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Oficina explica origem dos saguis e orienta sobre convivência com a fauna em Curitiba

Os saguis podem ser encontrados em bosques, áreas arborizadas e parques de Curitiba, como Barigui, Tingui e Tanguá. Apesar da aparência e do tamanho, esses pequenos macacos são animais silvestres, vivem soltos na natureza e não devem ser tratados como animais de estimação.

Os primatas são considerados exóticos em Curitiba e no Paraná. Eles não são nativos da região e foram trazidos do Nordeste brasileiro para a cidade. Com a presença cada vez maior no ambiente urbano, algumas pessoas acabam confundindo os saguis com pets.

A relação entre os moradores e esses animais foi tema da oficina “De papo com biólogos: Sagui não é pet – quando a fauna sai do seu lugar”, realizada na quinta-feira (15/10), na Escola Municipal de Sustentabilidade, no Bosque Zaninelli, na Rua Victor Benato, 210, no Pilarzinho.

Gratuito, o evento foi aberto à comunidade e aos servidores da Prefeitura. Segundo a diretora de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Leila Zem, a atividade teve como principal objetivo apresentar informações sobre os saguis e promover uma conversa sobre a relação da população com a fauna silvestre.

“Tudo o que fazemos, nossas escolhas, o que consumimos também têm a ver com a proteção da biodiversidade. Os saguis são pequenos, ágeis e curiosos e despertam nossa atenção nos parques. Mas não devemos alimentá-los, isso pode impactar todo um ecossistema”, explicou Leila.

A oficina abordou as características e o comportamento dos saguis, seu habitat e papel ecológico, o tráfico e o comércio ilegal de animais, a alimentação inadequada e a interação humana. Também foram discutidos a introdução de espécies fora de sua área natural, os impactos das espécies exóticas sobre a fauna nativa, conflitos ecológicos, conservação e atitudes responsáveis diante de animais silvestres, dentro da perspectiva da Educação Ambiental e da proteção da biodiversidade.

As informações foram apresentadas pelos estagiários de Biologia Juan Felipe Novak, Gabriela Fernanda da Silva Adriano e Gabriela Emily Pereira, da Escola Municipal de Sustentabilidade. Eles foram acompanhados pelas técnicas de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente Clarice Dorocinski e Daniela Pressanto.

Ao todo, 16 pessoas participaram da oficina, entre elas representantes do Instituto Água e Terra (IAT) e da Secretaria Municipal da Educação. Também estiveram presentes as estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) Tifanny Dopke, de 26 anos, e Taynara Gualda, de 22. As duas integram a Liga de Estudos Acadêmicos de Animais Selvagens (LEAAS) da universidade.

“A gente se interessou pelo evento, principalmente pela quantidade de saguis que tem na nossa universidade. Durante nossos estudos de animais selvagens, a gente fez um vídeo no Instagram sobre a necessidade do conhecimento sobre os saguis, sobre não alimentar e, enfim, todas as questões que vêm com o sagui aqui em Curitiba”, disse Tifanny.

Para Taynara, o conteúdo apresentado poderá contribuir com o trabalho desenvolvido pelas estudantes na universidade. “Com essa palestra, a gente aprendeu várias curiosidades sobre os saguis e como preservar o nosso meio ambiente aqui do Paraná. O que a gente aprendeu aqui podemos passar para o nosso grupo de estudos e fazer algum movimento na nossa faculdade”, afirmou.

Próximas oficinas

A Escola Municipal de Sustentabilidade programou mais duas oficinas do projeto Papo com Biólogos. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo portal Aprendere.

A próxima atividade será realizada no dia 22 de setembro, a partir das 18h, com o tema sapos. No dia 5 de novembro, a partir das 13h30, haverá outro encontro, desta vez sobre abelhas.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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