Secretaria de Saúde investiga 21 casos suspeitos de coronavírus em Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) investiga, até a tarde desta segunda-feira (9/3), 21 casos suspeitos de infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19) em pessoas residentes em Curitiba, dez deles são novos. 

Dos casos divulgados na última sexta-feira (6/3), quatro são de pessoas que moram em cidades da região metropolitana de Curitiba e em outro estado, mas foram atendidos em serviços de saúde na capital. Esses casos passam a ser contabilizados em suas cidades de residência.

E um quinto caso em investigação anunciado na semana anterior – uma mulher que esteve na Itália – foi descartado por exames laboratoriais. Os demais onze seguem aguardando resultado de exames. 

Novos casos em investigação

Entre os dez novos casos, seis são mulheres com idades entre 26 e 71 anos e quatro são homens com idades entre 19 e 81 anos. 

Em oito dos casos as pessoas retornaram de viagens para países europeus, sendo cinco deles com registro de estadia na Itália – país considerado em estado de epidemia pela nova doença, dois deles também viajaram para Israel, no continente asiático – país que já registra transmissão local. E os outros dois casos registraram passagem apenas no continente norte-americano, Canadá e Estados Unidos – regiões que também já registram a transmissão local da doença. 

Todos foram orientados a permanecer em isolamento domiciliar voluntário enquanto aguardam o resultado dos exames. Sete deles foram atendidos em serviços de saúde da rede pública e outros três em serviços da rede privada. 

A médica infectologista da SMS Marion Burger explica que o internamento só é indicado para casos com complicações, como por exemplo, infecção pulmonar. Mas ela alerta que é essencial manter o isolamento domiciliar, quando indicado.

“Enquanto aguardam o resultado é importante que as pessoas sigam as orientações. Mesmo que a infecção não seja pelo coronavírus, a medida evita a contaminação de outras pessoas e auxilia no processo de recuperação”, orienta Marion.

Os pacientes de casos suspeitos são monitorados diariamente por telefone para acompanhamento da evolução do quadro de saúde.

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Mudança de critério

A infecção respiratória é causada por um novo vírus, portanto o comportamento e evolução dos casos está sob constante monitoramento das autoridades nacionais e internacionais de saúde.

Desde a última sexta-feira (6/3) o Ministério da Saúde ampliou as regiões de viagem para considerar casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. A partir da data todas a pessoas que chegarem ao Brasil vindas de países da América do Norte, Europa e Ásia e apresentarem sintomas de infecções respiratórias como febre, coriza, tosse, falta de ar, dor de garganta, nos próximos 14 dias após o retorno da viagem devem ser considerados como casos suspeitos.

COVID-19 no Brasil

Desde a confirmação do primeiro caso em 26 de fevereiro, sete estados brasileiros já confirmaram casos de infecção pelo novo coronavírus. A maioria deles de pessoas com registro de viagens para outros países. A maior concentração de resultados positivos está no estado de São Paulo (16), onde já há registro da transmissão local. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, trata-se de caso em que a pessoa teve contato próximo com caso confirmado.

Os demais estados brasileiros com casos confirmados são Alagoas (1), Minas Gerais (1), Bahia (2), Espirito Santo (1), Rio de Janeiro (3) e Distrito Federal (1).

Até o momento não há casos confirmados em Curitiba. O diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, orienta que em caso de suspeita a pessoa pode recorrer aos serviços da rede pública ou privada.

“Em caso de suspeita, o paciente deve procurar a sua unidade de saúde ou uma UPA, na rede municipal de saúde; ou um pronto atendimento, na rede particular. Os profissionais e serviços de Curitiba estão atualizados e preparados para esse atendimento”, orienta.

Brasil adere a aliança para aceleração da vacina contra a covid-19

Governo liberou R$ 2,5 bilhões para viabilizar ingresso ao grupo

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (24) a adesão ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 (Covax Facility), ação administrada pela Aliança Gavi e a liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões para viabilizar o ingresso do Brasil nesta iniciativa. A adesão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Segundo o governo, os países são convidados a participar do grupo e poderão se beneficiar, ao ter garantido o acesso ao fornecimento das vacinas disponibilizadas por meio da Covax Facility. Dessa forma, espera-se que o Brasil possa comprar imunizantes para garantir a proteção de 10% da população até o final de 2021, o que permite atender populações consideradas prioritárias.

A adesão permitirá o acesso ao portfólio de nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em análise. Com a diversificação de possíveis fornecedores, aumentam as chances de acesso da população brasileira à vacina no menor tempo possível. Caberá à Covax Facility negociar com os fabricantes o acesso às doses das vacinas em volumes especificados, os cronogramas de entrega e os preços.

A Covax Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS), Gavi Alliance e da Coalition for Epidemic Preparedeness Innovations (CEPI), que tem como principal objetivo acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19 a partir da alocação global de recursos para que todos os países aderentes à iniciativa tenham acesso igualitário à imunização.

De acordo com Palácio do Planalto, a iniciativa não impede que o país realize acordos bilaterais com outras empresas biofarmacêuticas produtoras de vacinas contra a covid-19 que não estejam contempladas pela iniciativa global. Também não ficam impedidas iniciativas já realizadas pelo Brasil com as biofarmacêuticas que fazem parte da iniciativa global.

Informações Agência Brasil.

Senadores pedem a Bolsonaro que Ricardo Fonseca seja confirmado como reitor, mas UFPR terá nova consulta

Na primeira consulta realizada pela instituição, em 2 de setembro, duas chapas participaram. Ricardo Fonseca recebeu 83% dos votos, contra 17% de Horácio Tertuliano Filho

Os senadores Álvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, todos do Podemos, fizeram um pedido a Jair Bolsonaro para que Ricardo Fonseca seja confirmado como reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no período que prossegue até 2024. Atual reitor da instituição, Fonseca recebeu 83% dos votos em consulta pública realizada pela instituição. Nesta quinta-feira (24), porém, foi confirmado que uma nova consulta será realizada na instituição, uma vez que o Ministério da Educação (MEC) passou a exigir a indicação de três nomes na chamada Lista Tríplice que será enviada ao presidente da república.

De acordo com Flávio Arns, todo o trabalho já realizado pelo próprio reitor mostra sua qualificação para a recondução ao cargo. “Estamos falando de um administrador que prioriza o bom diálogo com os variados setores do ambiente universitário, mantendo sempre uma postura isenta, proativa, tendo demonstrado elevado grau de eficiência no desempenho da missão que lhe foi atribuída e que, confiamos, será agora renovada. Nós, da bancada paranaense no Senado, entendemos que a escolha da comunidade acadêmica representa os rumos almejamos para o futuro da nossa UFPR”, disse.

Na primeira consulta realizada pela instituição, em 2 de setembro, duas chapas participaram. Ricardo Fonseca recebeu 83% dos votos, contra 17% de Horácio Tertuliano Filho.

Tradicionalmente na instituição, os candidatos derrotados nas urnas retiram o nome da Lista Tríplice, mas não foi o que ocorreu desta vez.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bolsonaro nomeou o Carlos André Bulhões Mendes como novo reitor. Mendes ficou em terceiro lugar na consulta e mesmo assim foi o escolhido. No Paraná, Tertuliano teria um posicionamento mais alinhado com o de Bolsonaro.

Nova consulta

Com a definição desta quinta-feira (24), uma nova consulta à comunidade acadêmica será realizada. As chapas de Fonseca e Tertuliano já estão homologadas e aguarda-se a inscrição de novas chapas.

O colégio da UFPR se reúne novamente no dia 30 de setembro para, em votação uninominal e secreta, escolher qual das chapas vai compor a lista tríplice que é encaminhada ao MEC para a escolha do novo reitor da UFPR, que assume em dezembro de 2020. As possíveis novas candidaturas concorrem em regime de igualdade com as que estão já colocadas.

Informações Banda B.