Programa de Inovação Aberta da PUCPR recebe inscrições até 05 de fevereiro

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do ambiente educacional embasado na lógica do lifelong learning (educação continuada) e com geração de experiências significativas de aprendizado, a Hotmilk, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), está recebendo inscrições para o seu Programa de Inovação Aberta. Startups do setor de educação interessadas têm até o dia 05 de fevereiro de 2023 para se candidatar. 

“A PUCPR é considerada uma das melhores universidades do país, segundo o ranking Times Higher Education, e tem a inovação em seu DNA. O futuro da educação é lifelong learning, que pressupõe que nunca é cedo ou tarde demais para aprender algo novo e que precisamos sempre estar nos aprimorando. A qualificação deve ser contínua. Na Hotmilk, queremos fomentar iniciativas que tenham aderência a esse conceito”, explica Carlos Emílio Borsa, diretor de Educação Continuada da PUCPR.  

Para participar, os negócios devem ser empresas nascentes, spin-offs ou startups em sinergia com um dos seguintes desafios: a) modelo de negócio; b) ambientes e métodos educacionais; c) plataforma; d) gestão, desenvolvimento e inteligência comercial; e) jornada do cliente; f) cross selling: educação e novos negócios; g) demais soluções que contemplem o objetivo de criar um ambiente de lifelong learning disruptivo. 

Além disso, precisam desenvolver tecnologia inovadora ou serem capazes de oferecer produto, serviço ou processo novo a partir da integração de tecnologias existentes com adição de desenvolvimento novo, não se limitando a revender, implantar ou instalar produtos e serviços de terceiros. Ainda, a solução deve estar, no mínimo, em fase de operação. 

As fases do programa são: a) captação das startups (inscrições até 05 de fevereiro de 2023); b) pré-seleção das startups classificadas na etapa anterior (divulgação até 06 de março); c) pitches das pré-selecionadas (entre 13 e 24 de março, online); d) imersão (de 17 de abril a 12 de maio, online); e e) apresentação das propostas (de 15 de maio a 29 de maio). 

Todas as informações sobre a iniciativa estão disponíveis no site do programa, onde é possível conferir o edital na íntegra e realizar a inscrição: https://hotmilk.pucpr.br/inovacao-pucpr/.  

Sobre a Hotmilk – Ecossistema de inovação da PUCPR, a Hotmilk trabalha em diferentes frentes: P&D+I, inovação aberta, aceleradora + incubadora, educação e empreendedorismo. Com uma estrutura de mais de 240 laboratórios de pesquisa e 1,8 mil pesquisadores, a iniciativa atua desde a produção de conhecimento científico e tecnológico até o desenvolvimento de pesquisas em diversos estágios para o setor produtivo, mediante projetos e parcerias estratégicas entre a PUCPR e grandes empresas. 

Possui mais de 350 startups aceleradas e incubadas. Conectou mais de 3,5 mil startups a grandes empresas, intermediando mais de 230 negócios. Além disso, possui uma estrutura física de 11 mil metros quadrados (m²) para a incubação de empresas com base tecnológica e inovadoras. 

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Dúvidas na hora do vestibular são comuns, principalmente em um mundo cada vez com mais opções de profissões, afirma coordenador pedagógico

Escolher o curso que irá prestar no vestibular é um passo importante na vida de todo estudante da terceira série do Ensino Médio. É quando ele precisa escolher a profissão que mudará o seu futuro. Ao escolher o curso, o estudante leva em consideração toda sua bagagem cultural, social e as habilidades e afinidades que têm com determinadas disciplinas, conteúdos e ensinamentos adquiridos durante sua trajetória acadêmica.

Em muitos casos os pais são responsáveis e influenciam a escolha dos filhos. Por exemplo, médicos tentam encaminhar seus filhos para cursar Medicina, assim como outros profissionais para outras áreas, como Direito ou Engenharias. “Isso se dá pela base no histórico familiar ou até mesmo pelo imaginário de que o(a) estudante será auto suficiente, terá estabilidade financeira ou será bem-sucedido(a). Essa influência, caso seja bem conduzida e orientada, desde que o estudante realmente queira seguir a profissão dos pais ou a que eles julguem apropriada, é válida. Do contrário, pode frustrá-los e isso é muito ruim”, explica o coordenador pedagógico do Elite Curitiba unidade Ponta Grossa, Gilberto Santos Gueretz.

Fazer testes vocacionais, estudar o mercado de trabalho, avaliar as competências e habilidades técnicas e socioemocionais, conversar com profissionais da área, analisar a credibilidade e como ingressar em determinada instituição de ensino e pensar em construir uma carreira de acordo com as expectativas e prioridades são formas que contribuem na hora de escolher qual graduação cursar. Segundo Gueretz, o momento de escolher qual vestibular prestar é de empolgação, mas também pode causar medo e dúvida nos estudantes, principalmente no mundo atual que surgem novas opções de profissões a cada momento e que as informações estão cada vez mais rápidas. 

“A escolha do aluno deve ser baseada na sua identificação com a área de interesse a fim de detectar afinidades e domínio das disciplinas ou conteúdos condizentes com a área. Isso é necessário para que, em seguida, o estudante possa direcionar sua atenção para o curso de preferência, que pode ser por meio da interação e da identificação com profissionais das áreas de interesse. Além disso, é válido ler e estudar bastante a respeito do curso que pretende fazer, pois informação e conhecimento contribuem com a melhor tomada de decisão”, aconselha o coordenador pedagógico do Elite Curitiba unidade Ponta Grossa.

