Paraná recebe mais 232.250 vacinas contra a Covid; lote completa remessa de 435.290 doses

Um novo lote de 232.250 doses do imunizante Covishield, produzido na parceria AstraZeneca/Oxford/Fiocruz, chegou ao Paraná na noite desta segunda-feira (23). As vacinas integram uma remessa de 435.290 novas doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Além da Covishield, compõem o montante 107.640 vacinas da Pfizer e 95.400 da Coronavac enviadas ao Estado no domingo (22).

Os imunizantes da AstraZeneca aterrissaram por volta das 20 horas no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. De lá, foram transportados até o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), na Capital, para conferência e logística de envio às Regionais de Saúde. 

Todas as vacinas da AstraZeneca encaminhadas serão utilizadas na segunda dose de pessoas que já iniciaram seu ciclo vacinal. A remessa compõe a 42ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde, que distribuiu 7.992.868 doses contra a Covid-19 para todos os estados brasileiros.

As demais doses do lote já foram distribuídas nesta segunda-feira. As vacinas da Pfizer foram divididas entre D1 e D2, sendo 63.180 para primeira dose do público geral de 18 a 59 anos e 33.895 para segunda dose, além de 10% para reserva técnica. Já as doses da Coronavac foram divididas igualmente entre D1 e D2 para a população em geral.

Além delas, a Secretaria da Saúde também distribuiu 103.100 segundas doses de Coronavac que estavam armazenadas no Cemepar.

VACINAÇÃO – O Paraná aplicou, até esta segunda-feira (23), um total de 9.938.716 vacinas contra a Covid-19. Destas, foram 6.979.986 primeiras doses, 2.643.466 segundas doses e 315.264 doses únicas. 83,65% da população recebeu pelo menos uma dose (D1 ou DU), e 33,93% já está completamente vacinada.

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Curitiba ultrapassa 1,5 milhão de pessoas vacinadas com ao menos uma dose

Curitiba ultrapassou a marca de 1,5 milhão de pessoas vacinadas. Até esta quinta-feira (21/10), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou um total de 1.502.454 curitibanos com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid.

Ao todo, Curitiba já aplicou 2.801.989 unidades do imunizante, sendo 1.464.245 primeiras doses e 1.232.938 segundas doses; 38.209 doses únicas e 66.597 doses de reforço.

Da população total de Curitiba (estimada em 1.948.626 pelo IBGE), 77,1% já receberam ao menos uma dose do imunizante e 65,2% estão totalmente imunizados contra a covid-19, com as duas doses ou a dose única.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.403.024 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Um total de 1.271.029 pessoas acima dos 18 anos já completou o esquema vacinal até esta quinta-feira (21/10). Destas, 1.232.820 pessoas receberam a segunda dose da vacina e outras 38.209 pessoas receberam a vacina em dose única.

Reforço

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização, nos seguintes grupos: idosos de 70 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde. Até esta quinta-feira (21/10), 66.597 pessoas desses grupos receberam a dose de reforço.

Adolescentes de 12 a 17 anos

A SMS também vacinou 61.221 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 118 já receberam também a segunda dose, sendo do grupo de gestantes abaixo de 18 anos.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.041.813 doses de vacinas, sendo 1.551.232 para primeira dose, 1.381.340 para segunda dose, 38.975 doses de aplicação única e 70.266 doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, por exemplo, a quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Se não tratada, perda auditiva em crianças gera atraso no desenvolvimento

Cerca de 34 milhões de crianças em todo o mundo possuem deficiência auditiva em algum grau; diagnóstico precoce é essencial para o tratamento adequado

Ao contrário do que muitas vezes se imagina, a perda auditiva não escolhe idade. Além dos idosos e adultos de meia idade, crianças também podem apresentar o problema. Nesses casos, se não houver o tratamento correto, o desenvolvimento da fala, a interação e até mesmo o desempenho escolar podem ser afetados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 34 milhões de crianças em todo o mundo possuem deficiência auditiva em algum grau. No Brasil, segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31 mil crianças de dois a nove anos de idade manifestam alguma dificuldade para ouvir.

“A perda auditiva pode ocorrer no nascimento ou logo em seguida”, afirma Márcia Bonetti, fonoaudióloga e responsável técnica da Audiba Aparelhos Auditivos. “Ela pode ser causada por fatores genéticos ou hereditários, quando há casos semelhantes na família, e por infecções no ouvido, como otites, ou algum tipo de doença gestacional, como rubéola, sarampo ou meningite”.

Em muitos casos, o quadro é irreversível. Caracterizada como uma perda auditiva neurossensorial (ou surdez sensorioneural), a alteração é localizada no ouvido interno, quando os sinais são impedidos de serem enviados ao cérebro devido a uma falha nos condutores nervosos. De modo geral, segundo Márcia, a condição reduz a eficiência da transmissão dos sons, resultando em uma deficiência para escutar.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce da perda auditiva facilita o tratamento e corrobora para a estabilização da perda. O teste da orelhinha, por exemplo, deve ser feito ainda na maternidade, a fim de identificar pequenas alterações auditivas ou surdez em bebês para, caso necessário, encaminhar a criança para o tratamento mais adequado.

“O teste é indolor, com realização obrigatória logo após o nascimento, sendo ofertado também pelo Sistema Único de Saúde [SUS]. Com o diagnóstico, o tratamento é facilitado, seja ele feito por meio do implante coclear [popularmente chamado de ‘ouvido biônico’] ou pelo uso de aparelhos auditivos”, afirma a fonoaudióloga.

Márcia salienta que para casos em que há o acúmulo de secreção, como na otite, a perda é, geralmente, de fácil reversão. Para tanto, recomenda-se a drenagem do fluido por meio de

tubos de ventilação inseridos através da membrana timpânica.

Atenção aos sinais de alerta

Nem sempre é fácil identificar dificuldades ou problemas de saúde em crianças. Apesar disso, é importante que os pais estejam atentos a alguns sinais para garantir o diagnóstico e o tratamento precoce.

No caso da perda auditiva, ouvir a televisão com o volume muito alto, não responder prontamente quando chamado, apresentar dificuldades de aprendizado e para encontrar a origem dos sons e atraso na fala são alguns indícios de que algo pode estar errado com o pequeno.

“A gente precisa ouvir os sons para entender e poder expressar, então, se não escutamos, não vamos aprender a falar. