O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, afirmou que está “feliz” com a decisão de não disputar a Presidência da República. Em sua primeira entrevista após o anúncio, ele destacou que a prioridade será manter o ritmo de entregas no estado e evitar que conflitos políticos nacionais impactem a gestão paranaense.
Segundo o governador, a escolha foi difícil, mas levou em conta fatores pessoais, partidários e o compromisso firmado com a população do Paraná.
Decisão envolveu família, partido e compromisso com o estado
Ratinho Junior explicou que seu nome estava entre os cotados do Partido Social Democrático (PSD), ao lado de Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
Apesar do cenário favorável, ele optou por permanecer no cargo até o fim do mandato.
“Eu tomei uma decisão muito difícil. Eu estava muito animado em poder ser uma opção para o brasileiro. Mas pesaram a decisão familiar, meus filhos e o compromisso de ficar até o último dia do mandato”, afirmou.
O governador também ressaltou que o partido ainda não havia definido oficialmente um nome para a disputa nacional, o que contribuiu para sua escolha.
“Escudo” contra a polarização de Brasília
Um dos principais pontos destacados por Ratinho Junior foi a preocupação com os impactos da polarização política nacional.
Segundo ele, o Paraná conseguiu se manter protegido de conflitos políticos ao longo dos últimos anos, e essa estratégia deve continuar.
“Eu tenho muito medo que as brigas de Brasília venham atrapalhar o Paraná. A minha função é fazer um escudo disso, proteger o paranaense.”
A declaração reforça a intenção do governador de manter uma gestão focada em resultados locais, sem interferência direta das disputas nacionais.
Construção de chapa para 2026 já está em andamento
Com a saída do cenário presidencial, o foco político passa a ser a sucessão estadual. Ratinho Junior afirmou que a prioridade agora é montar uma chapa competitiva para as eleições no Paraná.
Entre os nomes citados estão:
- Guto Silva
- Alexandre Curi
De acordo com o governador, ambos têm capacidade técnica e experiência política para assumir diferentes funções dentro da futura composição.
Convenção será decisiva
Ratinho Junior também ponderou que ainda há tempo até as definições oficiais, já que a convenção partidária está prevista para julho.
“Há uma ansiedade muito grande de nomes, mas o anúncio agora não resolve. Precisamos apresentar uma chapa completa, com governador, vice e dois candidatos ao Senado.”
Foco segue no Paraná
Ao final da entrevista, o governador reforçou que sua principal missão continua sendo administrar o estado e garantir estabilidade política e econômica.
A estratégia, segundo ele, é clara: manter o Paraná distante das disputas nacionais e assegurar continuidade nos projetos em andamento — um posicionamento que deve influenciar diretamente o cenário político estadual nos próximos meses.
