao desembarque de passageiros no caso daqueles veículos com acesso por escadas, como os da linha Interbairros II.

As novas tecnologias têm ajudado a reduzir os acidentes nas canaletas dos expressos – onde circulam os biarticulados e articulados. O número de acidentes nos corredores exclusivos caiu 41%, de 384 para 225 na comparação entre janeiro e setembro de 2019 e o mesmo período de 2021.

Inspeção

Os sistemas de segurança embarcados são especificados pela equipe técnica da Urbs para os fabricantes dos ônibus. Os veículos são periodicamente inspecionados, inclusive com teste de rodagem para verificar a conformidade de seu funcionamento e assegurar que os ônibus circulem nas linhas do transporte coletivo com segurança operacional.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), Mauricio Gulin, a queda no número de acidentes é resultado de um conjunto de ações, com destaque também ao investimento das empresas na capacitação.

O treinamento dos motoristas tem como foco a direção defensiva, isto é, conduzir o ônibus de maneira a prevenir acidentes. Além disso, as equipes de manutenção das empresas estão em constante evolução. Em algumas garagens, o mecânico fica encarregado de cuidar sempre dos mesmos veículos. Dessa forma, ele conhece o histórico do carro, as inspeções já realizadas e suas características, explica Gulin.

Conscientização

Apesar dos avanços, ainda há muito que se fazer, na avaliação do presidente da Urbs, principalmente em relação à maior conscientização da população para evitar condutas de risco, como o uso de canaletas dos expressos por ciclistas e pedestres.

A circulação de pedestres e ciclistas nas canaletas é proibida. As canaletas são exclusivas para circulação do transporte coletivo e para veículos que fazem atendimentos de emergência hospitalares e de segurança pública, mas continuam sendo utilizadas por uma parcela dos ciclistas na cidade.

Agentes de trânsito e guardas municipais desenvolvem ações educativas, de forma periódica, para alertar motoristas sobre o respeito a ciclistas e, também, atividades específicas com ciclistas sobre condutas perigosas.