Paraná separa doses para vacinar mais de 32 mil trabalhadores da educação; veja divisão por regional

O Paraná vai começar a vacinar nos próximos dias 32.760 trabalhadores da educação como parte do processo de retomada gradativa às aulas presenciais da Rede Pública de Ensino a partir de 10 de maio. A confirmação foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, nesta terça-feira (04), em entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

As doses fazem parte da última remessa de vacinas da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz que chegou ao Paraná na segunda-feira (3)A distribuição para as 22 Regionais de Saúde será feita nesta quarta-feira (5), com apoio das aeronaves do Governo do Estado.

O quantitativo corresponde a 15,5% dos trabalhadores da educação previstos no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, estimado em 210.897 pessoas. O número leva em consideração profissionais das rede pública (estadual e municipal), privada e da assistência social – são em torno de 90 mil educadores e assistentes ligados apenas à Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Neste primeiro momento serão vacinados aqueles com idades entre 55 a 59 anos.

“Estamos felizes por, gradativamente, estarmos conseguindo avançar dentro do plano de vacinação. Agora temos três fornecedores de vacina, a AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac, o que nos dá novas possibilidades”, disse o governador Ratinho Junior. “Depois de muito debate interno, chegamos ao momento de voltar às aulas presenciais, mesmo que parcialmente. Algo que pelo nosso planejamento deveria ter ocorrido em fevereiro, mas a nova cepa do coronavírus não permitiu”.

O governador destacou que, além dos mais de 32 mil trabalhadores da educação que serão imunizados nesta semana, outros 8 mil profissionais já receberam ao menos uma dose da vacina. Eles têm mais de 60 anos e integram o grupo prioritário elaborado pelo Ministério da Saúde. “São 40 mil pessoas, o que nos permite dar uma boa arrancada neste começo”, disse.

Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto explicou que a partir de agora todas as remessas de vacinas que chegarem ao Paraná terão um porcentual de doses separado para a educação. É essa taxa de imunização, aliada ao diagnóstico diário da circulação da doença e dos números de leitos disponíveis que vai balizar o avanço no retorno presencial de alunos e professores. “O acompanhamento é diário, seguindo o contexto e evolução da pandemia”, destacou.

Ainda segundo o secretário, serão levados em consideração dois critérios nas próximas divisões dentro do grupo de trabalhadores da educação. Além da idade, com a redução da faixa etária conforme a quantidade de vacinas, quem já retomou o trabalho presencial nas escolas passará a ter prioridade. “Esse lote inicial vai ser voltado para os profissionais do ensino fundamental, médio e Centros Municipais de Educação Infantil, os CMEIs”, ressaltou Beto Preto.

PRESENÇAS 

Participaram da entrevista coletiva o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário da Educação, Renato Feder; e o deputado estadual Hussein Bakri, líder do Governo e presidente da Comissão de Educação na Assembleia Legislativa.

Confira a quantidade de doses por Regional de Saúde disponibilizada para os trabalhadores da educação:

1ª RS – Paranaguá – 715 doses

2ª RS – Metropolitana – 10.275 doses

3ª RS – Ponta Grossa – 1.695 doses

4ª RS – Irati – 395 doses

5ª RS – Guarapuava – 1.375 doses

6ª RS – União da Vitória – 500 doses

7ª RS – Pato Branco – 810 doses

8ª RS – Francisco Beltrão – 1.090 doses

9ª RS – Foz do Iguaçu – 1.190 doses

10ª RS – Cascavel – 1.840 doses

11ª RS – Campo Mourão – 920 doses

12ª RS – Umuarama – 920 doses

13ª RS – Cianorte – 340 doses

14ª RS – Paranavaí – 855 doses

15ª RS – Maringá – 2.940 doses

16ª RS – Apucarana – 880 doses

17ª RS – Londrina – 2.835 doses

18ª RS – Cornélio Procópio – 610 doses

19ª RS – Jacarezinho – 820 doses

20ª RS – Toledo – 995 doses

21ª RS – Telêmaco Borba – 370 doses

22ª RS – Ivaiporã – 390 doses

TOTAL – 32.760 doses

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Como o aumento de casos de insuficiência renal e a pandemia de Covid-19 estão relacionados?

Durante a pandemia da Covid-19, houve um aumento de pacientes que desenvolveram insuficiência renal e que, agora, necessitam de hemodiálise. Segundo um estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Escola Paulista de Medicina, em 2021, cerca de 36% dos pacientes, que apresentaram sintomas graves de Covid-19, desenvolvem lesão renal aguda (LRA). A causa não é bem esclarecida, mas parece ser multifatorial.

Dentro disso, a citotoxicidade do próprio vírus, microangiopatia trombótica e alterações sistêmicas hemodinâmicas são os principais fatores. Os termos são complexos, mas é de extrema importância o conhecimento sobre a comprovada relação causal da insuficiência renal com casos graves de Covid-19. A pandemia trouxe à tona temas que vão além do comprometimento pulmonar.

