Sebrae promove a criação e o desenvolvimento de novos ambientes de inovação no Paraná

Com o objetivo de estimular o empreendedorismo, apoiar o desenvolvimento e a criação de novos ambientes de inovação no Paraná, o Sebrae promove o Programa Habitats PR de Inovação. Até o final deste ano, 27 ecossistemas irão participar de encontros com workshops e mentorias, ações que fazem parte da jornada de ambientes promotores de inovação que visam a capacitação e consolidação de startups e negócios inovadores. 

O programa é voltado para universidades, associações, prefeituras e empresas privadas que possuem espaços como hubs de inovação, parques tecnológicos, coworking, espaços makers, incubadoras e pré-incubados, além de aceleradoras e pré-aceleradoras. Nos últimos dois anos no Paraná, foram realizadas cerca de 2000 mil horas de capacitação e 700 workshops com a participação de 63 ecossistemas de inovação. 

“Vamos apoiar esses espaços para que o desenvolvimento ocorra de maneira mais estruturada e efetiva, para que empresas inovadoras ou de bases tecnológicas estimulem as regiões e o estado, com competitividade no mercado e maior valor agregado”, afirma o consultor do Sebrae Paraná, Michael Douglas Camilo.

Ao todo, o Paraná conta com mais de 100 habitats de inovação. Um deles é o Smart Space, realizado no Centro Universitário Cidade Verde (UniCV), em Maringá. Criado em 2021, o ambiente tem como foco criar pontes entre alunos e o mercado de trabalho por meio do fomento ao empreendedorismo. 

Em seu primeiro ano, foram realizadas 27 ações, dentre as quais o “Projeto Esperançar”, ação em que os alunos podem acompanhar um case fictício e participar de diversos workshops para auxiliar no desenvolvimento da ideia. Os projetos se mantêm em 2022 e a organização espera lançar novas ações durante o segundo semestre. 

“O Smart Space oportuniza aos nossos alunos a transformação da sua carreira por meio do surgimento de novas ideias de negócios. Maringá é um celeiro, e a parceria com o Sebrae oportuniza a conexão com outros espaços de inovação. Além disso, a parceria com a UniCV proporciona diversos caminhos de capacitação, desenvolvimento de novos projetos de ideação, bem como a de visitas técnicas aos nossos alunos e professores”, diz o reitor do UniCV, José Carlos Barbieri. 

Hoje, o espaço tem como intuito a geração de novas ideias para a solução de demandas atuais e podem participar alunos, ex-alunos e comunidade externa. O Smart Space ainda possui parceria com outros ambientes de inovação de Maringá e também com empresas que apoiam o desenvolvimento de projetos. 

Em 2022, o Programa Habitats PR de Inovação traz workshops individuais para cada habitat. Entre os temas estão a contextualização do habitat de inovação, modelo de negócios, processo de seleção de empreendedores, desenvolvimento do empreendimento, processo de graduação e relacionamento com graduadas, gerenciamento básico e plano de implementação. Por fim, após a realização dos workshops, a equipe do Sebrae irá acompanhar a implementação das ações propostas e realizar um encontro com participantes do ecossistema para apresentar os resultados. 

Iniciativas e instituições que integram a edição 2022 do programa

  • Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi) – Foz do Iguaçu;
  • Centro Universitário de União da Vitória (UniUv) – União da Vitória;
  • Centro Universitário UniFatecie e Prefeitura de Paranavaí – Paranavaí;
  • Clube da Robótica da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – Ponta Grossa;
  • Faculdade Alfa (UniAlfa) – Umuarama;
  • Faculdade da Indústria – São José dos Pinhais;
  • Faculdade de Pinhais (FAPI) – Pinhais;
  • Funcional Contabilidade – Cascavel;
  • Fundação Educere, Prefeitura de Campo Mourão, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Sicoob – Campo Mourão;
  • Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundetec) – Cascavel;
  • Instituto do Ecossistema de Inovação de Londrina – Londrina;
  • Instituto Federal do Paraná (IFPR) e Prefeitura de Colombo – Colombo;
  • IFPR – Arapongas;
  • IFPR – Palmas;
  • IFPR – Pitanga;
  • IFPR – União da Vitória;
  • Prefeitura de Cianorte – Cianorte;
  • Prefeitura de Ivaiporã – Ivaiporã;
  • Prefeitura de Jandaia do Sul – Jandaia do Sul;
  • Prefeitura de Japurá – Japurá;
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) – Curitiba;
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrail (Senai) – Toledo;
  • Universidade Positivo – Curitiba;
  • UTFPR – Curitiba;
  • UTFPR – Medianeira;
  • UTFPR – Ponta Grossa;
  • UTFPR – Toledo.

