Sebrae/PR abre 200 vagas para pequenas empresas que buscam transformação digital

Estão abertas as inscrições para o programa Brasil Mais, que conecta Agentes Locais de Inovação (ALI) com micro e pequenas empresas que buscam a transformação digital para ganhar mercado. São 200 vagas abertas para o primeiro semestre de 2023, no Paraná. As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas no link https://cloud.cliente.sebrae.com.br/inscricaobrasilmais.

Conforme o coordenador estadual de tecnologia do Sebrae/PR, Vinicius Galindo de Mello, além de aumentar a produtividade e gerar transformação digital, as empresas que participam do programa também ganham um reembolso de até R$ 2 mil para contratar algum tipo de solução digital.

No ano passado, 225 micro e pequenas empresas participaram desta ação de transformação digital e usufruíram de R$ 450 mil em soluções digitais, aproximadamente. Dentre as mais utilizadas pelos donos de micro e pequenos negócios, estão as ferramentas de gestão de clientes, ou “CRMs”.

“A necessidade das empresas se digitalizarem ficou nítida no período de pandemia. Seja para gestão, relacionamento com cliente, ou seja, para marketing digital”, destacou Galindo.

Ele explica que os agentes locais de inovação fazem um diagnóstico das empresas participantes e apresentam aos gestores soluções digitais para aumentar a competitividade e gerar negócios. Durante os seis meses de programa, os agentes também monitoram a implantação das ferramentas que auxiliam às micro e pequenas empresas a ser mais produtivas, inovadoras e, assim, aumentar o faturamento.

A arquiteta Juliana Schützemberger, de Curitiba, participou do programa no ano passado. Ela conta que, logo nos primeiros meses de trabalho percebeu a diferença na gestão da empresa, com a utilização das ferramentas de transformação digital.

“Comecei a ter tempo para focar nas outras necessidades da empresa e ter um planejamento para 2023. Consegui prospectar novos clientes, comecei a estruturar o trabalho para ter colaboradores trabalhando comigo”, compartilhou.

Antes das ferramentas digitais, Juliana organizava os processos da empresa em planilhas o que, segundo a própria arquiteta, gerava perda de tempo e ainda tirava o foco do que era realmente importante para o escritório, como a prospecção de clientes e a busca de novos colaboradores.

“Mergulhei fundo no processo. Iniciei a jornada seguindo as orientações do diagnóstico, pesquisei quais softwares poderiam me ajudar na gestão administrativa e encontrei alguns específicos para minha área. Estudei todos e iniciei a implantação. Posteriormente, o processo de ressarcimento foi extremamente simples de seguir. Fiz exatamente como explicado e, em pouco tempo, estava com o valor na conta da empresa”, acrescentou.

Além das vagas abertas para os seis primeiros meses do ano, em julho o Sebrae/PR vai abrir outra turma, com mais 200 vagas disponíveis. Serão 400 vagas abertas para o Paraná em 2023. Em todo o Brasil, a previsão é que 11 mil empresas sejam beneficiadas com o programa de transformação digital.

Dados recentes divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostram que, das 19,5 milhões das micro e pequenas empresas brasileiras, aproximadamente 5,3 milhões ainda não entraram para o mercado digital, não usam redes sociais, sites ou aplicativos para vendas.

Brasil Mais

O programa Brasil Mais é uma iniciativa do Ministério da Economia em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Sebrae.

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Comunicação como fortalecimento do negócio: a estratégia diferenciada da agência Páprica

Que a presença digital é essencial para as empresas, não há dúvida, mas muitas marcas ainda não entendem como isso pode se tornar de fato conversão em lucro. Ter uma rede social e postar fotos está muito longe de criar laços que vendam o conceito da empresa para os clientes. O planejamento de comunicação que consiga aliar os setores da empresa, do marketing às vendas, é que vai ser o diferencial no fim das contas. E é com essa visão mais fluída e aprofundada que a agência Páprica tem conquistado clientes cujos faturamentos ultrapassam a casa do bilhão.

Fundada há dez anos por Renan Vargas, diretor geral que comanda a equipe de 45 profissionais, Páprica traz desde sua criação um novo olhar para o processo criativo. “O processo padrão de uma agência comum perde sinergia, ao passar por diferentes etapas que não se comunicam, o produto final perde alma”, conta Vargas, que queria elaborar projetos de maneira mais fluida. A agência nasceu “low size”, enxuta e com um estúdio de desenvolvimento de projeto mais conectado.

