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Os malefícios do cigarro eletrônico marcam o Dia Nacional de Combate ao Câncer e Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil – De olho nos deputados


Por proposição da 3ª vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputada Cristina Silvestri (PSDB), na Sessão Plenária desta segunda-feira (27), no horário do Grande Expediente, aconteceu o pronunciamento da pneumologista, doutora Josiane Marchioro sobre os perigos do uso do cigarro eletrônico, em alusão ao “Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil”, 23 de novembro, e “Dia Nacional de Combate ao Câncer” em 27 de novembro.

A Lei federal nº 11.650, de 04 de abril de 2008, instituiu o “Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil”, celebrado anualmente em 23 de novembro com o objetivo de estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil; promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer; apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer; difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil e apoiar as crianças com câncer e seus familiares.

Já a o Dia Nacional de Combate ao Câncer foi instituído pela Portaria do Ministério da Saúde GM n° 707/1988 com o objetivo de promover a conscientização e alertar a população sobre como prevenir a doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer é a segunda doença que mais mata no mundo, com cerca de 9,6 milhões óbitos por ano e, nos próximos 25 anos, passará a ser a primeira. Um relatório da OMS sobre projeção de tumores mostra o surgimento de 12,4 milhões de novos casos por ano. No Brasil, segundo informações do INCA, esse número é de mais de 600 mil.

A deputada Cristina Silvestri (PSDB), autora do convite à especialista, explicou a importância da data e dos cuidados com o uso indiscriminado do cigarro eletrônico. “Hoje é o Dia Nacional de Combate do Câncer e na semana passada, no dia 23, foi o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. Então, nós aproveitamos essa oportunidade para falar sobre o assunto e colaborar na conscientização. O “inofensivo” cigarro eletrônico, que tem nos jovens os maiores adeptos carregam a propaganda que a fumaça branca não faz mal a ninguém. Isso virou uma moda, mas o mal que esse cigarro está causando é muito pior do que um cigarro normal e que, em um curto período de tempo, ainda vamos verificar os sérios danos para saúde da população”.

A doutora em Pneumologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), professora do curso de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), médica pneumologista do Hospital de Clínicas da UFPR, especialista em Pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia, atua na área de Pneumologia desde 2010, com experiência clínica e de pesquisa acadêmica em doenças respiratórias, atua como docente e médica do Hospital de Clínicas onde trabalha em linhas de pesquisa sobre DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), asma, tabagismo e reabilitação pulmonar, a médica pneumologista, doutora Josiane Marchioro palestrou na abertura da Sessão Plenária desta segunda-feira (27) com o tema: Cigarro eletrônico – mitos e verdades.

“Existem mais semelhanças do que diferenças entre o cigarro normal e o cigarro eletrônico. O cigarro normal contém mais de 7 mil substâncias, além da nicotina e já está sendo estudado há mais de 100 anos, enquanto no cigarro eletrônico, sabemos que a nicotina é fator comum, mas existem muitas outras substâncias que ainda estão em estudos como os metais pesados que já são comprovadamente cancerígenos. O cigarro eletrônico, vape ou dispositivo eletrônico para fumar tem uma gama muito grande de substâncias que a gente desconhece o efeito pulmonar e cardiovascular que pode causar, porque fumar é uma doença sistêmica. A indústria do cigarro se favorece da desinformação fazendo um dispositivo cada vez mais tecnológico e adaptável à experiência do usuário, incluindo sabores (flavorizantes) destinados especialmente para encantar os jovens e adolescentes”.

Riscos de usar cigarro eletrônico

Nos últimos anos, o mercado tem testemunhado o crescimento acelerado do cigarro eletrônico, também conhecido como “vape”. Esses dispositivos prometem ser uma alternativa mais segura ao tabagismo convencional. No entanto, por trás da fumaça aromatizada e das promessas de redução de danos, escondem-se riscos significativos para a saúde.

Ao contrário do que muitos acreditam, o líquido utilizado nos cigarros eletrônicos não é apenas vapor de água. Ele consiste em uma mistura de substâncias químicas, muitas das quais são altamente tóxicas e prejudiciais à saúde. E ainda há casos do que contêm nicotina, que é altamente viciante, além disso, o sabor agradável muitas vezes mascara a presença de compostos tóxicos, criando uma ilusão de segurança.

Estudos têm mostrado que o ato de inalar vapores químicos pode causar danos significativos aos pulmões. O uso contínuo de cigarros eletrônicos tem sido associado a condições como bronquite, inflamação pulmonar e até mesmo pneumonias graves. Além disso, o vapor liberado pelos dispositivos pode conter partículas ultrafinas que penetram profundamente nos pulmões, agravando ainda mais os problemas respiratórios.

Dia Nacional de Combate ao Câncer infanto-juvenil

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças cuja característica comum é o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

No dia 23 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-juvenil, instituído para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce nos casos de câncer em crianças e adolescentes, que tem estimativa aproximada de 8,5 mil novos casos por ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O câncer infanto-juvenil é a doença que mais causa óbitos de crianças e adolescentes, de 1 a 19 anos no país. Porém, é totalmente tratável desde que diagnosticado em estágio inicial, o que é muito desafiador, pois os sintomas podem se confundir com as doenças comuns da infância.

A princípio o câncer infanto-juvenil é diferente do câncer em adultos e não está associado a causas externas como, por exemplo, exposição solar, tabagismo ou sedentarismo. Portanto, não existem medidas de prevenção da doença nesta faixa etária. Sua causa está ligada à alteração celular com o crescimento desordenado de algumas células do organismo.

Como esse processo ocorre na fase de crescimento da criança ele é mais acelerado e pode se espalhar rapidamente para outras partes do corpo. Este é um dos motivos que faz o diagnóstico precoce ser tão importante e urgente.



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