Rússia Reitera Apoio à Venezuela em Meio a Apreensões de Petroleiros
A Rússia reafirmou seu apoio incondicional à Venezuela nesta segunda-feira (22), diante do bloqueio imposto pelo governo dos Estados Unidos ao tráfego de navios petroleiros que operam no país sul-americano. Esta declaração ocorre em um contexto de recentes interceptações de embarcações na costa da Venezuela.
Apoio da Rússia à Venezuela
Durante uma conversa telefônica, o chanceler venezuelano, Yvan Gil, recebeu do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, uma mensagem de “firme solidariedade” ao povo venezuelano e ao presidente Nicolás Maduro. Lavrov também garantiu que Moscou oferecerá “todo o respaldo” às ações venezuelanas no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Na última semana, a chancelaria russa havia alertado que o aumento das tensões entre EUA e Venezuela poderia resultar em “consequências imprevisíveis” para o Ocidente. Entretanto, a Casa Branca declarou que a Rússia está incapaz de auxiliar o governo Maduro, citando o envolvimento militar do Kremlin na guerra da Ucrânia.
Interceptações de Petroleiros
- No domingo (21), agências internacionais relataram que os Estados Unidos interceptaram um terceiro navio petroleiro próximo à costa da Venezuela.
- Esse incidente constitui a terceira apreensão de um petroleiro ligado à Venezuela em um período de dez dias.
- Na última semana, os EUA apreenderam o navio Centuries e, anteriormente, o petroleiro Skipper em 10 de dezembro. Essas ações fazem parte da estratégia do governo Trump de impor um “bloqueio total” a embarcações sujeitas a sanções que se movimentam em portos venezuelanos.
- Em resposta, Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela enfrenta uma “campanha de agressão de terrorismo psicológico” e a presença de “corsários” que assaltam petroleiros. Ele também declarou que o país está preparado para “acelerar a marcha da Revolução profunda”.
Petróleo: O Epicentro do Conflito
A Venezuela detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com aproximadamente 303 bilhões de barris, de acordo com a Energy Information Administration (EIA), dos EUA. Apesar do potencial econômico, a extração desse petróleo é dificultada pela necessidade de elevados investimentos e tecnologia, fatores que são limitados pelas sanções internacionais e pela precariedade da infraestrutura local.
Segundo a EIA, o petróleo pesado venezuelano é especialmente adequado para refinarias na Costa do Golfo dos EUA, o que explica o interesse estratégico dos Estados Unidos na região.
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