Por unanimidade, Câmara de Curitiba aprova ação contra assédio sexual nos ônibus

Nesta segunda-feira (13), os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovaram um projeto de lei que intensifica o combate à importunação sexual nos ônibus da capital do Paraná. A iniciativa recebeu 30 votos favoráveis na discussão em primeiro turno e retornará à pauta amanhã (14) para ratificação do plenário, quando alguma emenda poderá ser discutida, antes de ser enviada para sanção do Executivo.

De iniciativa da vereadora Maria Leticia (PV), o pacote de medidas contra o assédio nos ônibus tramitou por 14 meses na CMC, e recebeu nove substitutivos gerais até que se chegasse ao texto que foi aprovado hoje em plenário. No dia 9 de agosto, o projeto foi incluído na pauta da sessão, mas a votação foi adiada pela autora, a pedido do líder do governo, Pier Petruzziello (PTB), para que as ações fossem alinhadas com a Prefeitura de Curitiba.

Quando o projeto veio a plenário, nesta segunda, ele tinha o apoio da sociedade civil, que nesse ínterim, representada pelas advogadas Mariana Lopes e Edivana Venturin, que integram a Comissão da Mulher Advogada da OAB/PR, e pela delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Paraná, realizaram uma visita oficial à CMC. Acompanhadas por Maria Leticia, que é a atual Procuradora da Mulher na CMC, pediram a inclusão do projeto na pauta e a sua aprovação (leia mais).

“Tentar impedir o crime é o mínimo que se deveria fazer”, argumentou Maria Leticia, no processo de votação. “Quero agradecer às pessoas que colocaram nas redes sociais suas dores e indignações, pois o silêncio da CMC significaria a perpetuação do crime. Hoje é um dia histórico para o Legislativo. O projeto foi construído democraticamente, com o Judiciário, com os empresários do transporte, com as escolas, as universidades, os ativistas e todas as pessoas que desejam o fim da violência contra a mulher”, defendeu a parlamentar.

Contra o assédio

O substitutivo geral (031.00069.2021) aprovado pelos vereadores possui doze itens, distribuídos em sete artigos. Pela norma, a Prefeitura de Curitiba realizará uma campanha orientativa aos usuários do transporte coletivo, informando às mulheres como denunciar os casos de importunação sexual e à população em geral quais são as punições para quem for flagrado nesse comportamento delituoso. Além dos cartazes e adesivos, o Executivo está autorizado a utilizar o sistema de som e de vídeo dos ônibus na campanha.

Os vereadores aprovaram que entidades de defesa dos direitos das mulheres capacitem os funcionários do transporte coletivo sobre o tema, mostrando a eles “como agir nos casos de importunação sexual”. Os cursos serão oferecidos pelas empresas de ônibus, em parceria com os setores público ou privado. “Para os homens, é só um ônibus. Para as mulheres, não. 57% das mulheres importunadas nos ônibus são menores de idade”, alertou Maria Leticia.

A norma autoriza motoristas, cobradores e outros funcionários do transporte a convocar a intervenção da Guarda Municipal, ou de outras forças policiais, nos coletivos, quando houver a constatação do crime. Essas autoridades terão o respaldo legal para conduzir o agressor à delegacia competente para autuação. Nos coletivos em que há sistema interno de monitoramento, as imagens serão colocadas à disposição da polícia.

Apoio parlamentar

O projeto de Maria Leticia recebeu apoio de muitos parlamentares durante a sessão plenária. A vereadora Sargento Tânia Guerreiro (PSL), que disse já ter sofrido importunação nos coletivos, mas que “como já era policial militar, soube me defender”, disse que “qualquer ataque é inaceitável”. Para a Professora Josete (PT), “há uma cultura machista que faz com que os homens se sintam empoderados a importunar as mulheres, principalmente em ônibus cheios”.

Classificando o assédio nos ônibus de “nojento e asqueroso”, Pier Petruzziello destacou a articulação com a Prefeitura de Curitiba até que o projeto chegasse ao formato final. Esforço que foi elogiado pelo presidente da CMC, Tico Kuzma (Pros), por demonstrar a “compreensão do texto ideal para a aprovação”. Ele também destacou a disposição da parlamentar de, por meio de emendas parlamentares, reservar recursos no orçamento do ano que vem para a efetivação da campanha.

Marcelo Fachinello (PSC) destacou a inclusão das forças de segurança no projeto de lei e Nori Seto (PP) enalteceu o caráter de mobilização social da iniciativa. “Informação, orientação e mobilização são as nossas principais armas”, defendeu Seto. Para Euler (PSD), trata-se de um projeto educativo, enquanto Noemia Rocha (MDB) vê na formalização das denúncias um caminho para “as meninas ingressarem na Justiça [contra os agressores]”.

