Paraná se aproxima de 1 milhão de vacinados com as duas doses contra a Covid-19

O Paraná ultrapassou 900 mil pessoas que receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19 e se aproxima do marco de 1 milhão de cidadãos completamente imunizados. Na noite desta terça-feira (27), o número dos duplamente vacinados havia chegado a 903.343 pessoas, o que corresponde a 54,45% dos que já receberam a primeira dose (1.658.736 pessoas).

O número de segundas doses aplicadas corresponde a 8,65% da população total do Estado, enquanto o número de primeiras doses representa 15,88%. Segundo o ranking de vacinação da Secretaria Estadual de Saúde, os municípios com maior percentual de população vacinada com ambas as doses são Nova Laranjeiras (18,54%), Tamarana (17,11%), São Jorge D’Oeste (17,04%), Rio Bom (15,99%) e Flórida (15,22%).

“A segunda dose é estratégica. Reforço que é tão importante quanto a primeira para garantir a proteção dos paranaenses contra o vírus e, por isso, é necessário tomar esse reforço na data correta”,  afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

“Também insisto com os prefeitos e secretários municipais de saúde para que possamos ter o controle dessa aplicação na ponta do lápis. É esse controle que vai garantir a imunização completa da população, potencializando a eficácia das vacinas”, destaca o secretário.

Parte da diferença no número entre D1 e D2 aplicadas se dá pelo intervalo de tempo entre doses recomendado pelas fabricantes. A CoronaVac, fabricada pela Sinovac e Instituto Butantan, requer 21 dias de intervalo, e a Covishield, da Universidade de Oxford/Astrazeneca/Fiocruz, três meses.

No entanto, a evasão da segunda dose também é um problema verificado pelos municípios. No último levantamento do Ministério da Saúde, 1,5 milhão de brasileiros que receberam a primeira dose não voltaram para o reforço na data correta. Segundo a Secretaria etadual de Saúde, no Paraná este número está na faixa de 10% dos que receberam a D1.

Esse não comparecimento pode prejudicar a imunização da população como um todo, uma vez que as fabricantes garantem seu percentual de eficácia apenas com o ciclo completo da vacinação.

“Pedimos a todos que marquem corretamente o retorno da segunda dose. Existem pessoas que não procuraram as unidades de saúde para a segunda dose, e é importante que isso não aconteça para que, ali na frente, a gente possa ter resultados mais favoráveis”, reforça o secretário Beto Preto.

FASE ATUAL 

Com a última remessa de imunizantes recebida pelo Paraná, os municípios continuam na vacinação de pessoas a partir de 60 anos e nos profissionais de forças de segurança pública e salvamento e das Forças Armadas. O 14º lote enviado pelo Ministério da Saúde foi composto de 166 mil doses da Covishield e 39.130 da Coronavac. No total, foram 149.459 primeiras doses (72% do total) e 35.149 segundas doses, além da reserva técnica indicada pelo Ministério.

Com as 1.658.736 primeiras doses já aplicadas, o Paraná contemplou 35,79% da população do Plano Estadual de Vacinação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anvisa aprova estudo de universidade de Curitiba para tratamento da Covid

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o estudo clínico da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) de um produto de terapia celular avançada para tratamento de pacientes com pneumonia viral em decorrência da Covid-19. O ensaio clínico faz parte de um dos projetos de pesquisa aprovados no edital interno da PUCPR, lançado em 2020, que contou com o subsídio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Contemplada pelo mesmo edital, outra pesquisa que avalia o estado de portador do vírus de cães e gatos domésticos apresentou resultados recentemente.

Em 2020, a instituição de ensino superior selecionou um total de 13 projetos, dos quais seis já tiveram divulgados resultados parciais ou conclusivos. De acordo com a diretora de pesquisa da PUCPR, Vanessa Sotomaior, alguns estudos já estavam em andamento e, com o auxílio do BRDE, foi possível concluí-los ou garantir a continuidade do projeto.

“A PUCPR com sua área de pesquisa científica vem contribuindo com estudos sobre o coronavírus, além de projetos humanitários que auxiliam a sociedade a enfrentar essa crise”, disse Vanessa.

Para o vice-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, a divulgação de avanços nestas pesquisas contribuem para confirmar o caráter de responsabilidade social dos patrocínios executados pelo banco. “Estamos felizes, não só pelo arrefecimento da pandemia, mas também pela contribuição dos pesquisadores da nossa região com o conhecimento científico global acerca dessa doença”, afirmou.

Esta é a segunda iniciativa bem-sucedida entre BRDE e a PUCPR. A primeira foi com o BRDE Labs, programa desenvolvido em parceria com a Hotmilk – Ecossistema de Inovação da PUCPR, que selecionou projetos inovadores de startups voltados às demandas de agroindústrias paranaenses.

TERAPIAS AVANÇADAS  Coordenada pelo professor da Escola de Medicina da PUCPR, Paulo Roberto Slud Brofman, a pesquisa em humanos avalia o potencial terapêutico das células-tronco mesenquimais (CTM) para tratamento de pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente do novo coronavírus.

Serão incluídos no estudo 60 pacientes com pneumonia viral causada por Sars-CoV-2 confirmado por testes RT-PCR, em situação moderada ou grave. O protocolo inclui a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pacientes.

Participarão da pesquisa o Hospital do Trabalhador, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, todos de Curitiba, além do Hospital Espanhol (Salvador), Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Instituto Nacional de Cardiologia (Rio de Janeiro).

Os produtos de terapias avançadas são desenvolvidos à base de células ou genes humanos, considerados medicamentos especiais, e necessitam de registro sanitário na Anvisa. O uso desses produtos sem a autorização da Agência pode colocar as pessoas em grave risco e configura infração sanitária e penal.

Para uso clínico na população, é necessário que haja a comprovação inequívoca da segurança, eficácia e qualidade dos produtos. Durante a fase de desenvolvimento e por meio de pesquisas controladas definem-se as indicações clínicas, as principais reações adversas observadas, os cuidados especiais com o paciente durante e após o uso, bem como os atributos críticos da qualidade do produto.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO – De acordo com informações da Agência Brasil, a pesquisa coordenada pelo médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR, atestou que apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram Covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Eles foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de Covid-19 e os que não tiveram. A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam espaços com pessoas com Covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui, ainda, que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Com novo lote da Pfizer, Paraná vai acelerar vacinação de jovens de 12 a 17 anos

Mais 318.240 doses da vacinas Pfizer/BioNTech desembarcaram no Paraná nesta terça-feira (19). O lote contém 228.150 doses destinadas a adolescentes sem comorbidades, o primeiro lote carimbado para vacinação da população de 12 a 17 anos em geral. Outras 90.090 são para a segunda dose (D2), referente à 40ª pauta do Ministério da Saúde.

A remessa chegou no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em dois voos distintos, um às 18h40 e o outro às 19h10. Os imunizantes fazem parte da 59ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. As doses foram encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e armazenamento e serão enviadas nesta quarta-feira (20) por via terrestre para todas as Regionais de Saúde.

O Paraná já iniciou a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidades, utilizando o remanescente da reserva técnica enviada em todas as remessas para os municípios. Agora, a chegada de doses específicas para este grupo, vai acelerar a vacinação deste público.

De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 249.472 doses em adolescentes. No total, já são 14.619.702 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.320.875 D1 e 5.780.512 da D2. Além disso, o Estado também registra a aplicação de 25.042 doses adicionais (DA) e 167.466 doses de reforço (DR).