Reuniões de atualização do PELT são concluídas com participação de todo o Paraná

Com o objetivo de apresentar os avanços dos últimos anos, debater e apontar as obras prioritárias para o Paraná, foram realizadas em todo o Estado reuniões regionais a fim de atualizar o Plano Estadual de Logística do Transporte, o PELT. Ao todo, foram sete encontros, com início em Londrina, 15 de julho, e conclusão em Curitiba, em 29 de julho. Participaram das ações cerca de 400 representantes de entidades do setor produtivo, da sociedade civil organizada e do poder público. 

“Em todas as reuniões, os profissionais das engenharias, agronomia e geociências foram destaque graças ao trabalho de engajamento realizado pelo Crea-PR junto aos profissionais e suas Entidades de Classe, em todas as oito regionais do Conselho no Estado. O olhar dos profissionais deste segmento em um projeto relacionado ao transporte é essencial para a viabilidade e sustentabilidade do mesmo”, ressalta o engenheiro civil Ricardo Rocha, presidente do Crea-PR. 

Elaborado desde o início do século XXI e atualizado continuamente, o PELT 2035 tinha sua última versão em 2016, constitui-se de um documento que apresenta as obras prioritárias necessárias para diminuir gargalos de infraestrutura pelo Paraná. Com a finalização das reuniões, o documento será renovado para inclusão das demandas e adequações necessárias. De acordo com o presidente do Crea-PR, o material deve ser concluído ainda em agosto, com a assinatura das entidades participantes, e apresentado para todos interessados até setembro.

“A expectativa é que esse compromisso coletivo possa contribuir de forma efetiva. Uma ação intensa que possa alavancar o desenvolvimento sustentável e atingir as melhores condições para a população, com segurança, maior rendimento para as cadeias produtivas e com benefícios para os eixos social, econômico e de sustentabilidade do meio ambiente. Mais do que um documento, é um compromisso firmado com foco no longo prazo. É uma união de forças que irá contribuir para que o Paraná continue em desenvolvimento e se destaque no Brasil”, afirma.

Atualmente, o PELT é composto por 97 obras e projetos propostas para modal rodoviário (48), portuário (17), aeroviário (16), ferroviário (8), além de outros modais (8). Entre as demandas apresentadas nos encontros regionais, estão a continuidade do pedido de ampliação do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e o andamento desse processo que está sendo realizado nos aeroportos de Londrina e Foz do Iguaçu. Com a intensificação dos esforços, o número de voos diários no Paraná passou de sete para 19.

Nas demandas rodoviárias, entre os pedidos estão a nova ponte do Rio Paraná para conectar os municípios de Nova Londrina e Paranavaí, obras no contorno norte de Londrina e de Cascavel, e no contorno de Ponta Grossa. Em Curitiba, a demanda é para duplicação da rodovia que leva para a Praia de Leste e, então, para Pontal do Paraná. Também foi levantada a possibilidade de conectar Pato Branco, no Sudoeste, a cidade da Lapa, nos Campos Gerais, com passagem pela capital.

O trabalho para o desenvolvimento do documento e de sua atualização foi coordenado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), e contou com a parceria do Crea-PR, Movimento Pró-Paraná, o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), além do G7 – grupo do qual fazem parte a Fiep, as Federações da Agricultura (Faep), do Comércio (Fecomércio), das Cooperativas (Ocepar), dos Transportes (Fetranspar) e das Associações Comerciais (Faciap), e também a Associação Comercial do Paraná (ACP).

Crédito da imagem: Lucas A. Nogas – Crea-PR

Em Curitiba

Realizado em 29 de julho, o encontro de Curitiba marcou a finalização das reuniões do PELT e levantou pontos prioritários para a Região Metropolitana de Curitiba, como a necessidade de ampliação dos contornos utilizados para o desvio do tráfego da capital, a presença de dutos de gás que passam pela cidade e agora serão ampliados para outras regiões e a nova construção de uma pista no Aeroporto Afonso Pena voltada para voos internacionais de longa distância.

