Quermesse promove o 1º Final de Semana da Carne de Onça

É impossível falar da gastronomia curitibana sem pensar na tradicional Carne de Onça, patrimônio cultural da cidade. Indispensável no cardápio de centenas de bares da capital paranaense, a receita tradicional é preparada com carne bovina magra (sem nervo ou gordura), sem tempero, servida com broa preta, pimenta do reino, sal, azeite de oliva extravirgem, cebola branca, cebolinha e pimenta do reino.

Pensando nos amantes dessa iguaria tão especial, o Bar Quermesse, um dos endereços gastronômicos mais badalados de Curitiba, famoso por seu trabalho com culinária regional, vai promover, nos dias 04, 05 e 06 de outubro, o 1º Festival de Semana da Carne de Onça. Durante o evento, o público poderá saborear três releituras exclusivas do preparo, que serão comercializadas pelo preço fixo de R$ 14.

O grande destaque da ação será um preparo bem curioso: o Canudinho de Carne de Onça. A receita une o tradicional canudinho de maionese, servido em festas de aniversário, com a saborosa iguaria curitibana. Na releitura, a receita clássica ganha ainda mais sabor com o delicioso e crocante canudinho. Completam o cardápio do 1º Festival de Semana da Carne de Onça o preparo tradicional, feito com carne moída preparada com especiarias e coberta com cheiro verde, cebola e mostardas, e servido com uma broa preta; e a Carne de Onça Japonesa, apresentada em fatiazinhas individuais e acompanhadas por shoyu, gengibre e mostarda escura.

O Bar Quermesse fica na Rua Carlos Pioli, (nº 513), no bairro Bom Retiro. O 1º Final de Semana da Carne de Onça será realizado nesta sexta, das 17h às 02h, sábado, das 12h às 02h, e domingo, das 12h às 00h. Mais informações no site www.quermesse.com.br ou pelo telefone (41) 3026-6676.

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FAS distribui 54 mil máscaras e quatro mil litros de álcool para proteção de servidores e da população

Desde o registro dos primeiros casos de covid-19 em Curitiba, a Fundação de Ação Social (FAS) vem adotando medidas de prevenção à infecção pelo novo coronavírus. Entre as medidas estão a distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para servidores e também para as pessoas em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo município.

Desde março, a FAS distribuiu 52.267 máscaras (descartáveis, de tecido e profissionais), 1.642 máscaras escudo-facial, 67.600 pares de luvas e 2.200 aventais descartáveis.

As unidades receberam ainda 2.611 litros de álcool em gel, 1.772 litros de álcool líquido, 276 escudos de acrílico para mesas, 306 toucas descartáveis e 68 óculos de proteção.

Os equipamentos de proteção foram encaminhados para as 130 unidades oficiais da FAS, das políticas da assistência social e do trabalho e emprego. As unidades que trabalham em parceria com a fundação também receberam EPIs, de acordo com a necessidade apresentada, além de recursos financeiros para enfrentamento à covid-19.

“São medidas importantes para proteger os trabalhadores e também a população. A FAS possui serviços considerados essenciais e que não podem deixar de ser oferecidos”, explica o presidente da FAS, Fabiano Vilaruel.

Entre os serviços essenciais está o acolhimento a pessoas em situação de rua, crianças, adolescentes, idosos, mulheres vítimas de violência e pessoas com deficiência.

Recomendações

Como medida de segurança, a FAS segue as orientações da Secretaria Municipal da Saúde e as normativas vigentes. Entre elas está ainda o distanciamento entre as pessoas, o isolamento de casos suspeitos e confirmados e a realização de testes, para servidores e pessoas acolhidas nas unidades do município, como a população em situação de rua.

Desde o início da pandemia, 987 testes para detecção da covid-19 foram aplicados em servidores da FAS, priorizando aqueles que atuam nos serviços considerados essenciais e no atendimento direto à população.

Sanitização

Todas as unidades da FAS também são sanitizadas, de acordo com a necessidade e cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal da Administração e de Gestão de Pessoal.

Além da FAS, esse trabalho acontece em todas as unidades municipais das secretarias e órgãos da linha de frente do combate à pandemia, aquelas que têm maior fluxo de pessoas ou mais servidores em atividade.

Foram sanitizadas mais de 1.100 unidades municipais, num total de 1,3 milhão de metros quadrados. Parte das unidades foi sanitizada mais de uma vez.

A secretaria, que também é responsável pela compra de equipamentos de proteção individual para servidores, destinou mais de R$ 2,5 milhões para a aquisição de máscaras, protetores faciais, luvas, álcool, sanitizantes, desinfetantes, dentre outros produtos.

Este valor não inclui o total investido exclusivamente pela Secretaria Municipal da Saúde, que ultrapassa R$ 12,7 milhões na compra de equipamentos de proteção individual e insumos para a proteção dos servidores da Saúde.

Além dos recursos já aplicados, estão em andamento novos processos de compras e contratações, para garantir a periodicidade do fornecimento desses itens de proteção, no valor de R$ 5,2 milhões.

Outras informações sobre as compras feitas pela Prefeitura de Curitiba para o enfrentamento ao coronavírus estão disponíveis no Portal da Transparência (https://coronavirus.curitiba.pr.gov.br/transparencia/).

A Prefeitura criou um site exclusivo para prestar informações sobre o coronavírus de forma clara e direta, com uma área específica para as despesas relacionadas ao combate da pandemia, com os gastos detalhados de cada pasta.

Já recuperado, Dr. Jamal volta ao trabalho na semana que vem

Símbolo da luta contra a covid-19, o médico Jamal Munir Bark, o doutor Jamal, vai voltar ao trabalho na próxima semana. Ele vai atuar no Complexo Regulador da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que define o tipo de assistência em leitos e ambulâncias.

Recuperado, Jamal não representa risco de contágio às outras pessoas e vai trabalhar com todos os equipamentos de proteção, conforme a praxe médica de atendimento.

Antes de se recuperar da doença, Jamal atendia aos pacientes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Boqueirão, de onde foi afastado em 19 de março devido à contaminação pelo coronavírus.

Ao lado da secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, ele participou nesta quarta-feira (29/7) da “live” diária realizada pela Prefeitura de Curitiba no Facebook para tratar de assuntos da pandemia. 

“A gente é como uma grande família aqui. A gente sofre e vibra por todos os nossos profissionais”, disse a secretária, muito feliz com a recuperação de Dr. Jamal.

O médico de 59 anos apresentou o quadro mais grave da doença. Duas horas após ser internado no Hospital Marcelino Champagnat, ele foi levado para a unidade de terapia intensiva (UTI), onde ficou intubado por 26 dias. O internamento durou cerca de dois meses e, até hoje, Dr. Jamal se submete a sessões de fisioterapia.

Antes da “live”, Dr. Jamal deu detalhes sobre o período em que esteve doente. “Foi assustadora a evolução desta doença”, conta o médico.

“Cinco por cento dos casos apenas são críticos, com UTI e intubação, mas começa com ventilação não invasiva, e eu já fui direto para a intubação”, recorda.

Rotina

Passada a alta, Dr. Jamal não sentia o cheiro ou gosto da comida e era incapaz de andar e de se alimentar sozinho. “Depois disso o valor que você passa a dar em segurar o próprio garfo, caminhar, sentir o paladar e o olfato, isso tudo mexe com você”, relata.

Para o médico, ainda falta consciência por parte da população sobre a gravidade da covid-19. “Acho incrível que as pessoas não se deram conta da gravidade. Quando passo de carro vejo pessoas se aglomerando, sem máscara”, disse Dr. Jamal.

Ele acredita que só o distanciamento social, o uso de máscara e a higiene correta das mãos podem barrar a doença. “São as orientações que a Secretaria Municipal da Saúde passa, o que está na mídia”, reforça o médico.

Carinho

O médico se surpreendeu com o carinho que recebeu. Foram mais de dez mil mensagens de apoio nas mídias sociais para ele e sua família – um vídeo com algumas delas foi exibido antes de entrar na “live”.

Sobre a possibilidade de trabalhar no Complexo Regulador, durante a pandemia, Jamal agradece à Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas), à qual está vinculado. “Só tenho a agradecer pelo que a fundação fez e continua fazendo por mim, consciência que outras empresas não teriam”, reconhece.

O médico espera voltar a atender pacientes em breve. “A minha vocação é trabalhar na emergência”, afirma.