A Rússia reafirmou seu compromisso em ajudar a Venezuela a desenvolver sua capacidade militar, mesmo em meio a sanções econômicas severas que atingem ambos os países. O Kremlin anunciou que o país sul-americano deverá iniciar a produção de fuzis de assalto Kalashnikov, com base em um acordo que inclui a construção de uma fábrica de munições na Venezuela.
Produção de Munições na Venezuela
A fábrica, resultado de uma parceria entre a Rússia e a estatal Rostec, é esperada para produzir até 70 milhões de cartuchos de munições calibre 7,62 mm por ano, o que irá suprir as necessidades dos fuzis AK. Essas informações foram divulgadas recentemente pelo governo russo, que considera essa ação uma iniciativa estratégica em sua cooperação com a Venezuela.
Cooperação entre Rússia e Venezuela
Em um comunicado, a Rosoboronexport, empresa de importação e exportação vinculada ao conglomerado Rostec, destacou que a parceria é baseada em uma “cooperação mutuamente benéfica”, afirmando que a Venezuela tem aprimorado seu equipamento militar e seu treinamento de combate. Segundo a empresa, isso permitirá que o país fortaleça suas capacidades de defesa e combate ao narcotráfico e crime organizado.
Histórico da Relação Putin-Maduro
A relação militar entre Rússia e Venezuela remonta à década de 1990 e foi intensificada após a Revolução Bolivariana, que levou Hugo Chávez ao poder. O ex-presidente Chávez se encontrou com Vladimir Putin em Moscou em 2001, ocasião em que foram assinados acordos que facilitaram um maior intercâmbio de armamentos.
Desde então, a Rússia se tornou a principal fornecedora de armamentos para a Venezuela, com dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI) indicando a transferência de sistemas de defesa, aeronaves, veículos e artilharia entre 2000 e 2025.
A parceria teve um novo impulso em junho deste ano, quando Nicolás Maduro visitou a Rússia e se reuniu novamente com Putin. Durante a visita, um novo acordo de cooperação estratégica foi assinado, somando-se a mais de 260 acordos anteriores, em um cenário onde ambos os países enfrentam pressão internacional devido a sanções econômicas. Atualmente, somam mais de 19 mil sanções, como revelado por dados da plataforma Trademo.
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