RBD voltará ao Brasil em 2022, diz produtor da banda

Os fãs de RBD podem se preparar para a chegada da banda em solo brasileiro a partir do primeiro semestre de 2022. A informação foi dada por um dos produtores responsáveis por outras turnês do grupo no País, William Crunfli “É certo que o RBD virá o ano que vem, mas não está definido o promotor. Mas vem! Para o público o que interessa é isso”, afirmou durante entrevista a José Norberto Flesch.

De acordo com o produtor, os músicos do RBD estarão no Brasil a partir do primeiro semestre do ano que vem. William Crunfli esteve com o grupo por 14 Estados brasileiros na última turnê. Porém, desta vez, ele disse que irá se concentrar em São Paulo.

Em novembro do ano passado, a banda lançou a música Siempre He Estado Aquí, com Anahí, Christopher von Uckermann, Christian Chávez, Maite Perroni. Alfonso Herrera e Dulce María não participaram.

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EUA incluem Brasil em lista de países que vão receber doação de vacinas anticovid

A Casa Branca informou, em entrevista coletiva e com comunicados complementares, os detalhes da doação das primeiras 25 milhões de vacinas contra a covid-19 para outros países. O Brasil foi incluído na lista de países que receberão os imunizantes.

Segundo o coordenador da força-tarefa de combate à covid-19, Jeff Zients, 1 milhão de doses da Johnson e Johnson estão sendo carregadas nesta quinta-feira para a Coreia do Sul. “Esse é só o começo. Esperamos uma cadência regular de embarques para todo o mundo nas próximas semanas”, disse.

Conforme o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, os EUA receberam pedidos de todo mundo. Pelo menos 75% das 25 milhões de doses iniciais de vacinas a serem enviadas – quase 19 milhões – serão compartilhadas por meio da iniciativa Covax. “Isso vai maximizar o número de vacinas disponíveis equitativamente para todos os países e vai facilitar o compartilhamento com aqueles que estão em maior risco.”

Dentre as vacinas doadas via Covax, aproximadamente 6 milhões de doses irão para América Latina e o Caribe, incluindo o Brasil.

Também receberão doses, conforme comunicado da Casa Branca, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Haiti e outros países da Comunidade Caribenha (Caricom), além da República Dominicana.

Ainda dentre as 19 milhões de vacinas doadas via Covax, aproximadamente 7 milhões de doses vão para o Sul e Sudeste Asiático e aproximadamente 5 milhões para a África.

Os 25% remanescentes, que equivalem a pouco mais de 6 milhões, serão compartilhados diretamente com países que estão passando por surtos, em crise e outros parceiros e vizinhos, incluindo Canadá e México. Também serão destinadas vacinas a locais com necessidades urgentes como Índia e Gaza.

Segundo a Casa Branca, nos próximos dias os EUA vão coordenar com a Covax e os países que receberão a vacina nos embarques.

A Casa Branca reforçou ainda que, até o fim do junho, os EUA irão compartilhar 80 milhões de doses da sua oferta de vacinas com o mundo.

Em meio à pandemia, Conmebol anuncia que a Copa América será disputada no Brasil

A Conmebol anunciou nesta segunda-feira (31) que a próxima edição da Copa América será disputada no Brasil. As datas permanecem as mesmas – 13 de junho a 10 de julho -, as cidades-sedes ainda serão divulgadas.

A CBF deu aval para a realização dos jogos no país, em concordância com o Governo Federal. “Quero agradecer muito especialmente ao presidente Jair Bolsonaro e a seu gabinete por receber o torneio de seleções mais antigo do mundo. Igualmente meus agradecimentos vão para o presidente da CBF, Rogério Caboclo, por sua colaboração”, disse o dirigente máximo da Conmebol Alejandro Dominguez.

O Brasil se torna sede da Copa América depois de a Conmebol tirar de cena os países que receberiam a competição, que seriam Colômbia e Argentina. O Brasil foi escolhido com o argumento de possuir estádios em boas condições de uso.

Em um primeiro momento, o país não era uma opção, por causa da disputa simultânea do Campeonato Brasileiro. No entanto, a Colômbia foi retirada da competição por causa das manifestações populares de rua contra o governo que já duram mais de um mês. Já a Argentina foi descartada devido ao aumento de casos de contágio do novo coronavírus.

Ocorre que o Brasil também não controlou sua onda de contaminação da doença. O país continua registrado alta no número de contágios e mortes pela doença, além de novamente ter UTIs em alguns Estados em utilização alta, acima dos 80%.  Nas últimas 24 horas, a média móvel de mortes por covid teve a terceira alta seguida e chegou a 1.844.

A Conmebol vai oficializar os Estados brasileiros que receberão as partidas. No entanto, existe o interesse por parte da Conmebol que a final seja no Maracanã, com a presença de público. No Brasil, as partidas de futebol estão sendo jogadas com portões fechados.

Especialistas condenam torneio no Brasil

Especialistas ouvidos pelo Estadão condenam a realização da Copa América no País em função da falta de controle da pandemia. Eles argumentam que há riscos de aumento da transmissão e de novas variantes. “Acho que não seria adequado fazer o torneio no Brasil porque ainda não temos uma situação tranquila em relação ao controle da pandemia”, opina médico infectologista Julio Croda , professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Com o aumento do número de viajantes, teremos maior contato entre as pessoas, maior transmissão do vírus e, consequentemente, podemos ter novas variantes”, completa o especialista. 

O virologista Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, também mostra preocupação com o surgimento de variantes. “Acho desnecessário mesclar pessoas de tantos diversos países com tanta diversidade de tipos de SARS-CoV-2 em uma atividade não essencial”, avalia. Na opinião do especialista, até mesmo a vacinação dos atletas, medida adotada pela Conmebol na Copa América após doação de 50 mil doses do laboratório Sinovac, é motivo de estranhamento. “Temos também os privilégios em termos de vacinação e viagens internacionais pelos atletas e comissões enquanto a população da América Latina está sob tanto sofrimento em função da pandemia”, completa. 

Os especialistas já mostravam preocupação com o retorno do futebol ainda no mês de março com a disputa dos torneios estaduais. Marcelo Otsuka, especialista da Sociedade Brasileira de Infectologia, via com receio a continuidade do futebol no Brasil. “A questão em relação à continuidade dos campeonatos, ou mesmo de outros torneios, diz respeito ao controle da doença. A gente observa que, no caso do futebol, os profissionais são realmente testados com uma frequência até acima da média. Mas eles também têm familiares e pessoas de risco. Se eventualmente desenvolvem a doença e levam para casa, isso representa a chance de complicação.”

No fim de semana, o Brasil deu início ao Campeonato Brasileiro. São dez partidas por rodada da Série A e outras dez da Série B. Serão, ao todo, em cada disputa, 38 rodadas, contabilizando 380 jogos de futebol até dezembro.

Informações Estadão Conteúdo