Paraná registra 50 novos casos de dengue

O boletim semanal da dengue, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (14), registra 50 novos casos da doença no Paraná. Há ainda, 1.374 casos em investigação, sem nenhum óbito neste período. Até agora, são 77 casos confirmados da doença, desde o início do atual período epidemiológico em agosto deste ano.

Em duas semanas, 169 municípios registraram notificações de dengue, que passaram de 1.410 para 2.652 – um aumento de 88,09%.

Os novos casos foram confirmados em Foz do Iguaçu (21), Medianeira (6), Maringá (5), Londrina (2), Cambé (2), Assaí (2), Umuarama (2), Pérola (2), Uraí (1), Jataizinho (1), Paiçandu (1), Nova Esperança (1), São Jorge do Patrocínio (1), Cafelândia (1), Paranaguá (1) e Guaratuba (1).

“Com a proximidade de uma nova estação, mais quente e chuvosa, os cuidados devem ser redobrados. Não podemos deixar de nos preocupar com essa doença e mantê-la longe de nossas casas. O cuidado e ajuda de cada um são fundamentais para travarmos essa luta”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

CAPACITAÇÃO – Durante esta semana, uma capacitação para os Agentes de Combate a Endemias (ACE) é realizada na 9ª Regional de Saúde, de Foz do Iguaçu, no município de São Miguel do Iguaçu. O curso tem por objetivo orientar esses profissionais sobre as ações de campo de controle vetorial do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de dengue, Zika vírus, febre chikungunya, dentre outras arboviroses.

HISTÓRICO – A Sesa monitora os dados da dengue desde 1991. O ano de 2007 marcou a primeira grande epidemia da doença no Paraná. Foram mais de 50 mil casos notificados, cerca de 26 mil deles confirmados e sete mortes.

A série histórica da doença aponta que o penúltimo período epidemiológico, de 2019/2020, foi o de maior registro de casos, finalizado com 227.724 confirmações e 177 óbitos.

No dia 3 de agosto, o informe da dengue número 43, que encerrou o período epidemiológico 2020/2021, totalizou 27.889 casos confirmados e 32 óbitos no Paraná. Os dados foram contabilizados desde o dia 1º de agosto do ano passado.

Confira o boletim completo AQUI.

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Hospital busca parceria com startups para melhorar experiência de pacientes

Healthtech. O termo se tornou tendência para os negócios que buscam soluções inovadoras para a área da saúde. As empresas do setor estão apostando cada vez mais em tecnologia para oferecer produtos e serviços que melhorem a experiência dos pacientes e tornem a medicina mais acessível. Telemedicina, gerenciamento de prontuários eletrônicos, inteligência artificial para agilizar diagnósticos e análise de dados melhoram a experiência dos pacientes nas instituições de saúde. Esse é o objetivo do programa Inova HMC, lançado pelo Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), em parceria com a Hotmilk, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). 

Focado na medicina de alta complexidade, inovação é um dos focos da instituição com desafios principalmente nas áreas de automação de processos, rastreabilidade e experiência do usuário. “Ações como essa contribuem para fomentar e fortalecer o ecossistema de inovação na área da saúde, além de proporcionar agilidade, integração e apoio às startups”, explica a médica e coordenadora do Centro de Estudos, Pesquisa e Inovação do hospital, Maíra Loesch. “O projeto une as frentes de educação e saúde do Grupo Marista em uma sinergia que tem sido essencial para o avanço das duas áreas, usando a inovação e a pesquisa para melhorias práticas na assistência”, explica.

“Estamos buscando startups de todo o país, que tenham soluções tecnológicas para apoiar o hospital na jornada e na experiência dos pacientes. Em contrapartida, as startups terão a oportunidade de fazer uma imersão em uma instituição de referência e poderão testar suas soluções”, esclarece a coordenadora de inovação aberta da Hotmilk, Poliane Brito.

As inscrições vão até o dia 19/8 e podem ser feitas no site: https://hotmilk.pucpr.br/inova-hmc/obrigado/.

Gravidez após os 40 é sempre de risco?

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020 mostram que houve um aumento no número de mulheres que deram à luz após os 40 anos de idade no Brasil. De acordo com a pesquisa, a alta de partos foi de 57% para gestantes entre os 40 e 44 anos, de 27,2% dos 45 aos 49 e de 55% para aquelas com mais de 50 anos.

Embora esse cenário esteja sendo cada vez mais comum no Brasil, especialistas da área da ginecologia e obstetrícia alertam que uma gestação tardia pode oferecer algumas atribulações para o desenvolvimento do embrião. Segundo o guia “Gestação de alto risco” desenvolvido pelo Ministério da Saúde, uma das causas que podem fazer com que uma mulher tenha uma gravidez de risco é a idade maior que os 35 anos. 

Por esse motivo, um acompanhamento médico especializado torna-se indispensável para direcionar a mãe aos cuidados necessários para minimizar as chances de problemas para o bebê.

O que torna a gravidez aos 40 anos de risco 

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, um dos motivos que fazem com que mulheres com mais de 40 anos estejam na classificação de risco é a diminuição dos óvulos, o que por sua vez pode aumentar a chance de abortos espontâneos ou problemas no nascimento. 

Além disso, a fundação também pontua que conforme a mulher vai envelhecendo, crescem as chances para condições como obesidade, pressão alta, tireoide e diabete, por exemplo, todas potenciais complicadoras de gestação. 

Quais são os riscos de uma gravidez tardia

As enfermidades que acometem as mulheres a partir dos 40 anos de idade podem causar impactos à saúde da mãe e ao desenvolvimento do bebê. 

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, há chances de ocorrer um parto prematuro, anomalias placentárias, Síndrome de Down, crescimento intra-uterino restrito, gestações múltiplas, aborto espontâneo e natimortalidade. 

Já em relação à saúde da mãe, é possível haver diabete gestacional, hipertensão e ainda complicações no trabalho de parto devido à falta de contrações e dilatações. 

Cuidados evitam complicações

As recomendações do Ministério da Saúde, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e da Fundação Oswaldo Cruz acerca das gestações após os 40 anos são as mesmas e trazem o alerta da importância do acompanhamento médico durante todo o processo. 

O planejamento da gravidez é essencial, pois, segundo as entidades, antes mesmo de iniciar as tentativas, deve-se buscar por orientações profissionais para verificar a existência de possíveis fatores de risco. A partir da análise, é possível ter uma noção da necessidade de medicamentos e da realização de testes durante toda a gestação. 

O pré-natal é indispensável para as mães aos 40 anos ou mais. Conforme salienta o guia elaborado pelo Ministério da Saúde, o acompanhamento regular ajuda a prevenir e diminuir os riscos para as gestantes e para os bebês. Durante o processo, a mulher recebe atualizações sobre o andamento da gestação e as atitudes que deve tomar para obter mais qualidade de vida para si própria e para o feto.  Segundo a Febrasgo, manter uma rotina saudável, livre de doenças sexualmente transmissíveis, sem oscilação de peso e uso abusivo de álcool é essencial para minimizar a presença de mais riscos durante a gestação.