Petro pede retorno imediato de colombianos envolvidos como mercenários na Ucrânia
O presidente colombiano, Gustavo Petro, fez um apelo na quarta-feira (8) para que cidadãos da Colômbia que estão atuando como mercenários na guerra da Ucrânia retornem ao país. Ele denunciou que esses indivíduos estão sendo tratados de forma depreciativa e utilizados como “bucha de canhão”.
Denúncias de abuso e exploração
Em uma postagem nas redes sociais, Petro afirmou: “Os colombianos são menosprezados na Ucrânia como uma raça inferior. Peço aos mercenários colombianos, trazidos por empresas sediadas em Miami e usados como bucha de canhão, que regressem imediatamente para casa.”
“Los ucranianos tratan a los Colombianos como raza inferior. pido a los Colombianos mercenarios, que los están manejando como carne de cañón, llevados por empresas guiadas desde Miami, que regresen de inmediato al país,” disse o presidente em sua conta.
As declarações de Petro surgem após relatos de que 35 colombianos foram detidos na fronteira da Ucrânia ao se recusarem a continuar com os contratos de serviço militar. Segundo informações, as autoridades ucranianas confiscam celulares e passaportes, forçando os homens a embarcar em um ônibus para um destino desconhecido.
Contratos com o Exército ucraniano
Familiares dos soldados afirmam à mídia colombiana que os contratos eram de seis meses, mas os colombianos optaram por abandoná-los após perceberem que estavam sendo utilizados em combates diretos.
A guerra na Ucrânia e suas consequências
- A guerra entre Ucrânia e Rússia já se arrasta por mais de três anos, com um aumento das hostilidades. O Kremlin mantém sua proposta de “repatriar” territórios e barrar a entrada da Ucrânia na OTAN e na União Europeia, mesmo frente a sanções internacionais.
- O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky rejeita as exigências de Putin, que recentemente advertiu sobre as consequências de um possível envio de mísseis Tomahawk para a Ucrânia por Donald Trump, chamando a medida de “séria espiral de escalada”.
Pedido de libertação
Organizações civis e familiares dos colombianos detidos enviaram uma carta às autoridades ucranianas solicitando a liberação imediata do grupo. Segundo a revista Semana, mais de mil colombianos podem ter se envolvido no conflito desde seu início em 2022, com pelo menos 300 mortes registradas e dezenas de desaparecidos.
O governo da Colômbia tem reiterado que não apoia a participação de seus cidadãos em conflitos armados no exterior, considerando tais atividades ilegais sob sua legislação.
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