Segredo de bom rendimento na Copa pode estar na boca dos atletas

O desejo de ter um sorriso bonito, com dentes brancos e alinhados, é cada vez maior entre jogadores de futebol, mas será que a preocupação deve ser exclusivamente com a estética? Regulamentada somente em 2015 pelo Conselho Federal de Odontologia, a Odontologia Esportiva é uma das especialidades da área pouco difundida no Brasil, mas que se mostra ainda mais importante para o desempenho de atletas – profissionais ou amadores.

Pesquisas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) indicam que o aproveitamento do atleta pode diminuir em 22% em razão de distúrbios na saúde bucal. Problemas como periodontite, por exemplo, podem levar as bactérias da boca para a corrente sanguínea e atingir outros órgãos ou membros e articulações, e provocar lesões ou atrasar a recuperação de outras já existentes. Já as cáries, comuns em atletas que consomem termogênicos e suplementos, aumentam as chances de comprometer, no mínimo, um dente, além de causar sensibilidade e dores que afetam a alimentação e a qualidade nutricional da dieta. “Esses são exemplos de complicações bucais consideradas mais comuns, mas que dificilmente imaginamos que podem agravar a saúde de atletas de uma forma tão séria”, alerta o dentista e diretor de novos produtos e prática clínicas da Neodent, Sérgio Bernardes. 

Outros alertas estão relacionados ao posicionamento dos dentes, que interfere tanto na respiração quanto na parte postural; e também, à má posição do maxilar, que pode prejudicar o equilíbrio durante a prática esportiva; e, por fim, à respiração errada que, quando feita pela boca, além de exigir um esforço maior para puxar o ar, ainda causa a diminuição do palato (céu da boca) e a mordida cruzada, refletindo no corpo inteiro. “Para o caso de desalinhamento dos dentes e de mordida cruzada, um tratamento que tem se tornado comum e facilitado a vida dos atletas por ser discreto, de fácil manuseio e sem riscos de acidentes durante a prática de esportes são os alinhadores ortodônticos”, destaca a dentista e especialista da ClearCorrect, Caroline Aranalde.

Bernardes ainda avalia que, se um jogador não tiver apenas um dos dentes no lado direito ou esquerdo, irá forçar o lado oposto, causando problemas de ATM (articulação-temporomandibular). “Em resumo, a odontologia pode trazer benefícios por meio dos encaixes dentários, que refletem em uma mudança na postura e no equilíbrio da musculatura do corpo”, conclui.

Saúde bucal x saúde do corpo todo

Em 2012, durante a realização dos Jogos Olímpicos de Londres, uma pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar a saúde bucal dos atletas de diversas modalidades. Em 45% dos 278 atletas entrevistados, de 25 esportes diferentes, foi diagnosticada a erosão dentária, o que mostra que a preocupação com a saúde da boca não é a mesma que as equipes têm com a saúde do corpo. “O ideal seria que as seleções na Copa do Mundo e as equipes nas Olimpíadas tivessem em suas delegações a presença de cirurgiões-dentistas que pudessem avaliar e orientar os atletas nos melhores tratamentos e procedimentos, individualmente”, aconselha Sérgio Bernardes. 

Mas, enquanto isso ainda não se torna comum, o conselho dos dentistas é de que os atletas façam diariamente a higiene bucal adequada, e realizem consultas de seis em seis meses para acompanhamento e checkup. O tratamento interdisciplinar entre dentista e nutricionista também é indicado com o intuito de discutir em conjunto sobre hábitos alimentares e suplementação.

Sobre a Neodent®

Fundada há mais de 25 anos, a Neodent® é a empresa líder em implantes no Brasil, onde vende mais de um milhão e meio de implantes anualmente. A Neodent® está entre os três principais fornecedores de implantes do mundo e está disponível em mais de 80 países. O sucesso da marca se deve a suas soluções odontológicas diretas, progressivas e acessíveis, que trazem novos sorrisos para milhões de pessoas. Sediada em Curitiba, Brasil, a Neodent®️ é uma empresa do Grupo Straumann (SIX: STMN), líder global em substituição de dentes e soluções odontológicas que restauram sorrisos e confiança.

Sobre a ClearCorrect

Presente em mais de 40 países, a ClearCorrect é a segunda maior marca de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. Desde 2018, a marca está presente no Brasil – trazida pelo Grupo Straumann -, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

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Medicina integrativa pode evitar 80% de doenças relacionadas ao envelhecimento

80% das doenças atreladas ao processo de envelhecimento são completamente evitáveis com o apoio da medicina funcional e integrativa. Segundo um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o estilo de vida e o ambiente são decisivos para uma pessoa viver mais de 65 anos. Por isso, hospitais públicos e privados têm dado novos passos na direção de tratamentos que olhem para além da doença do paciente. “A saúde precisa começar por dentro e levar em consideração todos os aspectos que formam o ser humano. É nesse ponto que entra a medicina integrativa, como um elo para guiar a promoção de saúde e qualidade de vida”, afirma a clínica-geral dos hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat, Larissa Hermann.

