O prefeito Eduardo Pimentel reuniu nesta quinta-feira (24/9) secretários municipais, representantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), da Administração Regional Bairro Novo, proprietários de terrenos dos bairros Umbará e Ganchinho e o vereador Mauro Bobato para discutir o desenvolvimento da região, considerada estratégica para o futuro de Curitiba.
A reunião foi realizada no Parque Reserva Hídrica do Futuro, antigo Parque Costa. A proposta é organizar a ocupação dos terrenos e criar condições para que as áreas sejam utilizadas e comercializadas conforme as possibilidades definidas pela legislação.
“Essa região é uma joia que a cidade tem. Quero acelerar o desenvolvimento dos bairros, mas preservar os ativos ambientais e garantir segurança jurídica para futuros investimentos. A questão da regulamentação fundiária e a infraestrutura urbana também são desafios locais”, afirmou o prefeito.
A nova lei do Plano Diretor, que está em tramitação na Câmara Municipal, estabelece diretrizes para o futuro de Curitiba e abre novas possibilidades de planejamento urbano para Umbará e Ganchinho. A presidente do Ippuc, Ana Zornig Jayme, destacou a necessidade de preservar nascentes e áreas ambientais, ao mesmo tempo em que sejam criadas condições de infraestrutura para o desenvolvimento econômico.
“É um privilégio viver neste paraíso. O desenvolvimento aqui também dependerá de novos instrumentos urbanísticos já propostos na lei em tramitação e da combinação de investimentos públicos e privados”, disse Ana.
Após a aprovação do Plano Diretor, o município iniciará a discussão do zoneamento e da ocupação do solo, temas que terão impacto nos parâmetros de parcelamento e nos licenciamentos. “Esses ajustes vão orientar a melhor estratégia de parcelamento para responder aos desafios do desenvolvimento da região”, avaliou Amir Bonatto, secretário municipal de Urbanismo.
O secretário do Governo Municipal, Marcelo Fachinello, afirmou que há articulação com outras instâncias de governo. Segundo ele, a tramitação do Plano Diretor deverá avançar até o fim do ano, com expectativa de aprovação no início de dezembro. Também estão em andamento tratativas relacionadas à legislação estadual e às obras estruturantes necessárias para a região Sul.
O município aguarda a conclusão de um estudo técnico atualizado pelo Instituto Água e Terra (IAT), que definirá os limites das áreas alagáveis na região do parque da Reserva. A informação deverá orientar futuras decisões sobre a ocupação e o uso do solo.
Reserva Hídrica do Futuro
A Reserva Hídrica do Futuro terá cerca de 26 quilômetros lineares e foi apresentada como uma estratégia de segurança hídrica e preservação ambiental para Curitiba e as futuras gerações.
“Estamos em negociação o para o repasse de recursos, na ordem de R$ 225 milhões, para as próximas fases do projeto e outros novos parques”, antecipou Marilza Dias, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Demandas dos proprietários
Os proprietários relataram dificuldades para subdividir grandes áreas, muitas delas pertencentes a herdeiros dos primeiros moradores dos bairros. A destinação de áreas ao Município durante os processos de parcelamento também foi discutida.
Como encaminhamento, será formado um grupo de trabalho com representantes das áreas de Patrimônio, Meio Ambiente, Urbanismo e Ippuc, além de representantes dos proprietários. O grupo fará o mapeamento dos imóveis, titulares, áreas de uso e preservação e entraves burocráticos, com o objetivo de contribuir para a regulamentação fundiária da região.
A reunião também tratou das limitações da infraestrutura viária, incluindo a relação com o Contorno Ferroviário e a duplicação da PR-423, além da necessidade de implantação de infraestrutura de saneamento.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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