Destaque nacional

Em 2021, os ecossistemas de inovação paranaenses foram destaques no Prêmio Nacional de Inovação, evento realizado pelo Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre os 44 finalistas, o Paraná teve nove representantes e recebeu cinco prêmios, com destaques nas categorias voltadas para pequenos negócios, ecossistemas de inovação, médias e grandes empresas, onde representantes do estado obtiveram a primeira colocação.

Os ganhadores foram o Sistema Regional de Inovação do Norte Pioneiro do Paraná (PR), na categoria “Estágio Inicial” dos Ecossistemas de Inovação; a Oficina do Sorvete (Foz do Iguaçu), na “Inovação e Sustentabilidade” em Micro e Pequenas Empresas; a Tecnospeed (Maringá), na “Gestão da Inovação” em Médias Empresas; e o Grupo Boticário em “Inovação e Sustentabilidade” nas Grandes Empresas. 

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Crianças e adolescentes participam de debates sobre mudanças climáticas

Quantas vezes você deu espaço para ouvir o que uma criança tem a dizer? Essa é uma pergunta que traz reflexões que vão muito além do que somente escutar a opinião de crianças e adolescentes, mas sim envolvê-los na conversa e identificação de soluções sobre temas que afetam suas vidas. O direito à participação é um dos quatro princípios da Convenção dos Direitos das Crianças da ONU (Organização das Nações Unidas), e, no Brasil, está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Neste ano, o Comitê dos Direitos da Criança da ONU está elaborando o Comentário Geral N.º 26, que trata sobre os Direitos da Criança e o Meio Ambiente, com foco especial nas Mudanças Climáticas. Para isso, realizou uma chamada pública para consultar a opinião de crianças e adolescentes em diferentes países.

O projeto “Crianças e Mudanças Climáticas” é uma das iniciativas ao redor do mundo que atendeu essa chamada da ONU. Parceria entre o Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), do Grupo Marista, com a Clínica de Direitos Humanos da PUCPR, UMBRASIL e Província do México Central, o projeto consultou 457 estudantes de cinco escolas Marista de Educação Básica no Brasil e oito no México.

“É fundamental relacionarmos a defesa dos direitos das crianças e adolescentes com o meio ambiente, como o Comitê de Direitos da Criança da ONU está fazendo para a produção do 26º Comentário Geral, principalmente levando em consideração como esse assunto está cada vez mais presente nos debates da mídia e nas conversas entre autoridades internacionais. As questões ambientais perpassam aos currículos das escolas, sendo um assunto que permeia a realidade de crianças e adolescentes, e a preocupação deles com o planeta é real e urgente”, destaca a analista de projetos do CMDI, Marcela Carsten.  

As meninas e meninos que participaram do projeto pediam, por meio de suas mensagens, para serem valorizadas na sociedade. Frases como “nos deem informações, que ao longo do tempo podemos ter novas soluções”, “só tem um planeta, não tem outro, por isso precisamos cuidar”, e “é importante sermos ouvidos, porque embora não pareça, o futuro do planeta aterroriza”, estão entre as respostas dos questionários utilizados na elaboração do trabalho, e mostram que meninos e meninas têm interesse nesses temas.

Para a coordenadora da Clínica de Direitos Humanos da PUCPR, Danielle Pamplona, é preciso entender que meninos e meninas têm o mesmo direito de se expressarem que os adultos. “O direito de liberdade de expressão vem acompanhado de outros direitos importantes: de receber informações, de buscar informações, e o direito de compartilhar informações”, explica Danielle.

