Projeto da Itaipu fará parte de plano para movimentar turismo

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, quer a união dos empresários do turismo para sair à frente dos demais estados na retomada do setor, um dos mais impactados pela pandemia da covid-19. Ele anunciou que dois projetos, um de Itaipu e outro do governo do Estado, terão papel fundamental nessa retomada e farão parte do plano global de reativação da economia, que será lançado nos próximos dias.

Em reunião por videoconferência, nesta quarta-feira (24), Piana anunciou ainda um programa que vai dobrar o valor dos créditos do programa Nota Paraná para quem comprar no turismo local, chamado ParanáPay. Foi a 80ª reunião promovida pelo Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur), no qual a Itaipu tem uma cadeira.

Foz do Iguaçu foi um dos primeiros destinos brasileiros a reativar seus atrativos turísticos, depois de muitos estudos até se chegar a um protocolo de segurança sanitário que garantisse tanto a segurança dos funcionários como dos visitantes. Os atrativos reabriram com 30% de sua capacidade e visando atender inicialmente apenas o público local e regional.

O vice-governador falou sobre os investimentos que estão sendo feitos no aeroporto de Foz e sobre a futura duplicação da BR-469, com acesso ao aeroporto, à Argentina e às Cataratas do Iguaçu, além de diversos atrativos no trecho. A duplicação será feita em parceria entre o governo do Estado e a Itaipu, que já está investindo cerca de R$ 1 bilhão em obras de grande porte, entre elas a nova ponte sobre o Rio Paraná, entre Brasil e Paraguai, com mais de 20% das obras concluídas.

Importância
Foz do Iguaçu tem 40% da economia baseada no segmento de turismo, que também é responsável pelo maior número de empregos. Em função da pandemia, mais de 6 mil pessoas perderam seu postos de trabalho. O turismo da cidade se uniu para garantir que não haja mais demissões. O Programa Acelera Foz promoveu uma “live” para marcar a retomada do setor, no dia 10 de junho, aniversário de 106 anos da cidade.

O atual momento é de atenção com o avanço da covid-19 na cidade e no Paraná. Em Foz, alguns bairros estão isolados e a Prefeitura vai decidir se será necessário adotar novas medidas de contenção. Na sexta-feira (26), o prefeito Chico Brasileiro vai avaliar o cenário e anunciar as medidas que serão adotadas com base na avaliação do mapeamento epidemiológico.

Presença feminina rompe preconceitos e ganha força no agronegócio

O último Censo Agro, realizado em 2017, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que a cada dez lideranças do campo, pelo menos duas são mulheres. Buscando mudar o cenário, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, em agosto de 2022, a sua Comissão Nacional de Mulheres do Agro. O objetivo é ampliar a participação feminina no sistema, que, conforme apontam pesquisas, ainda é pequena. De acordo com o censo de 2017, as mulheres são proprietárias de somente 19% dos estabelecimentos agrícolas.

Apesar das dificuldades e preconceitos enfrentados, a expectativa é de melhora e de crescimento da atuação das mulheres no campo nos próximos anos. Levantamento realizado pela ABMRA aponta que 94% dos produtores rurais entrevistados consideram a mulher vital ou muito importante para o negócio rural. Outra pesquisa, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), mostra que 26% dos cargos de decisão e comando nas atividades produtivas são ocupados por mulheres.

Entre elas está Débora Noordegraaf, suinocultora de Castro (PR), considerada pela Forbes uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro em 2021. Ela começou a se interessar pelo trabalho no setor, e também com o cooperativismo, porque o marido atua na área, e, a partir disso, ficou motivada a conquistar seu próprio espaço e olhar com atenção para as mulheres que trabalham no campo. “Fiquei apaixonada pelo agro, principalmente pela vivência de produzir animais com excelência em qualidade. Percebi o quanto é importante essa profissão, pela qual podemos  produzir alimentos para o mundo. Entrei para a Comissão da Mulher Cooperativista da Castrolanda e isso fez com que eu desenvolvesse meu espírito de liderança, de trabalhar em prol da comunidade e de outras mulheres”, conta. 

A comissão de Castrolanda, colônia holandesa da cidade de Castro, é um dos grupos mais antigos de mulheres cooperativistas. Há mais de 10 anos, busca promover a formação no protagonismo feminino. “O prêmio é um reconhecimento não só para mim, mas também pelas histórias de todas essas mulheres. É um novo estímulo para dar o meu melhor na minha propriedade e também na comissão”, reflete a suinocultora. 

Marca institucional da cooperativa Castrolanda, Frísia e Capal, a Unium acredita que o prêmio é um sinal de respeito às histórias de todas essas mulheres que enfrentam muitas  dificuldades para estar nessa área. “A Unium através das suas cooperativas busca capacitar e fortalecer a atuação das mulheres no campo e dentro de seus negócios, promovendo oportunidade de crescimento em nossas áreas de atuação” comenta Adriane Silva representante da equipe de marketing da Unium. 

Sobre a Unium

Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Todas as marcas reunidas pela Unium, inclusive a Alegra, são reconhecidas pela qualidade e excelência.

A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle – de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa – farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência.

Devemos ler para o bebê recém-nascido?

Desde a vida dentro da barriga da mãe, o bebê já consegue ouvir os sons externos do mundo que o cerca. Em uma pesquisa realizada com gestantes, os cientistas pediram que as mães lessem um texto para os bebês ainda no útero, durante seis semanas.

Após o parto, ao ouvirem novamente o mesmo trecho, o estudo demonstrou que os pequenos se acalmavam – diminuindo a frequência cardíaca – e acionaram a parte do cérebro relativa à memória, ou seja, a familiaridade com a cadência do texto, lido pela mãe, era capaz de influenciar o comportamento dos bebês.

Esse é um período de desenvolvimento cerebral intenso, em que os bebês já serão capazes de identificar os padrões rítmicos da leitura. Mas além do potencial de desenvolvimento cognitivo para as crianças, o que os especialistas defendem é que a leitura em voz alta para os recém-nascidos é uma ferramenta importante para criação do vínculo afetivo entre a criança e seus cuidadores, tão fundamental nesse estágio da vida.

Mas, para quem deseja saber o que a leitura fará ao cérebro dos bebês, vale destacar que ao ler para o recém-nascido, os pais também proporcionam à criança em desenvolvimento, por exemplo, o contato visual, promoção da linguagem, construção de vocabulário e habilidades emocionais e cognitivas importantes.

Além disso, a leitura em voz alta nos primeiros meses de vida promove a sensação de segurança ao bebê. A voz materna, ou paterna, é uma poderosa fonte de segurança.

Clássicos da poesia infanto-juvenil, escritos especialmente para as crianças, auxiliam a percepção do bebê por fornecerem padrões rítmicos estáveis e recorrentes. Além de captar a emoção de quem está lendo, por meio da expressão da voz, o bebê será exposto aos arranjos e musicalidade da literatura, que é diferente da comunicação verbal cotidiana.

Nos primeiros meses, a visão do bebê ainda não é totalmente desenvolvida. Por isso, a audição é uma forma de captar o mundo exterior. Aproveite para apresentar a ele poemas que você gosta, trechos de livros que esteja lendo ou alguma história da sua infância.

Mesmo os recém-nascidos já serão capazes de absorver rimas, assonâncias e aliterações contidas no texto. A leitura em voz alta promove, a longo prazo, o desenvolvimento da atenção, da memória e da retenção das crianças.

(*) CEO do Instituto NeuroSaber (www.neurosaber.com.br), Luciana Brites é autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie