Qual o valor da multa por avançar sinal vermelho?

Avançar o sinal vermelho é uma infração muito comum. Porém, há pouco conhecimento sobre a sua multa, mesmo sendo algo tão básico, que aprendemos já na infância.

Apesar disso, vale o reforço: a parada no sinal vermelho é obrigatória, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é passível de multa. No entanto, apesar de descrita no CTB dessa forma, existem situações em que a passagem é permitida.

Você sabe em quais momentos é possível avançar o sinal vermelho sem ser considerada uma infração? Em caso de multa, qual o seu valor? Se for multado, é possível recorrer? Todas essas perguntas serão respondidas no artigo a seguir. Boa leitura!

Quando eu posso avançar o sinal vermelho sem correr risco de multa?

Desde abril de 2021, passou a vigorar a Nova Lei de Trânsito e, com ela, novas mudanças foram aplicadas em todo o CTB, incluindo uma situação em que é possível cruzar o sinal vermelho.

É possível avançar sem ser multado no seguinte caso: quando o(a) motorista se encontra em um cruzamento e vai virar à direita. Sempre observando se há sinalização indicando que é possível virar à direita nesse cruzamento, lógico.

Além disso, a pessoa precisa estar atenta à velocidade em que se encontra, mantendo-a moderada. Isso porque caso tenha algum outro motorista ou pedestre com a preferência na via, ele deverá parar.

Isso tudo está previsto no Art. 44 do CTB, que diz o seguinte:

  • “Art. 44: Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento, o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial, transitando em velocidade moderada, de forma que possa deter seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência.”

Ou seja, mesmo sendo permitido fazer a conversão à direita num sinal vermelho, a preferência continua sendo do(a) motorista que já estava na via.

Levo multa se avançar sinal vermelho depois das 22h?

Sim. Muito embora essa informação de que é permitido ultrapassar o sinal vermelho após as 22h tenha se tornado bastante popular, ela é falsa.

O que acontece é o seguinte: os(as) motoristas normalmente cruzam o sinal depois das 22h por se sentirem inseguros(as) ao ficarem parados(as) em um sinal à noite, muitas vezes sozinhos(as).

Nesses casos, muito provavelmente a pessoa será multada da mesma forma que teria sido multada se a situação acontecesse ao longo do dia.

Qual o valor da multa por avançar sinal vermelho?

Cruzar o sinal vermelho ou desrespeitar as placas de “parada obrigatória” são consideradas infrações gravíssimas, o grau mais alto das infrações.

De acordo com o CTB, o(a) motorista precisará pagar uma multa no valor de R$293,47 e terá 7 pontos somados à sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Desde a vigência da Nova Lei de Trânsito, o limite de pontos na CNH subiu para 40 pontos, mas pode diminuir em algumas situações. 

É possível recorrer multa por cruzar sinal vermelho?

Assim como para todas as multas possíveis, é importantíssimo que o(a) condutor(a) entre com recursos, para evitar o acúmulo de pontos na CNH, causando uma suspensão ou cassação.

Especialmente quem tenha cruzado o sinal vermelho após às 22h temendo por sua própria segurança. Em sua maioria, os recursos são aprovados sem problemas.

Então, como eu devo proceder no caso de ter recebido multa por cruzar o sinal vermelho? 

1.   Defesa prévia

Ao receber a multa na sua casa, você passa a já ter sido informado(a) de que foi autuado(a) pelo Detran. A partir desse momento, a pessoa tem até 30 dias para realizar a defesa prévia dessa multa.

Caso ela seja negada ou você não a tenha feito, ainda é possível realizar o recurso em primeira instância.

2.           Recurso em primeira instância

Se você tiver perdido o prazo para realizar a defesa prévia ou se ela tiver sido negada, ainda é possível recorrer e tentar se livrar dos 7 pontos na CNH. 

Na primeira instância, o recurso é direcionado à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI), tendo passado pelo menos 30 dias da notificação da multa.

A JARI possui um prazo de 30 dias após o recebimento do recurso para emitir um parecer sobre ele.

Lembrando que é obrigatório ter feito um recurso em primeira instância para garantir a possibilidade de recorrer em segunda instância, no caso da primeira ser indeferida.

