Policiais e guardas municipais começam a receber vacinas no Paraná

O Paraná recebeu nesta quinta-feira (1º) o 11° lote de vacinas contra Covid-19 do Ministério da Saúde. São 492.200 doses da Coronavac, produzida pela Sinovac e Instituto Butantan, e 33.250 doses da Covishield, produzida pela Universidade de Oxford com AstraZeneca e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com a nova remessa, o Estado ultrapassa o marco das 2 milhões de doses recebidas, totalizando 2.253.300 vacinas. 

As doses da Covidshield são destinadas ao reforço do grupo dos trabalhadores de saúde. Já a Coronavac é destinada a cinco grupos prioritários. Três deles receberão doses de reforço: trabalhadores de saúde (21.212 doses), pessoas de 75 a 79 anos (186.137 doses) e pessoas de 70 a 74 anos (253.550 doses). Assim, parte dos vacinados com doses da 8ª, 9ª e 10ª remessas têm sua imunização garantida. A outra parcela se destina à continuação da vacinação de pessoas entre 65 e 69 anos e ao início da vacinação dos trabalhadores de segurança.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, comemorou o recebimento do lote, o maior desde o início da campanha da vacinação. “Essas doses vão completar a imunização de 500 mil paranaenses. Com esta grande quantidade vamos prosseguir com a vacinação, e pedimos às prefeituras que não estoquem essas doses e levem essas vacinas à população”, afirmou.

As doses chegaram na manhã desta quinta-feira ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e foram encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão organizadas e conferidas para o envio às 22 Regionais do Estado. A distribuição deve acontecer nesta sexta-feira (2).

NOVO GRUPO – A remessa de Coronavac destina 5.555 doses à primeira aplicação de pessoas de 65 a 69 anos e 2.277 doses ao início da vacinação da categoria de forças de segurança e salvamento e forças armadas, que incluem policiais, guardas municipais e militares. Cerca de 5% das doses recebidas no lote são destinadas à reserva técnica.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Romulo Marinho Soares, afirmou que as vacinas são ansiosamente aguardadas pelas forças de segurança. “Agora vamos nos reunir para decidir o fluxo de quem será vacinado neste primeiro momento. Devemos receber mais doses ao longo de abril para avançar na vacinação deste grupo. Com certeza as doses chegam em boa hora para a segurança pública. Vamos priorizar aqueles que atuam diretamente nas ações relacionadas à Covid-19”, relatou o secretário. 

A inclusão das forças de segurança respeita a distribuição realizada pelo Ministério da Saúde. O grupo é considerado prioritário também pelo Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19.

VACINAÇÃO – Até a manhã desta quinta, 1.131.213 paranaenses receberam pelo menos a primeira dose do imunizante, e 242.179 já completaram sua imunização com a segunda dose. O Paraná tem uma campanha de vacinação de domingo a domingo e acelerou a aplicação das doses nos últimos dias, inclusive ultrapassando a média nacional.

“Nosso objetivo é dar celeridade à distribuição de vacinas. Iniciamos, na semana passada, a campanha de vacinação de domingo a domingo. E, naturalmente, esse novo volume dará condições para podermos continuar nesse fluxo. A ideia é não parar a vacinação, porque quanto mais velocidade temos na vacinação, naturalmente temos uma imunização mais rápida também”, afirmou Guto Silva, chefe da Casa Civil

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Fiocruz vai pedir autorização à Anvisa para testar nova vacina, diz Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira, 3, que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já produz a vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, vai pedir à Anvisa autorização para testar um imunizante criado pela própria instituição. Ele também reafirmou que até setembro todos os brasileiros com 18 anos ou mais terão recebido a primeira dose da vacina contra a covid-19, e metade dessa população terá recebido também a segunda dose.

O ministro foi a um posto de vacinação na Vila dos Pinheiros, uma das favelas do complexo da Maré, na zona norte do Rio, para participar de mais um ato da campanha de vacinação em massa dos moradores do complexo de favelas. O conjunto de favelas, onde moram cerca de 140 mil pessoas, foi escolhido para sediar um estudo relacionado à vacinação contra a covid-19, para o qual toda a população de 18 anos ou mais foi vacinada – enquanto, no restante da cidade, a vacina segue sendo oferecida por faixa etária. Esse projeto vacinou com doses da AstraZeneca 33.774 moradores da Maré de quinta-feira, 29, até domingo, 1. A vacinação prossegue, e pesquisadores vão acompanhar os efeitos da imunização dessa população nos próximos meses.

Ao chegar, na tarde desta terça-feira, Queiroga, que estava acompanhado do ministro do Turismo, Gilson Machado, vacinou moradores, fez um rápido pronunciamento e respondeu algumas perguntas.

Ele disse que a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil “vai muito bem” e que os brasileiros confiam nele como ministro. “Nossa campanha (de vacinação) vai muito bem. Todas as narrativas que querem desqualificar a campanha nacional de imunização do Brasil estão batendo com a cabeça na parede, porque o Brasil já está incluído entre os países que mais distribuem doses entre os seus cidadãos. A sociedade brasileira sabe disso. Eu sei que a população confia em mim como ministro da Saúde, eu percebo isso muito facilmente, porque ando na rua e vejo. Não preciso fazer pesquisa nenhuma, eu estou vendo”, disse Queiroga durante evento no Rio de Janeiro.

Queiroga negou que o Ministério da Saúde demore para distribuir as doses aos Estados. “O ministério não tem estoque. Essas doses chegam ao departamento de Logística do Ministério da Saúde, é necessária uma autorização da Anvisa (Agência Nacional de Saúde) e é necessário que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde libere. Assim que libera, a gente dispensa para os Estados e municípios”, afirmou.

Questionado sobre o pedido para que a secretária de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, seja afastada do cargo por defender o uso de cloroquina, feito na segunda-feira, 2, pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), o ministro foi lacônico: ”Eu não estou assistindo televisão não, essas questões tem que ser encaminhadas formalmente, e aí são decididas”.

Paraná receberá nesta semana mais 187.470 vacinas contra a Covid-19

O Ministério da Saúde informou a Secretaria de Estado da Saúde que vai mandar nesta semana mais 187.470 novas vacinas contra a Covid-19 ao Paraná. São doses da Comirnaty (Pfizer/BioNTech) e CoronaVac (Sinovac/Butantan).

São 57.600 da CoronaVac, divididas em 28.900 primeiras doses e 28.900 segundas doses. Elas serão encaminhadas nesta quarta-feira (4), com previsão de chegada às 10h20 no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O voo é o G3-1126. 

Para a quinta-feira (5) está prevista a chegada de 129.870 doses da Pfizer. O voo LA-4791 deve pousar no mesmo aeroporto às 13h20.

Assim que elas chegarem serão encaminhadas ao Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão organizadas, cadastradas e, dentro do prazo padrão, encaminhadas para as 22 Regionais de Saúde para a continuidade da vacinação na população em geral.

O Ministério da Saúde ainda não emitiu o informe técnico da remessa, ou seja, ainda não é possível prever se as doses da Pfizer serão destinadas para primeira aplicação.

VACINÔMETRO 

Até esta terça-feira (3), mais de 6 milhões de paranaenses já receberam ao menos uma dose contra a Covid-19 e quase 70% dos adultos estão vacinados. A expectativa é de alcançar 100% até o final de setembro.