18/12/2025 – 19:15
Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 será no Brasil
O Brasil será o anfitrião da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, conforme anunciado oficialmente. Para impulsionar o desenvolvimento da modalidade, a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4578/25, que estabelece diretrizes importantes para a profissionalização do futebol feminino no país.
Diretrizes para o Desenvolvimento do Futebol Feminino
O Projeto de Lei define como prioridade na política pública esportiva a promoção do futebol feminino, estabelecendo regras para sua profissionalização. As principais diretrizes incluem:
- Promoção do direito ao esporte;
- Respeito à gravidez e à maternidade;
- Combate à discriminação e à violência contra mulheres no futebol.
Iniciativa do Poder Executivo
De autoria do Poder Executivo, a proposta visa assegurar às organizações que formam atletas mulheres os mesmos direitos e benefícios das entidades de futebol masculino. O ministro do Esporte, André Fufuca, ressaltou a importância da Copa de 2027 como uma oportunidade de avanço na inclusão e profissionalização da mulher no esporte.
Responsabilidades do Ministério do Esporte
O projeto atribui ao Ministério do Esporte várias responsabilidades, incluindo:
- Fomentar condições favoráveis para o desenvolvimento do futebol feminino;
- Estimular a inclusão da modalidade em atividades de formação esportiva;
- Apoiar competições de categorias de base, como sub-20, sub-17, sub-15 e sub-12.
Instruções para a Realização de Partidas
Além disso, o projeto estabelece que as partidas devem ser realizadas, preferencialmente, em estádios com presença de torcedores, seguindo critérios mínimos de lotação e qualidade.
Profissionalização e Limitação de Atletas
O texto impõe limites ao número de atletas não profissionais nas competições de futebol feminino:
- Até quatro atletas na principal divisão nacional;
- Até seis atletas nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual;
- Até oito atletas nas outras competições profissionais.
Um ato do Poder Executivo também deve estipular uma redução gradual desses limites até a total profissionalização das competições.
Protocolos contra Discriminação e Violência
O projeto prevê que o Ministério do Esporte, em colaboração com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outras entidades, desenvolva protocolos para combater a discriminação e a violência contra mulheres no esporte, contemplando atletas, árbitras, treinadoras e torcedoras.
Alterações na Lei Geral do Esporte
A proposta altera a Lei Geral do Esporte e amplia as obrigações das organizações formadoras de atletas, incluindo:
- Assegurar a participação em atividades culturais e de lazer;
- Apresentar laudos de segurança dos alojamentos ao Ministério Público;
- Manter programas contínuos de formação sobre temas como educação sexual e condição de gênero;
- Proporcionar estrutura equivalente à do futebol masculino para as atletas.
Próximos Passos na Tramitação
O Projeto de Lei 4578/25 tramita em caráter conclusivo e será analisado por uma comissão especial a ser criada. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



