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Pavimentação da PR-364 em Irati é retomada após estudo de fósseis

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) deu início à retomada das obras na PR-364, em Irati, após uma paralisação causada pela descoberta de fósseis. A previsão é de que os trabalhos avancem rapidamente, incluindo a construção de um viaduto no local.

Retomada das Obras

Após permanecerem paralisadas desde outubro, as obras da PR-364 serão reiniciadas. A interrupção ocorreu devido à identificação de fósseis da Formação Irati durante escavações. Esses restos fósseis estavam localizados em uma área destinada à instalação de um bueiro de concreto, parte do sistema de drenagem da estrada.

Ações de Gestão do Patrimônio Paleontológico

Para lidar com a presença dos fósseis, o DER/PR implementou um Programa de Gestão do Patrimônio Paleontológico. Esse programa resultou na coleta de oito amostras, com a devida autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM), que foram enviadas à Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) para análise.

Investimentos e Descrição da Obra

As obras contemplam a pavimentação de um trecho de 1.600 metros da PR-364 no perímetro urbano de Irati e a construção de um viaduto que conectará essa nova seção à BR-153. O investimento total na obra é de R$ 23,7 milhões. Até o momento, 53,08% do projeto já foi concluído, incluindo a estrutura do viaduto e os dispositivos de contenção.

Próximos Passos

Com a remobilização de equipes e maquinários, espera-se que a execução dos serviços reinicie no próximo mês. As etapas restantes incluem a finalização da terraplenagem, do sistema de drenagem, pavimentação, além da sinalização viária e da instalação de nova iluminação, visando uma conexão eficiente com a rodovia.

Patrimônio Paleontológico

Os fósseis encontrados são de mesosaurídeos, répteis aquáticos do Período Permiano. Essa era geológica, que antecedeu a Era Mesozoica, é significativa pelo surgimento e extinção dos dinossauros. O programa de gestão paleontológica garantiu que todas as atividades de movimentação fossem monitoradas, assegurando a preservação dos achados para a pesquisa e educação.

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