O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, se desculpou na sexta-feira (20) após ter sido condenado à prisão perpétua por um tribunal de Seul por seu papel em uma insurreição. A condenação ocorreu um dia antes, e Yoon declarou lei marcial em dezembro de 2024, um ato que gerou grande repercussão no país.
Em nota divulgada por seus advogados, Yoon admitiu que o decreto provocou “frustração e dificuldades” para a população, mas defendeu a “sinceridade e o propósito” de suas ações. Segundo ele, a decisão do Tribunal Distrital Central de Seul foi “premeditada” e uma retaliação política.
O ex-presidente criticou grupos que, segundo ele, buscam denegrir suas ações e instigar mais conflitos políticos. Yoon pediu a seus apoiadores que se “unam e se levantem”, questionando também a eficácia de um eventual recurso judicial, considerando a falta de independência na justiça.
A declaração de lei marcial, que durou cerca de seis horas, foi rejeitada pelo Parlamento, mas gerou protestos em todo o país. O tribunal considerou Yoon culpado por subverter a ordem constitucional ao enviar tropas para invadir o Parlamento e prender opositores, resultando em sua destituição e prisão.
Como ex-promotor, Yoon nega as acusações, alegando que sua ação se baseou na autoridade presidencial e tinha como objetivo alertar sobre obstruções governamentais. Um promotor havia solicitado a pena de morte, embora a Coreia do Sul não execute ninguém desde 1997.
Após a condenação, um promotor expressou “arrependimento” pela sentença, mas não revelou se pretendia recorrer.
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