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Vestibular de Licenciatura em Letras Libras deixa de ter prova de conhecimentos gerais; inscrições até 31 de agosto

Vestibular de Licenciatura em Letras Libras deixa de ter prova de conhecimentos gerais; Inscrições vão até 31 de agosto

Estão abertas até o dia 31 de agosto as inscrições para o processo seletivo do curso de Licenciatura em Letras Libras (Língua Brasileira de Sinais) da UFPR. São 22 vagas para candidatos surdos e 8 para ouvintes. Pela primeira vez, o processo não terá a prova bilíngue (em Português e em Libras) de conhecimentos gerais. Os candidatos serão selecionados em duas etapas: avaliação de histórico escolar e prova prática de conhecimentos específicos em Libras.

Mais de 500 profissionais e estudantes participaram de seminário do CRESS-PR sobre Assistência Social

Durante as três noites de evento, nos dias 2, 3 e 4 de agosto, profissionais e especialistas no assunto abordaram a temática “Em defesa de um SUAS que proteja”. O objetivo do seminário, além da própria socialização entre profissionais acumulada nos ciclos de debate, foi construir estratégias de fortalecimento das pautas coletivas da categoria. As três transmissões feitas pelo Youtube contam com mais de 2.800 visualizações.

No primeiro dia do evento, durante a mesa de abertura, a Presidenta do CRESS-PR, Andréa Braga, falou da importância da realização do seminário para a defesa das políticas públicas.

“Ressaltamos a relevância da importância desse processo que perpassa toda a discussão voltada aos debates e construção de conhecimento e, principalmente, as possibilidades de se debater estratégias de fortalecimento das pautas coletivas da nossa categoria. Os desafios são inúmeros. Nós, Assistentes Sociais, enquanto classe trabalhadora, temos vivenciado diretamente e enfrentado cotidianamente os ataques da democracia, processo do que envolve o desmonte das estruturas institucionais no cenário acentuado de fome, pobreza, desigualdade que acomete milhares de brasileiras e brasileiros”, discorreu.

Segundo Andréa, é necessário que, unida, a classe lute para ampliar o debate, fomentar a participação popular e concretizar ações que que fortaleçam a política de assistência social se faz urgente.

“Esse é um espaço privilegiado para que nó possamos construir possibilidades, esforços em conjunto, reflexão, análise para materialização do que é sugerido para nós como tema desse evento, na defesa de um SUAS que proteja. Por isso, os nossos desafios são imensos. Mas nossa força, coragem, organização política tem sido forjada em processos de resistência e superação das desigualdades”, refletiu.

Palestras

Durante os três dias de seminário, as (os) palestrantes contribuíram com suas reflexões e olhares nas temáticas relacionadas à defesa das políticas públicas, dentre elas, a assistência social. No primeiro dia, as (os) palestrantes Márcia Lopes, Adrianis Galdino e Claudiane Tavares trouxeram para o debate o tema: “Assistentes sociais enquanto força coletiva na construção da política de Assistência Social: gestão, execução e controle social”. Já no segundo dia, o tema “O Cenário da Política de Assistência Social e as particularidades do Paraná – desigualdades, diversidades, desproteções e resistência” foi apresentado pela palestrante, Jucimeri Silveira. Por fim, no último dia do evento, a temática: “Defesa, proteção e a importância da vigilância socioassistencial” foi apresentada pelas palestrantes Denise Colin e Ana Cláudia Martins.

Jucimeire Silveira destacou os aspectos relacionados ao cenário da política de assistência social e as particularidades do Paraná. “As desigualdades sociais e a violência já vinham aumentando no Brasil e no Estado do Paraná antes mesmo da pandemia. Nós temos infelizmente no cenário brasileiro uma situação de desinvestimentos nas políticas sociais não só por conta da emenda constitucional de 95 que congelou por 20 anos os gastos sociais, mas também por uma série de outras medidas que desorganizam e desestruturam as políticas sociais brasileiras que estão relacionadas aos direitos de igualdade”, afirmou.