A medicina integrativa reafirma a importância da relação entre médico e paciente. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o foco precisa estar no indivíduo e ultrapassar a dualidade saúde-doença. Ao estar embasado em evidências científicas e fazer uso de múltiplas abordagens, o médico observa diferentes ângulos do paciente: mental, emocional, funcional, espiritual, social e, até mesmo, comunitário. Isso não quer dizer que não sejam mantidos tratamentos tradicionais ou medicamentosos, mas, sim, que a adição de novas abordagens pode trazer benefícios reais para cada pessoa. “O objetivo é somar esforços com outras áreas, acompanhando o paciente como referência para a avaliação inicial e coordenação do cuidado”, explica a clínica-geral dos hospitais de Curitiba (PR).

A adesão a essa prática tem ajudado a reduzir o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e encaminhamentos para exames de alta complexidade, que estão entre os maiores gastos do país com a saúde. É o que verificou uma pesquisa realizada pelo Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS), já que o cuidado integral permite um diagnóstico mais preciso para pacientes que chegam às unidades de saúde. No Brasil, a oferta de tratamentos complementares acontece no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006 e, atualmente, conta com mais de 28 modalidades na rede pública, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC). O destaque está para tratamentos relacionados à oncologia, cardiologia e pediatria.

Centro do cuidado

A característica principal da medicina integrativa é pensar no indivíduo integralmente e dar valor para a promoção da saúde, mesmo que a pessoa não esteja doente. Segundo a clínica-geral Larissa Hermann, é cada vez mais evidente a necessidade de se discutir novas formas de lidar com o cuidado. “As pessoas esperam ser olhadas e tratadas como um todo, e não somente em partes, como se estivessem fazendo a revisão das peças do carro num mecânico, por exemplo. Elas querem e devem ser observadas na totalidade: corpo, mente e alma”, enfatiza.

“A medicina integrativa não substitui a medicina tradicional, mas ela é uma grande aliada para tratar não só a doença como o indivíduo”, assegura Larissa Hermann. É exatamente isso que a abordagem procura resgatar por meio de valores importantes como: integralidade, preservação da saúde e autocuidado. “É importante que esse tipo de cuidado esteja dentro dos hospitais. Mas antes disso, deve estar presente na vida das pessoas. Porque a promoção da saúde não pode acontecer apenas no consultório médico, precisa estar no dia a dia”, reforça.

O futuro da medicina vai além da tecnologia e do ato de curar. Cada vez mais, o médico assume o importante papel de tratar as raízes dos problemas e evitar o surgimento de outras doenças. “A medicina integrativa precisa ser preventiva, colocando o paciente como protagonista do cuidado com a saúde. O foco no equilíbrio metabólico e nos pilares do ser humano gera um envelhecimento saudável e com qualidade”, conclui.

São Paulo sanciona lei que prevê distribuição gratuita de remédios com cannabis no SUS

O estado de São Paulo sancionou na noite da última terça-feira, dia 31 de janeiro, a distribuição gratuita de cannabis medicinal através do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto, homologado pelo governador Tarcísio Gomes de Freitas, faz parte do Projeto de Lei 1.180/2019, de autoria do deputado Caio França, que já havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em dezembro do ano passado.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (ABICANN), a cannabis medicinal pode impactar tratamentos e pesquisas clínicas em dezenas de especialidades médicas e beneficiar milhares de pessoas. Em São Paulo, o número de pacientes autorizados pela Anvisa a importar produtos de cannabis já ultrapassa 40 mil pessoas. Entretanto, o alto preço dessas fórmulas limita o acesso de muitos pacientes.

“São Paulo vai ter uma política pública dedicada e esse medicamento. É uma grande vitória”, comemora o governador. “O que não queremos é que ocorra o mesmo [que houve] em outros estados, em que a lei foi sancionada, mas não está viva. Estamos convictos de que estamos fazendo a coisa certa”, complementa.

Agora, cabe à Secretaria de Saúde a regulamentação da lei. A legislação prevê que, após a sanção, o prazo para a lei entrar em vigor é de 30 dias, e define que os medicamentos devem ter registro prévio na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e só serão distribuídos mediante laudo médico para doenças com Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), como Parkinson, Alzheimer, epilepsia, autismo e doenças raras. Para ter acesso ao tratamento, o paciente deve realizar um cadastro prévio na Secretaria da Saúde do Estado.

“Sofrer com uma condição crônica e não encontrar alívio adequado, mesmo já existindo a alternativas disponíveis no mercado, como o uso medicinal da cannabis, é um atraso para a saúde pública e a medicina nacional”, comenta Kathleen Fornari, CEO e cofundadora da Anna Medicina Endocannabinoide, startup brasileira que nasceu para desburocratizara o acesso à cannabis medicinal no país. “Com essa novidade, São Paulo estará na vanguarda brasileira, atendendo principalmente aqueles pacientes que não têm recursos para o tratamento com medicina endocanabinoide”, celebra.

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