O maestro Roberto Tibiriçá, regente e diretor da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), morreu no início do mês, aos 72 anos, em São Paulo. Ele deixa uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada à música, com atuação em algumas das principais orquestras do Brasil e do exterior.
Além do trabalho artístico, a passagem de Tibiriçá pela orquestra do Centro Cultural Teatro Guaíra foi marcada pelo envolvimento com a instituição, pela gestão e pela relação construída com os profissionais que trabalhavam ao seu lado. Para o diretor-presidente do Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, o maestro contribuiu para transformar a orquestra e passou a integrar a comunidade cultural paranaense.
“Foi uma pessoa que abraçou Curitiba e nos abraçou. Mais que uma história artística, ele construiu uma história de gestão, de vontade de fazer com que a Orquestra realmente evoluísse e, principalmente, de amizade. Ele sempre dizia que o Teatro Guaíra era a família dele”, afirmou Cavalheiro.
Ao longo da carreira, Tibiriçá esteve à frente de instituições como a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica e a Sinfônica de Minas Gerais. A experiência acumulada nesses trabalhos contribuiu para o desenvolvimento de sua atuação no Paraná.
Nascido em São Paulo, Roberto Tibiriçá começou os estudos musicais ao piano aos 8 anos. Mais tarde, dedicou-se à regência e estudou com Eleazar de Carvalho, um dos grandes nomes da direção orquestral brasileira. Os dois trabalharam juntos por aproximadamente 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).
O maestro também atuou no exterior. Entre 1984 e 1985, foi regente assistente do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.
Um dos momentos de maior repercussão de sua trajetória ocorreu em 1997, quando regeu a missa campal celebrada pelo papa João Paulo II no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. O evento reuniu um público estimado em dois milhões de pessoas.
Tibiriçá também participou de projetos de gravação e difusão da música clássica brasileira e recebeu reconhecimentos por sua contribuição à área.
“Podemos ter certeza de que ele construiu uma linda história. Aqui no Paraná, essa história foi marcante para todos nós. Trazer o maestro Roberto Tibiriçá foi uma evolução para a nossa orquestra, pelo fato de ele ser um dos grandes artistas e músicos e ter participado de grandes orquestras do Brasil”, afirmou Cleverson.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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