3.           Recurso em segunda instância

Se o(a) motorista tiver o recurso negado pela JARI, ainda há a possibilidade de recorrer em segunda instância.

Nesse caso, o(a) condutor(a) direciona o recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN). Essa será a última alternativa para ter sua multa e pontos na carteira abonados.

Em caso de indeferimento, o processo é finalizado e o(a) motorista é penalizado(a).

Por fim, quer saber o valor de outras multas e infrações de trânsito, além da pontuação atribuída por elas na CNH? Então, confira mais conteúdos do Doutor Multas.

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O que é a tal da “demissão silenciosa”?

Você já ouviu falar em “demissão silenciosa” ou “quiet quitting”? Esse fenômeno, liderado inicialmente pela Geração Z, teve início em julho, quando um vídeo em que um profissional afirmava fazer somente o mínimo para não ser demitido viralizou na internet. Desde então, é possível ver diversos posts sobre o tema, em que colaboradores expõem não se esforçar tanto para entregar suas tarefas diárias.

Entre os principais motivos para o movimento ter crescido está a sobrecarga e o desgaste nas relações de trabalho. Segundo um levantamento recente*, realizado com três mil profissionais de diversos níveis, após a pandemia, 54% dos candidatos entrevistados indicaram frustração com o trabalho e pouco mais da metade, 51%, relatam dificuldades para cumprir suas atividades.

Utilizado como estratégia para se preservar do burnout, o movimento, por outro lado, põe em risco a transparência no ambiente de trabalho e leva a prejuízos, tanto para profissionais quanto para as empresas.

“Equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o princípio para manter a saúde mental, sem dúvida. É interessante entender que o caminho para isso, no entanto, pode e deve ser outro”, diz Gabriela Mative, Diretora de Operações da Luandre.

Ela ressalta que não só a produtividade e a performance das organizações ficam comprometidas e as lideranças impotentes, mas a atitude também torna a reputação do profissional vulnerável e pode impactar na evolução de sua carreira.

Importante entender que embora o nome dê a entender que este profissional esteja buscando ser demitido, na verdade, ele quer permanecer no cargo, mas sem se engajar de fato com a empresa e fazer estritamente o que consta em seu job description.

Diferentemente do que se pode entender num primeiro momento, a causa desse comportamento pode ir além da sobrecarga de atividades e estar ligada à falta de sensação de pertencimento.  É o que indica um estudo publicado em 2021*, realizado com mais 98 mil participantes, entre jovens, média gestão e alta liderança, que revela que uma cultura inclusiva impacta diretamente na percepção de vida significativa e bem-estar. Outra pesquisa deste ano*, realizada com estudantes, confirma que a nova geração prioriza saúde mental, diversidade e chance de aprendizado no local de trabalho. Além disso, 42% afirmam que ações e informações nas redes sociais são essenciais para definir suas opiniões sobre cada organização.

Outra tendência detectada é a cada vez maior busca pela flexibilidade. Um levantamento que o LinkedIn trouxe a público, em maio deste ano, mostrou que 78% dos profissionais entrevistados buscam política flexíveis: 49% para que o trabalho não tenha um impacto negativo em sua vida pessoal e 40% querem preservar a saúde mental. Dos entrevistados, 43% também consideram que a flexibilidade é um fator para aumento de sua produtividade.

Cultura inclusiva, engajamento e aprendizagem contínua são, portanto, palavras-chave para fortalecer as relações de trabalho. “É inegável que a pandemia trouxe mudanças significativas. Os desafios iniciais levaram ao ambiente phygital (físico e digital ao mesmo tempo), que se tornou realidade para muito mais profissionais e leva a uma maior autonomia da gestão de tempo. Neste cenário, o diálogo é a forma de adequar as expectativas de ambos os lados de forma transparente e assertiva”, destaca a Diretora de Operações da Luandre.

*1. Realizado pela Pulses, agência de gestão e engajamento.

*2 e *3. Pesquisa Carreira do Sonhos, da Cia de Talentos.