Sob o olhar de quem importa

A campanha “Sob o olhar de quem importa”, criada em 2020, valoriza a participação de meninas e meninos sobre temas que afetam suas vidas. Neste ano, a iniciativa relaciona o ECA com as questões ambientais por meio de vídeos protagonizados por crianças, adolescentes e educadores, considerando suas opiniões a respeito dos desafios e oportunidades para cuidar da casa comum. 

Nos vídeos, oito estudantes Marista entre 10 e 17 anos destacam a importância de preservar o meio ambiente e mostram que entendem a urgência de tratar do assunto. “A gente degrada florestas, tira habitats de animais, perde nossa fonte de sustento, causa muitos problemas de saúde”, diz uma delas. Para outra: “Toda vez que a gente ignora a preservação do meio ambiente, é como se estivéssemos declarando a nossa autoextinção”.

Em outro vídeo da campanha, educadores também foram convidados a refletir sobre o direito à participação e o debate ambiental. “Os adultos ocupam um lugar de privilégio, com acesso à informação e à tomada de decisões, por isso, nosso papel é oferecer a crianças e adolescentes mais informações de qualidade e ações educativas, para que elas formem suas próprias opiniões e tenham confiança para tratar do tema”, recomenda Marcela. 

De acordo com a analista, ao longo da produção dos vídeos da campanha e também do projeto “Crianças e Mudanças Climáticas”, o diálogo com meninas e meninos possibilitou compreender o que eles entendem por mudanças climáticas. “Um desafio nessas discussões foi alinhar nossos vocabulários com o das crianças e adolescentes, usando termos que fizessem sentido para eles. Para que eles identificassem o tema com facilidade, articulamos a discussão do meio ambiente com cultura pop, música e poesia”, conta.

Segundo o presidente do Conselho Superior da UMBRASIL, Antonio Benedito de Oliveira, uma abordagem ecológica é também uma abordagem social, e meninas e meninos têm papel central: “As crianças, adolescentes e jovens têm uma nova sensibilidade ecológica e um espírito generoso, e alguns deles lutam admiravelmente pela defesa do meio ambiente”.

Ampliando o assunto, a coleção “Agenda 2030: para que ninguém fique para trás”, elaborada pelo EducaDyS, Pastoral Juvenil Marista do México e o Centro Marista de Defesa da Infância, tem como objetivo contribuir nas ações educativas com crianças, adolescentes e jovens sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS. Disponível em oito fichas, a coleção utiliza a metodologia Ver, Julgar e Agir, e possibilita que educadores, crianças, adolescentes e jovens vivenciem um caminho pedagógico com sugestão de atividades lúdicas e subsídios para reflexão sobre o tema. 

Para conhecer melhor essas iniciativas, acesse centrodedefesa.org.br  e os perfis do Grupo Marista no Instagram, Facebook e YouTube.

Sobre o Centro Marista de Defesa da Infância 

O Centro Marista de Defesa da Infância, do Grupo Marista, atua há 12 anos na proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, por meio do fortalecimento da sociedade civil, da qualificação de políticas públicas e do controle social. Desenvolvemos campanhas e assessoramento sobre o enfrentamento à violência sexual e outros temas referentes aos direitos humanos, como a participação infanto-juvenil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atuamos também no monitoramento de dados e do orçamento público do estado do Paraná e promovemos ações de incidência política em articulação com governos, redes, fóruns, comissões e conselhos de Direito. Saiba mais em centrodedefesa.org.br  

Colégio paranaense debate comportamento dos alunos pós-pandemia

Alunos estão mais arredios, solitários e com dificuldade de socialização, fruto do período de dois anos de isolamento vivenciados por conta da pandemia da Covid-19. A afirmação da Nota Técnica do Todos Pela Educação, “O retorno às aulas presenciais no contexto da pandemia da Covid-19”, de 2020, é o entendimento também de alguns discentes e outros profissionais do setor.