A doença é leve na maioria dos casos, mas, para alguns, pode ser multissistêmica, complexa e acometer qualquer órgão. Em geral, compromete quem já tem fatores de risco, mas há muitos casos conhecidos de quem necessita de hemodiálise ou mesmo de transplante renal sendo completamente hígidos previamente.

Entretanto, um estudo publicado no periódico Frontiers in Physiology no último ano mostrou que o fator principal que leva o novo coronavírus a afetar o sistema renal, é a interação do vírus com uma enzima chamada ‘conversora de angiotensina 2’, responsável por permitir que o vírus se replique no organismo.

Além disso, ela também regula a pressão arterial do corpo humano. Quando essa enzima entra em contato com o Sars-cov-2 pode ter o comprometimento do fluxo sanguíneo e da filtragem do sangue pelos rins, causando a insuficiência renal.

Uma vez identificado o quadro de insuficiência renal, é necessário o acompanhamento com dois especialistas: o médico nefrologista e o cirurgião vascular. O primeiro definirá qual a gravidade do quadro e a necessidade de se iniciar hemodiálise ou não. O vascular será aquele quem irá prover e preservar o acesso pelo qual a hemodiálise é realizada.

Pacientes com essas condições devem ser anualmente avaliados quanto a função renal e, em caso de qualquer alteração, como aumento da creatinina no sangue ou níveis de proteína elevados na urina, devem ser encaminhados ao médico nefrologista.

A forma mais segura, com menor risco de reinternações e, comprovadamente, de maior sobrevida a longo prazo, é através da fístula arteriovenosa. Ela consiste na comunicação de uma veia com uma artéria, em que torna possível, através de agulhas, a aspiração e devolução do sangue que será filtrado pela máquina de hemodiálise.

Esse é um tema que gera muitas dúvidas e medo aos pacientes. Por conta disso, o vascular precisa ser consultado, pois muitos paradigmas podem ser quebrados em relação ao acesso para hemodiálise. Nesse cenário, é preciso frisar que pacientes com fístulas arteriovenosas apresentam baixa taxa de infecção, diminuição no número de internações hospitalares e, consequentemente, menor taxa de mortalidade.

A insuficiência renal é uma doença silenciosa e, no Brasil, as principais causas são hipertensão crônica e diabetes. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2019, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham alguma condição renal no país. A maioria das pessoas que identifica a redução da função renal precocemente consegue parar ou mesmo reverter o quadro de piora da função dos rins e vive normalmente sem que um dia necessite de hemodiálise.

Sobre o Dr. Carlos André Pereira Vieira

É médico com 15 anos de experiência (2007). Graduação em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (2002-2007), fez residência médica em Cirurgia Geral pela Irmandade Santa Casa de São Paulo (2008-2010) e residência em Cirurgia Vascular no Hospital do Servidor Público Estadual (IAMSPE) 2010-2012. Possui Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler pela SBACV e CBR desde 2013. Médico titular em cirurgia vascular no Hospital Paulistano de 2012 a 2019. Atualmente, é médico titular no principal hospital do Grupo DASA em São Paulo (Hospital Nove de Julho). Atua em consultório próprio na realização de exames e consultas na Av. Paulista, 91, conj. 307.

Câmara aprova novo piso salarial para professores da Educação Infantil

Câmara aprova novo piso salarial para professores da Educação Infantil

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou, na sessão desta terça-feira (16/8), a proposta encaminhada pela Prefeitura de Curitiba com o novo piso salarial dos professores da Educação Infantil da rede municipal de ensino.

O salário atual, de R$ 2.792,21 mil para os professores de educação infantil com ensino médio (magistério 40 horas), passará para R$ 3.845,63. O texto agora segue para a sanção do Executivo.

“Daremos à Educação o que é devido à Educação. Passamos por um período difícil quando assumimos a Prefeitura, quando houve a necessidade de fazermos um ajuste fiscal. Se mais pudermos, mais faremos”, disse o prefeito Rafael Greca.

Também foi aprovada uma emenda que inclui os servidores do quadro especial, que são aqueles sem ensino médio/magistério, no pagamento do aumento O aumento valerá para os professores que concluíram a formação atualmente exigida.

Retroativo

A proposta, encaminhada pelo Executivo no último dia 5, foi votada em regime de urgência nesta semana.

O aumento será retroativo ao mês de janeiro e também contempla os servidores contratados pelo processo seletivo simplificado, o PSS.

No caso dos professores de Educação Infantil parte especial que tenham finalizado a formação exigida até 31 de dezembro de 2021, o pagamento será retroativo da data da transição até 1º de janeiro de 2022. Para quem terminar a formação a partir de 1º de janeiro de 2022, o pagamento será retroativo da data de conclusão da formação até o dia da transição.

A secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, destaca que os investimentos em educação infantil abrangem, além do aumento para os servidores da área, ações pedagógicas e de infraestrutura.

O número de vagas na educação infantil, por exemplo, foi ampliado de 45 mil para mais de 50 mil. “Seguimos com a abertura de mais vagas, seja com novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) ou com a contratação de novos Centros de Educação Infantil (CEIs)”, afirmou a secretária.

Cadastramento-para ingressar no pré ou primeiro ano começa em 26 de setembro

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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