Sobre a Luandre

A Luandre Soluções em Recursos Humanos tem mais de 50 anos de atuação e oferece soluções técnicas e inovadoras na área de RH. Em 2021, a empresa chegou à marca de 4 mil clientes atendidos, 60 mil profissionais administrados ao longo do ano e banco com mais de 3,5 milhões de currículos cadastrados. Há 20 anos consecutivos, concorre ao prêmio Top Of Mind RH, o qual já venceu em nove edições, na categoria “Temporários e Efetivos”. Em 2021, a Luandre foi eleita pelo 4º ano consecutivo Melhor Fornecedor para RH na categoria trabalho efetivo e temporário do Prêmio Melhores Fornecedores RH – Gestão RH.

Além disso, em 2020, foi reconhecida como um dos “Lugares Incríveis para se trabalhar”, certificação concedida pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e UOL. A Luandre atende 200 das 500 melhores empresas do Brasil com todo seu know-how em Recrutamento e Seleção, Administração de Pessoal (Temporários e CLT), Avaliação Profissional, Outsourcing e Programas Especiais (Saúde, Varejo e Logística).

Atualmente, possui 14 unidades: São Paulo (Centro, Sul, Alphaville, ABC, Guarulhos, Campinas e Jundiaí), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Paraná (Curitiba), Pernambuco (Recife), Minas Gerais (Belo Horizonte) e Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Bahia (Salvador) e Ceará (Fortaleza). Realiza também atendimento à distância em todo o país.

Documentário expõe trabalho precário, invisibilidade e exploração dos entregadores e motoristas de aplicativos

O documentário “Uberização do Trabalho e a Invisibilidade da Exploração”, disponibilizado hoje (8 de setembro) no Youtube, revela o processo de uberização por meio das histórias dos entregadores de delivery e motoristas de aplicativos, na cidade de São Paulo. Em formato curta-metragem, o filme mostra as dificuldades do dia a dia, o trabalho sem auxílios, garantias e direitos laborais no curto e no longo prazo.

Os relatos expõem problemas como a falta de segurança, os danos à saúde física e mental, a má alimentação e a até a violência urbana. Especialistas explicam como esse fator precarizou o trabalho autônomo e como poderíamos ter uma volta saudável da economia e da geração de mais empregos no futuro.

“Existe uma exploração enorme com relação aos aplicativos. Hoje a Uber paga um valor mínimo de 5 reais, existem entregadores que fizeram entrega de 10 km por R$ 5,00. Cinco reais hoje não é um litro de combustível”. Afirmou o entregador de Delivery e ex-motorista de aplicativo, George Luiz.

Em 2020, o número de trabalhadores informais ultrapassou 24,4 milhões no Brasil. Os economistas entrevistados apontam como a reforma trabalhista de 2017 contribuiu para esse processo na geração de trabalhadores de aplicativos, ampliando a ocorrência das atividades informais nas grandes cidades. Decorrente dessa situação encontra-se o aumento do desemprego, um dos fatores que culminou na expansão das atividades informais.

A médica, pesquisadora do Fundacentro e da FESPSP explicou que a uberização é um fenômeno que se caracteriza pela informalidade e a relação entre trabalhadores e as plataformas digitais. “A uberização não se refere apenas a Uber, se refere a toda essa plataformização do trabalho. Os trabalhadores chamados uberizados, em tese, trabalhariam quando quisessem e seriam livres de patrão com a ilusão de que seriam empreendedores. ‘Não tenho patrão, não tenho horário, portanto não tenho regra’, mas de fato as pessoas que estudam esse fenômeno explicam que existem sim uma questão de assalariamento, porque a pessoa tem que estar disponível para trabalhar a hora que há demanda”.

Os jornalistas Ariane Santana, Cleiton Santos, Edilaine Tenório e Saadia Gama foram os responsáveis pela execução do documentário, e com um olhar humanizado acompanharam de perto a rotina dos entrevistados. A obra foi produzida em parceria com o projeto Cinema e Jornalismo: Luzes sobre São Paulo, coordenado pela Oboré e está disponível no Youtube da produtora, Silema Vídeos <https://www.youtube.com/channel/UCWVuhEmxl6yAkLeceWTiRzg> .

https://www.youtube.com/channel/UCWVuhEmxl6yAkLeceWTiRzg

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=i7b3aTgN-sE