Paraná ultrapassa 4 milhões de vacinas aplicadas contra o coronavírus

O Paraná ultrapassou nesta terça-feira (8) a marca de 4 milhões de aplicações da vacina contra a Covid-19. De acordo com o Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), o quantitativo é composto por 2.793.678 primeiras doses (D1) e 1.232.380 segundas doses (D2), totalizando 4.026.058.

O painel, vinculado ao Ministério da Saúde, é atualizado com informações contidas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), abastecida pelos municípios.

A ferramenta revela também que o Estado alcançou 57% da imunização do grupo prioritário estabelecido pelo Plano de Saúde Nacional (PNI), do governo federal. Desses, 25% completaram o ciclo vacinal com a aplicação das duas doses. Atualmente, segundo a mais recente atualização da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), do dia 25 de maio, 4.906.706 pessoas são consideradas prioridades no Paraná.

“Estamos avançando dentro da realidade da chegada de vacinas. Mais do que nunca é necessária agilidade na aplicação para que possamos proteger o maior número de pessoas possível. Essa é a estratégia mais eficiente para derrubar os números de casos e mortes no Estado”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Mais do que nunca o pedido é para que os municípios vacinem, vacinem e vacinem”.

Ele reforçou que a meta do Governo do Estado é vacinar toda a população com mais de 18 anos até o fim deste ano.

E, como forma de acelerar o processo, a Sesa orientou na semana passada que as cidades em estágio mais avançado da aplicação comecem a vacinar a população em geral, de forma escalonada, sucessiva e decrescente, a partir da faixa etária de 59 e 58 anos. “Vamos gastar todas as vacinas que estão chegando”, disse Beto Preto.

PRIORITÁRIOS 

Considerando os números absolutos, foram imunizados com a primeira dose 550.304 pessoas com idade entre 60 e 64 anos; 419.801 entre 65 a 69 anos; 392.214 pessoas com comorbidades; 364.442 trabalhadores da saúde; 307.083 entre 70 a 74 anos; 227.908 com mais de 80 anos; 209.482 entre 75 a 79 anos; e 97.753 trabalhadores da educação do ensino básico. 

O painel aponta, ainda, que 35.688 primeiras doses foram destinadas para vacinar pessoas com mais de 60 anos institucionalizadas; 30.096 para pessoas com doenças permanentes graves; 16.123 para forças de segurança e salvamento; e 13.734 para gestantes e puérperas. Além desses, também há registros de vacinação nos outros grupos prioritários elencados no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19.

TIPOS DE VACINA 

O painel do SUS aponta que a maior parte das doses aplicadas no Paraná é do imunizante Coronavac, produzido pela parceria Instituto Butantan/Sinovac. Já foram ministradas 2.247.848 doses dessa vacina (55,8%). Em segundo lugar aparece a Covishield, da parceria Fiocruz/AstraZeneca/Oxford, com 1.643.398 doses (40,8%). O imunizante Comirnaty, da Pfizer/BioNTech, completa o quadro com 134.698 doses (3,4%).

MUNICÍPIOS 

Em números absolutos, ainda segundo a ferramenta do SUS, Curitiba continua sendo a cidade que mais imunizou, com 721.468 aplicações, seguida por Londrina (228.058), Maringá (226.898), São José dos Pinhais (118.191), Cascavel (117.077) e Foz do Iguaçu (98.803). O quantitativo considera as duas doses.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Proporcionalmente ao número de habitantes, contudo, o ranking de vacinação da Secretaria estadual da Saúde revela que os municípios mais adiantados em relação à dosagem inicial são São Jorge D’Oeste (54,25%), Kaloré (49,87%), Paranaguá (44,87%), Maringá (42,72%) e Rio Bom (42,38%).

Maringá (20,78%), São Jorge D’Oeste (20,23%), Capanema (19,30%), Miraselva (19,23%) e Terra Roxa (18,80%) são os destaques na imunização com a segunda aplicação.

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Universidades estaduais estão com inscrições abertas para o vestibular 2022

As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e do Paraná (Unespar) estão com inscrições abertas para os vestibulares. Ao todo, são 7.948 vagas para 191 cursos em diferentes cidades. O ingresso dos estudantes está programado para 2022.

Na UEL, as inscrições do Vestibular 2022 vão até 3 de novembro e as provas serão aplicadas em 6 de março do ano que vem, somente em Londrina. São 2.509 vagas em 52 cursos de graduação. Já outras 616 vagas serão ofertadas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Aplicado em fase única, como na última edição, o vestibular terá duas provas: Prova de Conhecimentos, contendo 50 questões, e Prova de Redação, constituída pela proposta de um único tema.

Segundo a coordenadora de Processos Seletivos da UEL, Sandra Garcia, a expectativa é repetir a mesma quantidade de candidatos registrada este ano, ou seja, mais de 27 mil inscritos. “O otimismo está relacionado ao bom desempenho da UEL nos rankings que atestam a qualidade do ensino e no trabalho realizado pela equipe de aplicação e fiscalização do último vestibular”, disse.

Na UEM, o vestibular 2021 segue com inscrições abertas até 20 de outubro, com ingresso dos estudantes programado para 2022. Devido à pandemia, a universidade teve que readequar o calendário acadêmico. São ofertadas 2.367 vagas, das quais 1.032 universais e 1.335 para cotistas (sociais e negros).