É justamente o que afirma a coordenadora pedagógica do Colégio COC de Campina Grande do Sul/PR, Franciele Cordeiro: “o afastamento dos alunos da escola durante o período de pandemia causou muitos prejuízos para os estudantes, não só em relação ao processo de aprendizagem, mas, também, ao desenvolvimento social e emocional”.

Para ela, a escola agora assume um importante papel, de protagonista, no sentido de retomar todas essas rupturas, provocadas essencialmente pelo isolamento. “A escola é um ambiente que permite o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e é fundamental para a aprendizagem tanto acadêmica quanto social. O período escolar é caracterizado pelas novas descobertas de modo constante; tudo se constitui em aprendizagem potencial, a presença do professor, a atenção e a interação são insubstituíveis para essa readaptação à vida escolar”, defende.

Pensando nessa retomada e para romper os danos provocadas pelo isolamento, o Colégio iniciou a realização de atividades focadas na ressocialização, intercalando ensino e convivência. Um exemplo, são as oficinas de Matemática e de Português. “Criamos, aqui, um ambiente de convívio bastante estreito e até mesmo nossas propostas de ensino, que parecem não terem essa pretensão, acabam tendo a função de aproximar os colegas [entre si] e também os colegas dos professores. As oficinas são realizadas no período de contraturno e, além de sanar dúvidas, aproximam e tiram [os alunos] do isolamento”, compartilha o diretor do COC, Elton Beraldo.

Colégio promove ações de estímulo ao convívio social

O desafio é gigante: uma pesquisa do Instituto Ayrton Senna, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, divulgada no fim de maio deste ano, ouviu 642 mil estudantes de todo o estado de São Paulo e mostra que 70% dos alunos relataram quadros de depressão ou ansiedade quando foram consultados, por conta do retorno ao ensino presencial.

“A volta à vida presencial é necessária para o fortalecimento dos vínculos, reconhecimento de si e do outro nas relações sociais e de comunicação”, reforça Franciele.

Tecnologia continua e, aliada ao presencial, impulsiona aprendizagem

Em 2020, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 44 milhões de crianças e adolescentes passaram da sala de aula para o ambiente virtual devido à pandemia da Covid-19. Neste ano, com a flexibilização das medidas sanitárias e a retomada gradativa das atividades, a volta às aulas exigiu de toda a comunidade escolar, pais e alunos também, nova adaptação.

Para Elton Beraldo, a tecnologia que contribuiu para a manutenção das aulas remotas e continua sendo importante, embora seja agora coadjuvante, ao lado do protagonismo do ensino presencial.

“Quando bem utilizada, a tecnologia pode agregar muito ao aprendizado dos alunos”, diz o coordenador do COC, escola que utiliza lousas digitais para apresentação do conteúdo em sala e sistema que permite compartilhar com os pais todo o conteúdo, desde as notas até o tempo em que o filho dedicou aos estudos.

O uso das ferramentas tecnológicas ajuda também os professores que, com maior tempo para os alunos, tornam o desafio da volta às aulas bem menos impactante. A Nota Técnica de Todos Pela Educação também trata do tema e incentiva o uso da tecnologia, desde que bem dimensionada. “O uso adequado e estruturado da tecnologia na Educação, quando aliado ao trabalho docente, pode impulsionar a aprendizagem dos alunos. Além disso, o mundo contemporâneo cada vez mais hiperconectado exige o desenvolvimento de conhecimentos e competências específicas que precisam ser trabalhados na escola”, aponta o texto.

Elton e Franciele, por fim, estimulam a participação de todos, especialmente da família, para que a escola seja uma extensão da casa. “Pais convictos, transmitem essa sensação aos filhos. É importante estar motivando e conversando em casa sobre a escola e todos os pontos positivos de estar nela. O período longe da escola deixou marcas, especialmente nos jovens”, diz. “A rede de apoio família e escola, neste momento de retorno, é imprescindível para garantir o sucesso dos estudantes”, enfatiza a coordenadora pedagógica.