“Mais importante que a lei, é ter o apoio da sociedade no tema”, ponderou Indiara Barbosa (Novo), que vê na norma um instrumento de pressão sobre a Prefeitura de Curitiba, pois a mera aprovação do texto não extinguirá sozinha a má conduta dos agressores. Dalton Borba (PDT), Sidnei Toaldo (Patriota) e João da 5 Irmãos (PSL) também discutiram o projeto, cuja íntegra está disponível no YouTube da CMC.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Opção vegana faz sucesso em sorveteria curitibana

As sobremesas costumam ter atenção especial de pessoas com restrições alimentares. Diferentes de pratos salgados, nos quais é mais fácil perceber que levam carne ou algum tipo de alimento de origem animal, os doces precisam de mais informações para garantir que são veganos. Uma pedida para pessoas veganas que não leva leite ou qualquer outro insumo de origem animal é a linha da SOFT Ice Cream.

A rede apresenta sorvetes artesanais, com dedicação a cada etapa da produção de suas sobremesas. E as opções veganas da marca também estão entre as mais pedidas, até por quem não tem restrição quanto ao que consome. Mantendo muito sabor, os sorvetes veganos são feitos com as frutas, água e açúcar, não levando nenhum tipo de ingrediente de origem animal, nem conservante, emulsificante, corante ou aromatizante. O de frutas vermelhas é feito com morango, framboesa, amora e mirtilo, enquanto o de frutas amarelas leva manga e maracujá.

São três lojas SOFT em Curitiba, e casa uma tem sua opção. As unidades Batel e Palladium servem frutas vermelhas, enquanto a do MON tem frutas amarelas.

A SOFT conta com três lojas em Curitiba: Shopping Palladium (Av. Presidente Kennedy, 4121 – Piso L1 – Portão), Batel (Al. Dr. Carlos de Carvalho, 665) e Museu Oscar Niemeyer – MON (R. Manoel Eufrásio, 1550 – Centro Cívico). Mais informações no perfil oficial da rede no Instagram (@soft.icecream.co).

Congelados de alta gastronomia dão sabor ao verão paranaense

A praticidade na cozinha é sempre bem valorizada, ainda mais para quem está de férias e não quer perder muito tempo em frente ao fogão – mas também não abre mão de uma refeição saborosa. Os congelados, que já foram vistos com maus olhos por perder qualidade e sabor dos alimentos, hoje contam com opções de alta gastronomia que ganham muito em qualidade e são fáceis de preparar. Das linhas fit até pedidas dignas de restaurante, há muitas opções.

A Ragú Rotisseria& Co. é uma empresa curitibana que entrou com tudo no mercado de ultracongelados. O cardápio variado da empresa, elaborado pela chef e restaurateur Fernanda Zacarias de Alencar, destaca insumos de alta qualidade e um preparo atencioso em entradas e pratos principais. Muitos dos pratos mais pedidos são apresentados no formato ultracongelado, cujo processo mantém intactas as propriedades do alimento sem alterar sabor nem apresentação.

Essa praticidade, já apresentada em Curitiba, também ganhou o litoral. Durante o verão, a empresa montou uma pop-up store em Caiobá. “Apresentamos nessa loja um grande linha de aperitivos, antepastos, massas, molhos, massas de forno, pratos prontos para a família e nossos PFs do dia a dia”, explica Bruna Loddo, sócia de Fernanda na Ragú. No site da Rotisseria, há dicas para preparo, além das sócias deixarem aberto um canal para tirar dúvidas sobre montagem de pratos, garantindo que a refeição congelada terá um tratamento de alta gastronomia.

As massas pré-prontas estão entre as mais pedidas, apresentadas em diferentes formatos. As recheadas vem em porções de 400 gramas que atendem duas pessoas, em sabores como Queijo Canastra, Brie & Damasco e Zucca (abóbora). Já massas lisas e gnocchi (como o Tagliatelle verde e o Gnocchi clássico de batata com rústico de tomate) são apresentados por quilo. O cliente adiciona o molho que preferir à massa, do Bechamel e do Funghi até o Creme de limão siciliano, vendidos também por quilo.

A linha PF Dia a Dia traz porções individuais de 350 gramas ultracongeladas. São escolhas que vão do PF de carne moída com arroz integral, legumes e feijão, ou ainda o Frango ao curry, arroz com castanha de caju e cenouras assadas até Bobó de camarão rosa com arroz branco e farofa de dendê. O menu tem diversas pedidas vegetarianas, como Canelone de ricota e espinafre ao molho sugo e bechamel e a Panqueca integral de legumes ao molho sugo. Os ultracongelados da Ragú Rotisseria & Co. podem ser encontrados na loja de Curitiba (R. Francisco Rocha, 533 – Batel) e na praia de Caiobá, em Matinhos (R. Ipiranga, 192 – Praia Mansa). Mais informações no site ragurotisseria.com.br e ou no perfil oficial da marca no Instagram (@ragu.rotisseria).

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com