As provas serão aplicadas em 20 de fevereiro de 2022 nas cidades de Maringá, Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Cidade Gaúcha, Curitiba, Goioerê, Ivaiporã, Paranavaí e Umuarama.

NOVO MODELO – Para o próximo ano, a Unespar oferece 3.072 vagas para ingresso em 71 cursos de graduação, por meio de dois processos seletivos. O primeiro se dará com a utilização das médias finais (notas) dos vestibulares da instituição (edições de 2018, ou 2019, ou 2020), ou a média final (nota) do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) das edições entre 2015 e 2020.

O segundo acontecerá por meio das vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – Enem 2021. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet (AQUI).

OUTRAS INSTITUIÇÕES – As universidade estaduais de Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Norte do Paraná (Uenp) devem divulgar os calendários dos próximos vestibulares nos meses de novembro e dezembro.

TCE identifica irregularidades no saneamento básico em municípios do Paraná

Por meio de fiscalização realizada por sua Coordenadoria de Auditorias (CAUD), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) apurou a existência de diversos problemas relacionados aos serviços de saneamento básico sob a responsabilidade de 25 prefeituras paranaenses.

A atividade, executada no âmbito do Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2021 do órgão de controle, teve como objetivo avaliar as ações de planejamento municipal para a adaptação dos contratos ao Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), bem como para o cumprimento da meta de universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.

A análise foi feita nos seguintes municípios: Almirante Tamandaré, Altônia, Andirá, Arapongas, Assis Chateaubriand, Campo Largo, Cianorte, Colombo, Coronel Vivida, Goioerê, Guaíra, Ibaiti, Ivaiporã, Jandaia do Sul, Laranjeiras do Sul, Mandaguaçu, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Nova Esperança, Palmas, Rio Negro, Rolândia, Santo Antônio do Sudoeste, Ubiratã e União da Vitória.

Impropriedades

Como resultado da auditoria, efetuada entre fevereiro e agosto deste ano, foram identificadas três impropriedades na maior parte das entidades fiscalizadas: a falta de aderência dos contratos para execução dos serviços de água e esgoto ao Novo Marco Legal do Saneamento; a defasagem dos planos municipais de saneamento, bem como a ausência nestes do conteúdo mínimo exigido pela legislação aplicável; e o não acompanhamento, por parte das prefeituras, do desempenho e da qualidade do serviço prestado, bem como do atingimento de metas pré-estabelecidas pela administração pública.

A partir disso, a CAUD sugeriu, nos relatórios resultantes da fiscalização, a adoção de um total de 12 medidas corretivas, dirigidas a cada uma das prefeituras auditadas, conforme as necessidades específicas de retificação identificadas pela equipe técnica do TCE-PR.

Entre elas, as mais comuns são a adequação das metas de universalização do atendimento com rede coletora de esgoto até 31 de março de 2022, bem como a realização de estudos técnicos preliminares para identificar as obras necessárias ao atingimento de tais objetivos; a atualização dos planos municipais de saneamento, com o estabelecimento de procedimentos para a avaliação sistemática das ações programadas; e a realização anual, por meio de conselho municipal de saneamento ou órgão equivalente, de avaliações do desempenho da prestação do serviço.

Todas as indicações foram compiladas em um único processo de Homologação de Recomendações, o qual será julgado pelo Tribunal Pleno do TCE-PR. A relatoria dos autos, protocolados sob o número 585653/21, cabe ao presidente da Corte, conselheiro Fabio Camargo.

Resolução

A partir da vigência da Resolução nº 73/2019 do TCE-PR, todos os procedimentos resultantes de trabalhos fiscalizatórios realizados pelo Tribunal têm como ponto de partida a elaboração, pela unidade técnica responsável, de um Relatório de Fiscalização. Caso este apresente apenas sugestões de medidas para sanar impropriedades encontradas na gestão da entidade pública em questão, é instaurado processo de Homologação de Recomendações.

A medida tem como objetivo dar maior rapidez à implementação dessas iniciativas, indicadas apenas nos casos em que não são encontradas irregularidades de maior gravidade, que demandem a emissão de determinações ou a aplicação de sanções – situações ainda contempladas pelos processos de Tomada de Contas Extraordinária.

PAF

O PAF 2021 está alinhado às orientações da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e ao Plano Estratégico 2017-2021 do TCE-PR, especialmente no que diz respeito à visão ali estabelecida de aproximar o órgão de controle da sociedade paranaense, apresentando mais resultados que a beneficiem.

Além dessa aproximação, o plano prevê a adoção de outras seis diretrizes gerais: a ênfase no planejamento da fiscalização; a priorização de fiscalizações com base em critérios de risco, relevância e materialidade; a realização dos trabalhos por servidores especializados em cada área; a otimização dos recursos disponíveis ao TCE-PR; o aprimoramento da fiscalização concomitante dos atos praticados pelos gestores públicos; e, por fim, mas não com menor importância, a transparência dos temas, critérios, métodos e resultados das fiscalizações empreendidas pelo Tribunal.

Para este ano, foram elencadas como prioritárias 15 áreas da administração pública: agricultura; assistência social; ciência e tecnologia; cultura; educação; energia; gestão ambiental; gestão pública; previdência social; saneamento; saúde; segurança pública; trabalho; transporte; e urbanismo.

Devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o PAF 2021 priorizou a execução de procedimentos fiscalizatórios feitos de forma remota – em especial aqueles relativos ao acompanhamento concomitante dos atos dos gestores, capaz de afastar o dano ao patrimônio público antes mesmo deste acontecer.