USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Patrulha Maria da Penha reduz violência contra a mulher em Curitiba

Nos primeiros meses de 2025, Curitiba registrou uma queda de 15,29% nos casos de violência doméstica contra mulheres, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, foram contabilizados 3.308 casos de janeiro a maio deste ano, contra 3.905 no mesmo intervalo de 2024.

Esforços da Prefeitura

A Prefeitura de Curitiba, em parceria com a Guarda Municipal, está implementando ações por meio da Patrulha Maria da Penha, com o objetivo de prevenir e acolher as vítimas de violência doméstica.

Patrulha Maria da Penha

A Patrulha Maria da Penha, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência com medidas protetivas, é um trabalho de destaque em Curitiba. Um exemplo notável é o apoio que a enfermeira S. T. recebeu da guarda municipal Juliana Tozzi, integrante da equipe há quase seis anos.

S.T. enfrentou violência psicológica e patrimonial em seu relacionamento anterior. Com a ajuda da Patrulha, que realiza visitas domiciliares, ela tem conseguido superar essas dificuldades. “Recebi a orientação de que uma equipe acompanharia meu caso. Gosto de recebê-los; me sinto acolhida, segura e tranquila”, relatou a enfermeira.

Apoio e Orientação

Juliana Tozzi e seu colega, o guarda Venoir José Santini, visitam locais de trabalho e residências das vítimas, além de esclarecer os direitos e a rede de apoio disponível na cidade. “Queremos mostrar que a vítima pode ser forte e que estamos aqui para ajudar a romper o ciclo de violência”, afirmou Tozzi.

Modelo Pioneiro

A Patrulha Maria da Penha é considerada pioneira no Brasil, fruto de uma parceria entre a Prefeitura e o Tribunal de Justiça do Paraná. Para o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Rafael Ferreira Vianna, o projeto representa a importância social da Guarda Municipal na proteção das mulheres. Desde sua criação em março de 2014, foram realizados mais de 94 mil atendimentos, com 3.078 prisões.

O Botão do Pânico

O coordenador da Patrulha, supervisor Zeilton Dalla Villa, destaca a importância do botão do pânico, que pode ser solicitado por vítimas que possuem medidas protetivas. Ao ativá-lo, a Guarda Municipal mais próxima é acionada para atendimento imediato.

Tipos de Violência

A Lei Maria da Penha define como violência doméstica qualquer ato baseado no gênero que cause sofrimento à mulher, abrangendo cinco tipos:

  • Violência Física: Danos à integridade corporal.
  • Violência Psicológica: Dano emocional e redução da autoestima.
  • Violência Moral: Calúnia, difamação ou injúria.
  • Violência Sexual: Coação ou constrangimento sexual.
  • Violência Patrimonial: Retenção de bens e impedimento do trabalho.

Canais de Denúncia

Para denúncias e reportes de violência doméstica, estão disponíveis os seguintes canaisde atendimento:

  • Patrulha Maria da Penha: 3221 2760
  • Central de Pré-Atendimento à Mulher: 180
  • Guarda Municipal (Emergência): 153
  • Polícia Militar (Emergência): 190
  • Casa da Mulher Brasileira: 3221 2701 ou 3221 2710
  • Delegacia da Mulher: 3219 8600
  • Defensoria Pública: 3221 2731
  • Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher: 3200 3252

📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!

Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›

Publicações recomendadas

Leia também