Apesar da visão mais abrangente do processo, dificuldades foram surgindo. “Em 2018, me vi tendo problemas idênticos aos das agências que eu não queria ser”, revela. Vargas retomou o ideal que foi ponto de partida da Páprica, corrigindo os erros e apostando ainda mais na proximidade da agência com o cliente, no entendimento do negócio. O método funcionou tanto para a própria empresa quanto para os clientes. Para o especialista, o marketing precisa estar obrigatoriamente ligado ao setor de vendas. “Não acreditamos numa comunicação vazia, só para ter um canal. Buscamos atingir os objetivos do cliente com a comunicação e fortalecer o negócio”, explica. Muitas vezes, Vargas percebe que esses setores não se relacionam nas empresas. “Um quer vender mais, o outro quer marcar presença no meio digital. Mas os resultados aparecem mesmo quando ambos conseguem dialogar”, destaca o fundador da Páprica.

“É preciso entender aonde a empresa quer chegar e o formato que essa empresa quer se apresentar no mercado”, define Vargas. Isso vai muito além de manter presença digital. “Precisamos andar junto com o CEO, com o time de vendas, com a comunicação”. Adaptando expectativas e formatos, é possível ter resultados nos mais diferentes setores. A Páprica já atendeu em formatos que vão da elaboração de projetos pontuais (feitos para marcas como Renault e Itaú) até acompanhamentos mais prolongados – que permitem avaliação mais completa de resultados.

Entre os clientes, estão dois grandes nomes: a Docol e a Alegra. A Docol está entre as maiores do Brasil no setor de metais sanitários, e a indústria alimentícia paranaense Alegra ultrapassou o bilhão em vendas no ano passado. A comunicação efetiva em projetos bem elaborados, focados nessa conexão entre os diferentes setores, favorecem as vendas e o fortalecimento das marcas. “Quero mostrar que a comunicação impacta financeiramente no negócio”, comenta Vargas.

Para que isso seja efetivo, é preciso entender o processo por completo. “Entramos em diversos fatores do cliente, levantando questões interessantes para entender o funcionamento da empresa, em conversas focadas e produtivas”, fala o diretor da Páprica. A campanha publicitária é uma parte do processo, que precisa ainda de análise de conversão e resultados. “Levamos insights, questionamentos que por vezes acabam mostrando uma realidade diferente do que o cliente nos apresentou”. Quando são observados problemas diferentes do que o cliente apontou, uma rápida mudança no planejamento é essencial.

Essas análises foram definitivas para reestruturar cases de outros clientes, que vem trabalhando há anos com a agência e obtendo grandes resultados, como a Rede Marista de Colégios, a Neodent e Universidade Católica de Santa Catarina. O reconhecimento vem ainda por prêmios ao longo dos anos. O formato mais integrado de elaboração e avaliação das campanhas, gerando lucros mais consistentes e uma comunicação eficaz, foi celebrada até internacionalmente. O projeto Tamo Junto da Aliança Empreendedora venceu o MIT Solve Challenge 2020 na categoria Good Jobs & Inclusive Entrepreneurship Solver, na etapa mundial, e também foi finalista do Global Citizen Prize by Cisco, na categoria tecnologia e causa.

No Brasil, o case do Grupo Marista foi condecorado por diversas vezes pelo Prêmio Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), além de outro projeto para o Hospital Marcelino Champagnat. O trabalho constante com o Grupo Marista, sendo reconhecido ao longo dos anos, confirma mais uma vez o sucesso dessa integração de setores em prol do fortalecimento do negócio promovido pela Páprica.

O trabalho da agência é reconhecido até pelo Google. A Páprica recebeu a certificação Partner Premier Google, por estar no top 3% de parceiros da gigante da tecnologia com melhor desempenho no Brasil. O destaque é concedido a empresas que mais criam novas relações comerciais e oferecem ajuda aos clientes para se desenvolverem. São confirmações vindas diretamente do mercado que consagram o modelo inovador da agência.

A Páprica está localizada no Batel Office Tower em Curitiba (Av. Sete de Setembro, 4698 – Sexto Andar – Batel), além de ter um escritório na Cidade do México. Contatos podem ser feitos pelo e-mail contato@paprica.ag e por telefone no (41) 3095-8585. Mais informações no site páprica.ag.