Ensino de base

A vida universitária é o início de uma caminhada profissional e contribui para o crescimento pessoal, aquisição de novos conhecimentos e aumento de networking.  Assim, independente de qual for o curso que o estudante escolher, é importante estar preparado para o vestibular, e isso requer muito foco nos estudos, bastante dedicação, disciplina e determinação.

Além disso, um ensino de base bem estruturado desde a primeira série do Ensino Médio é fundamental no momento de prestar o vestibular. “Isso fortalece e prepara o(a) estudante para esse evento que, muitas  vezes, é apavorante. Então, independente de qual seja a área ou curso que o(a) estudante escolher, estará confiante para enfrentar esse desafio”, garante Gilberto.

Projetos inovadores e com impacto social de estudantes do Paraná estão na semifinal do Desafio Liga Jovem

Três equipes paranaenses, formadas por estudantes entre o 9º ano do Ensino Fundamental e o 3º ano do Ensino Médio, estão na semifinal do Desafio Liga Jovem, que acontece durante o Bossa Summit 2023, em São Paulo, de 20 a 25 de março. Na ocasião, haverá um tour pelos centros tecnológicos da capital paulista. Durante o evento, também será realizada a grande final, com o anúncio das seis equipes vencedoras, incluindo orientadores e alunos, que receberão uma viagem de dez dias para Madri, na Espanha, para uma vivência de inovação, com todas as despesas pagas.

Ao todo, mais de 5 mil estudantes de todo o território nacional, num total de 600 grupos, entregaram projetos inovadores e com impacto social nas suas escolas ou comunidades. A iniciativa do Sebrae é considerada a maior competição de empreendedorismo na escola para jovens do Brasil, e conta com a parceria com o Instituto Ideias de Futuro, responsável pela execução do Desafio.

No Paraná, uma das selecionadas é a equipe GraGra Faria, da TecPuc, de Curitiba, com o projeto Wavelon, que é um site para divulgação de organizações não governamentais (ONG) e instituições de caridade, que verifica a veracidade das mesmas, ajuda na divulgação de vagas de voluntariado e aponta as ONG mais próximas dos usuários.

A equipe Duck On, do Colégio Sesi, de Pato Branco, desenvolveu um site que auxilia estudantes do Ensino Médio a ingressar no mercado da tecnologia conectando-os com as principais organizações de TI do Brasil e possibilita que as empresas busquem jovens a partir do perfil que é criado e apresentado na plataforma.

Outro projeto selecionado é o Majoris, do Colégio Sesi da Indústria, de Cianorte, que tem como foco a Indústria 4.0. A plataforma, idealizada pelos estudantes, fornece o acesso a peças, equipamentos e serviços, fazendo a ponte entre clientes, operadores, mecânicos e fornecedores.

A coordenadora de Educação Empreendedora do Sebrae/PR, Sonia Shimoyama, explica que os projetos foram analisados por um time de avaliadores do Instituto Ideias de Futuro, composto por professores e instrutores de disciplinas de empreendedorismo e inovação.

Projeto GraGra Faria, da TecPuc, de Curitiba, ajuda na divulgação de organizações não governamentais e instituições de caridade. Foto: Divulgação

“Esse grande desafio de conhecimento contou com a participação de 26 estados, sendo que 18 deles têm semifinalistas. Isso demonstra a ousadia dos estudantes que, além de adquirir conhecimento e fazer novos relacionamentos, demonstraram qualidade, criatividade e acreditaram nos seus projetos”, frisa.

Conteúdo

Na competição, as equipes inscritas participaram de missões on-line e presenciais, com palestras, oficinas e sessões de mentoria com conteúdos didáticos sobre temas ligados à inovação, ao empreendedorismo e à tecnologia. Ao fim, todos os participantes receberão um certificado de conclusão do curso. A ideia é que essa formação apoie a criação de soluções para resolver problemas da escola e/ou comunidade em que estão inseridos os participantes, envolvendo ferramentas tecnológicas, como aplicativo, site, jogo eletrônico, redes sociais, plataforma ou outras aplicações.

Equipes paranaenses na semifinal:

GraGra Faria, da TecPuc, de Curitiba

Estudantes: Giovana Vila Rosa Rocha, Arthur Marinho dos Santos e Raissa Martins Ribeiro Fanchin. Orientadores: Juliana Debo Fecci e Cristiano Rodrigo Stempczynski.

Majoris, do Colégio Sesi da Indústria, de Cianorte

Estudantes: André Sanches Souto, Letícia Vitória da Silva Gonçalves Vieira, Bruno Carlos Comar, Caroline Eduarda Domingos da Silva e Márcia Turetti Peruci. Orientadora: Nayara de Souza Mendes.

Duck On, do Colégio Sesi, de Pato Branco:

Estudantes: Alan Felipe Boesing dos Santos, Marcelo Savitski Junior, João Pedro Chaise Bach, Gabriel Couto Turquiello e Lucas Matheus de Camargo. Orientador: Douglas Henrique Batista.

Além da viagem, hospedagem e despesas pagas para a semifinal, em março, em São Paulo, educadores e jovens, terão um tour por centros tecnológicos da capital paulista. A apresentação presencial dos projetos semifinalistas será dividida em dois eventos: no Bossa Summit e na Faculdade Sebrae.

Os seis grupos mais bem pontuados serão premiados com uma experiência internacional na Espanha, em Madrid, que será concedida pelo Sebrae. Orientadores e respectivos alunos serão contemplados com esse tour de até dez dias por centros de inovação, com as seguintes despesas cobertas: passagens, hospedagens, traslados, alimentação, passeios e monitoria.

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