Projeto de energia limpa de Curitiba é premiado em Berlim com US$ 1 milhão

Curitiba está mais próxima de ampliar a geração de energia limpa. A cidade foi contemplada para receber suporte do C40 Cities Finance Facility, entidade internacional que facilita o acesso a financiamentos para projetos de mitigação de mudanças climáticas em áreas urbanas.

Concorrendo com mais de 120 cidades de todo o mundo, a capital paranaense foi uma das nove escolhidas durante conferência internacional realizada em Berlim (Alemanha) e agora irá receber US$ 1 milhão da entidade de sustentabilidade para estruturação do projeto de instalação de painéis solares no Aterro da Caximba e em terminais de ônibus.

Concorrendo com 120 cidades, Curitiba tem projeto de energia limpa selecionado em Berlim.
– Na imagem, projeto da Caximba Solar.
Ilustração: Divulgação

“É um grande prêmio o apoio para viabilização do projeto da Caximba Solar”, comemorou o prefeito Rafael Greca ao receber a notícia dos representantes do município na conferência em Berlim. “É a confirmação e um reconhecimento, internacional, de uma transformação importante da nossa cidade, com muita inovação e sustentabilidade”, completou o idealizador do projeto.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28/11), durante a conferência CFFactory, de cidades, mudanças climáticas e financiamento. O apoio permite que as cidades preparem propostas de negócios financeiramente sólidas para seus projetos.

De acordo com comunicado do C40, o projeto curitibano é um dos que “identificaram prioridades para atender ambiciosas visões de serem líderes mundiais na implementação de ações climáticas sustentáveis e inclusivas”.

A prefeita de Paris e presidente do C40, Anne Hidalgo, destacou a importância da escolha para o desenvolvimento sustentável.

“Com o apoio do C40, essas cidades entregarão a transformação que os cidadãos estão exigindo para suas comunidades”, disse ela. “Os prefeitos sabem o que precisa ser feito para criar as cidades saudáveis, prósperas e sustentáveis do futuro. Os investidores e as instituições financeiras globais precisam se posicionar e se igualar à ambição ousada exibida pelos prefeitos.”

Curitiba Mais Energia
Na capital paranaense, as ações nesta área estão sendo desenvolvidas por meio do programa Curitiba mais Energia.

O projeto dos painéis foi idealizado por Greca e apresentado previamente pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente durante missão técnica que integrantes do C40 fizeram a Curitiba em agosto deste ano.

Greca destaca que este é mais um importante e vigoroso passo no movimento de transformação da cidade, que inclui uma série de projetos de inovação.

O aval e a consultoria que serão prestados pelo C40 são, agora, um passo fundamental para concretização das ações.

O projeto aprovado não terá impacto restrito ao Aterro da Caximba. Ele abre caminho para a ampliação de painéis fotovoltaicos em telhados em todos os edifícios públicos e pontos de ônibus em Curitiba, destaca a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias.

Segundo ela, já houve avanços em uma série de questões para a viabilidade das novas energias na cidade. “Os técnicos do C40 vão nos ajudar a estruturar estes projetos, o que vai beneficiar iniciativas futuras”, explica.

Outros contemplados
Além de Curitiba, outras oito cidades foram contempladas durante a conferência: Bogotá, Bucaramanga, Cali e Montería (na Colômbia), Tshwane (África do Sul), Quito (Equador), Cidade Quezon (Filipinas) e Dar es Salaam (Tanzânia).

Financiamento

O CFF é uma colaboração do C40 Cities Climate Leadership Group e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, que apoia cidades no desenvolvimento de projetos para reduzir as emissões de gases e frear o aumento da temperatura global.

O programa é financiado pelo Ministério Federal Alemão para o Desenvolvimento Econômico e Cooperação (BMZ), pelo Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido (BEIS) e pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

O C40 é uma rede formada por cidades comprometidas com a discussão e busca de soluções para problemas decorrentes das mudanças climáticas, como o aquecimento global.

Atualmente já há projetos apoiados nas cidades de Bogotá (Colômbia), Cidade do México (México) e eThekwini (África do Sul).

Programa amplo
O programa de eficiência energética Curitiba Mais Energia prevê a instalação de painéis fotovoltaicos no Palácio 29 de Março,  por meio de uma chamada pública da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que oferta recursos de um programa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); e da Pequena Central Hidrelétrica no Parque Barigui, uma doação da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (Abrapch).