Com qualidade e modelo enxuto, a SOFT Ice Cream planeja superar os limites de Curitiba

Nascida em setembro de 2020, a SOFT Ice Cream conta com três unidades próprias em Curitiba e deve lançar sua primeira loja fora da capital paranaense no meio de dezembro em Ponta Grossa. Com um modelo enxuto, semelhante ao das cafeterias to go, a expectativa da marca é lançar o seu plano de franquias em 2023, estendendo seu produto a outros estados da Região Sul e Sudeste.

“Nosso modelo de negócio trabalha com ingredientes premium em uma operação enxuta, com poucos funcionários e aluguel reduzido. Dessa forma, conseguimos praticar preços acessíveis, mesmo com a alta qualidade de nossos insumos”, conta um dos dois sócios-fundadores da SOFT, Matheus Krauze, que comanda a marca ao lado de Ronaldo Ferreira.

A ideia do negócio veio de uma mescla da experiência de vida de Krauze, a terceira geração de sorveteiros de uma rede notória do Paraná, e de uma viagem que fez para Hong Kong aos 18 anos. Lá, provou sorvetes de sabores como matchá e gergelim, com cores vibrantes e sabores diferentes. “Vimos a oportunidade de trabalhar com um produto ainda não visto no Brasil, seguindo o movimento dos cafés to go, que estava nascendo”, lembra Krauze.

Diferente de uma gelateria tradicional, as máquinas transformam o líquido em sorvete na hora, mantendo o produto sempre fresco e agradável ao consumidor. “Nosso cardápio é enxuto, e a sazonalidade é trabalhada nas sobremesas”, conta.

Modelo de negócio superou pandemia e a capital mais fria do país

O início de operação da SOFT Ice Cream se deu em meio aos lockdowns forçados pela pandemia. No entanto, a loja rapidamente atingiu o patamar de 7 mil pessoas atendidas em um espaço de 30 m2 cinco meses depois de sua inauguração. Do primeiro para o segundo ano de operação, o faturamento da loja inaugural cresceu 75%. A expectativa para 2023 é de triplicar o resultado de 2022.

Em 2022, a marca lançou também dois novos espaços: uma nova loja no Museu do Olho e um quiosque no Shopping Palladium. Por isso, a SOFT Ice Cream planeja resultados ainda mais expressivos para o futuro, incluindo a estruturação de um modelo de venda de franquias, atendendo a alta demanda de interessados, que hoje já conta com uma lista de espera.

“Mesmo com uma lista extensa de interessados, queremos comercializar entre 10 a 20 lojas em 2023, nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, e pensar em uma expansão a nível nacional em 2024”, diz. “O modelo foi pensado para a expansão: fazemos o transporte do produto seco, dando validade longa para os sorvetes e solucionando uma das dificuldades comuns do segmento, a logística”.

Um ponto de destaque da marca para pensar em uma expansão é o fato de ter se provado em Curitiba, a capital mais fria do país. “Além de termos testado nossos produtos em um público reconhecidamente exigente e qualificado, não se trata da cidade que mais venderia sorvetes por tradição, pois sua temperatura média é de 18 graus”, analisa.

Um perfil to go de qualidade

Com lojas pequenas e um perfil de consumidor to go, a marca trabalha com duas máquinas por loja, e cada uma conta com dois sabores e uma opção mista: chocolate, baunilha e misto, por exemplo. De acordo com Krauze, a opção por esses sabores foi para que os clientes pudessem comparar o produto com outras opções do mercado. “O consumidor consegue entender automaticamente que está provando algo diferente, com qualidade e frescor diferente dos concorrentes, é como se estivesse tomando sorvete de casquinha pela primeira vez na vida”, diz.

Outras duas opções de sabores são o de iogurte, o de frutas vermelhas e o misto. Esta última opção representa um terço das vendas. “Gostamos de frisar que o nosso sorvete é uma experiência gastronômica na palma da mão”, conta.

Para potencializar o seu sabor, a SOFT Ice Cream optou por utilizar uma casquinha de produtores locais, que desenvolveram uma receita exclusiva, na Região Metropolitana de Curitiba. “Não queríamos oferecer um produto comoditizado, seguindo o nosso padrão de qualidade. Em geral, o mercado de sorvetes conta com um mesmo fornecedor pela complexidade logística do transporte de casquinhas: baixo peso, alto volume e muito sensível”, diz.

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