Paraná receberá nesta segunda mais 145.080 vacinas da Pfizer

O Paraná deve receber nesta segunda-feira (7) mais 145.080 doses de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech. Este é o maior lote do imunizante já enviado ao Estado. As vacinas da 23ª Pauta de Distribuição chegam ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 22h15. Logo em seguida as doses serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).

O Ministério da Saúde orienta, por meio de Informe Técnico, que as vacinas sejam destinadas à primeira dose nos grupos de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidade e pessoas com deficiência permanente (86.964), trabalhadores de educação do ensino básico (42.264), forças de segurança/salvamento e forças armadas (1.483) e trabalhadores do transporte aéreo (182). O restante é da reserva técnica.

“Todo envio de vacinas é importante, principalmente neste momento de aumento no número de casos e internações pela Covid-19. Este novo lote será destinado à continuação da cobertura dos grupos prioritários, para que possamos avançar na vacinação em todo o Estado”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O documento do Ministério da Saúde informa que, baseado no estudo de estabilidade da vacina, o período de armazenamento foi ampliado de cinco para 31 dias, à temperatura de 2º a 8ºC, “proporcionando facilidade de logística à rede de frio, tecnologicamente estruturada para atuação nesta faixa de temperatura”.

A Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) orienta também que o transporte dos imunizantes seja realizado no período máximo de 12 horas, considerando a mesma temperatura.

DESCENTRALIZAÇÃO 

Essa é a 7ª remessa de imunizantes da farmacêutica norte-americana enviada ao Paraná, somando 360.360 doses. A orientação inicial do Ministério da Saúde recomendava que essas vacinas fossem distribuídas somente para as capitais, considerando as orientações específicas de armazenamento e aplicação. Desde o segundo envio, no entanto, o Estado tem descentralizado as doses para mais municípios.

Foto: AEN PR

É o que vai acontecer nesta segunda-feira com o envio de 37,4 mil doses da 6ª remessa para 32 municípios de 19 Regionais de Saúde – 12 cidades receberm pela primeira vez. “A orientação do governador Ratinho Junior é de ofertar o maior número de doses, dos diferentes imunizantes disponíveis, para todas as regiões do Estado, e com este novo lote não será diferente”, explicou Beto Preto.

VACINAÇÃO

O Paraná já iniciou a imunização em praticamente todos os grupos prioritários elencados no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 e na população em geral de 18 a 59 anos. O Estado se aproxima da marca de 4 milhões de doses aplicadas, sendo 2.738.936 vacinados com a primeira dose e 1.227.721 com o esquema completo. 

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Covid-19: Pfizer pede autorização de uso emergencial de nova vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu da farmacêutica Pfizer o pedido de autorização de uso emergencial de uma segunda vacina contra covid-19. A nova vacina é do tipo bivalente, ou seja, age contra duas cepas do vírus. Neste caso, a vacina é constituída de uma mistura da cepa original, usada na vacina ComiRNAty, já aplicada no Brasil desde fevereiro de 2021, e da cepa Ômicron, subvariante BA.1.

Uma vez recebido o pedido de autorização de uso emergencial, a Anvisa tem 30 dias para concluir a avaliação. Este prazo é interrompido sempre que for necessária a solicitação à empresa de complementação de informações ou esclarecimentos sobre os dados de qualidade, de eficácia e de segurança apresentados.

O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar uma vacina voltada para combater a Ômicron. A vacina bivalente, fabricada pelo laboratório norte-americano Moderna, teve aprovação confirmada nesta semana. A decisão do órgão regulador britânico, equivalente à Anvisa, foi baseada em ensaios clínicos que apontaram uma “forte resposta imune” contra a Ômicron desencadeada pelo imunizante.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Taxa de óbitos por covid-19 em Curitiba é 9,6 vezes maior entre não-imunizados

A taxa de óbitos por covid-19 em Curitiba no mês de novembro foi quase dez vezes maior entre pessoas que não estavam imunizadas contra o vírus em relação àquelas que receberam as duas doses ou a dose da única da vacina.

Com base nos dados de mortes deste último mês pelo novo coronavírus na cidade, é possível verificar que quem tomou as duas doses ou a dose única do imunizante está mais protegido contra a doença.

Das 48 mortes registradas em novembro, 24 foram de pessoas que não estavam imunizadas (vacinadas com a duas doses ou a dose única há mais de 14 dias), todas com 20 anos ou mais. Considerando que a população imunizada dentro dessa faixa etária até 30/11 era de 1,3 milhão de curitibanos, tem-se uma taxa de 1,8 mortes para cada 100 mil pessoas. Entre os que não tinham completado o esquema vacinal até essa data, a taxa é 9,6 vezes maior, de 17,2 óbitos/100 mil pessoas.

“Esses números comprovam que a cidade fez o certo em investir na vacinação, porque ela de fato salvou vidas. Queremos que os curitibanos que já foram convocados, mas ainda não tomaram a primeira, a segunda ou a dose de reforço compareçam nas nossas Unidades de Saúde e se vacinem”, diz a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

A efetividade do avanço da imunização em Curitiba em relação à  prevenção de mortes é vista não só nos números recentes, mas também a médio prazo: ao longo dos últimos oito meses (entre 1º/3 e 30/11), oito em cada dez óbitos (83%) foram de pessoas que não estavam imunizadas contra a covid-19

Entre as mortes das pessoas que já estavam imunizadas nesse período, 20% tinham completado a imunização há mais de cinco meses, o que enfatiza a necessidade da dose de reforço. “Nenhuma vacina é 100% efetiva. A queda da resposta do imunizante no organismo ao longo do tempo acontece para todas as vacinas. Ainda assim, a imunização contra a covid-19 tem contribuído imensamente para termos saído do momento mais crítico da pandemia”, explica o epidemiologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) Diego Spinoza.

Redução na circulação do vírus

Com o avanço da cobertura vacinal contra a covid-19 em Curitiba – a cidade ultrapassou 85% da população acima de 12 anos com as duas doses ou a dose única recebida – a vacina também passou a contribuir com a redução da circulação do vírus no município.

“Além de cumprir o papel de proteger individualmente contra os quadros mais graves, agora a vacina tem esse efeito protetor sobre a circulação do vírus”, diz Spinoza. 

A percepção de redução na circulação do novo coronavírus é notável pela diminuição no registro de novos casos: dezembro começou com uma média de e 39 novos casos da covid-19 por dia.

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