 

Extraído da Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/projeto-de-energia-limpa-de-curitiba-e-premiado-em-berlim-com-us-1-milhao/48473

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Curitiba ilumina pontos turísticos de laranja pela prevenção ao câncer de pele

Nesta terça-feira (7/12), a Praça do Japão e a Torre de Cronometragem do Parque Náutico estarão iluminados de laranja, em alusão à adesão de Curitiba ao Dezembro Laranja, a campanha nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A iluminação nesses locais foi feita para essa segunda-feira (6/12) e hoje ainda pode ser contemplada pela população. O objetivo é chamar a atenção dos curitibanos sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce, além de orientar sobre os cuidados que devem ser incorporados à rotina diária.

O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Em Curitiba, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam a projeção de 1.820 novos casos por ano. A boa notícia é que a maior parte, 95%, é do tipo não melanoma, menos agressivo. Além disso, quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

“Por isso é importante que a população fique atenta aos sinais e sintomas, e procure logo um serviço de saúde”, afirma a dermatologista do Centro de Especialidades de Santa Felicidade da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Simone Viola Ampuero Gehlen.

Prevenção

De acordo com a médica, a orientação é para que as pessoas fiquem atentas a lesões na pele que não cicatrizam, principalmente nas áreas que comumente ficam expostas ao sol. Sangramentos e pruridos neste tipo de lesões também são sinais de alerta. Segundo Simone, é importante observar pintas com mudança na cor e bordas irregulares.

Em qualquer um desses casos, a orientação é procurar o mais breve possível, um serviço de saúde, para uma avaliação. No SUS Curitibano, a porta de entrada é a unidade de saúde. Caso seja necessário, a unidade faz o encaminhamento do paciente para um especialista.

Além de observar os sinais de alerta, é importante também se prevenir. Medidas básicas do dia a dia que podem ajudar são o uso de filtro solar nas áreas que ficam expostas (com mínimo de fator de proteção solar de 30); evitar o sol entre as 10h e 16h; além de usar chapéu e roupas que protejam a pele o máximo possível da exposição direta ao sol.  

Câmara de Curitiba aprova suspensão de reajuste e limita correção do IPTU em 2022

O projeto da Prefeitura que adia a revisão da Planta Genérica de Valores e garante que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não sofra reajuste em 2022 foi aprovado, por unanimidade, nesta segunda-feira (06/12) em primeiro turno na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A proposta, que recebeu 38 votos favoráveis, será votada em segundo e último turno nesta terça-feira (07/12).

Confirmada a aprovação, a atualização da Planta Genérica de Imóveis fica adiada para outubro de 2022, sendo que o reajuste que será aplicado valerá para 2023.

Dessa forma, os reajustes que estavam em vigor nos últimos anos, de 4% para imóveis residenciais, e de 7% para terrenos (mais a inflação), não serão praticados no IPTU 2022, que terá apenas a correção pela inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

A revisão da Planta Genérica de Valores atualizaria o valor venal dos imóveis da cidade, de acordo com o mercado. Com isso a cobrança do IPTU poderia variar acima da inflação para aqueles imóveis com valor venal defasado.

“A atual pandemia de Covid-19 teve repercussão no campo econômico, diminuindo a renda de muitas famílias e a receita de muitas empresas, que foram obrigadas a paralisar suas atividades. Fazer essa correção, neste momento, traria inúmeros prejuízos para população”, diz a mensagem da Prefeitura no projeto.

A revisão da Planta Genérica é prevista pela legislação. A Lei Complementar nº 40, de 18 de dezembro de 2001 determina, no § 2º do art. 36, que o Poder Executivo deve encaminhar ao Poder Legislativo, até o dia 15 de outubro do primeiro ano do mandato, projeto de lei com proposta de atualização dos valores unitários de metro quadrado de construção e de terrenos, constantes na Planta Genérica de Valores Imobiliários

No entanto, a valorização imobiliária observada nos últimos quatro anos e a entrada em vigor da nova Lei de Zoneamento, em agosto de 2020, provocaram consideráveis alterações na ocupação urbana, com reflexos diretos no valor venal dos imóveis na capital.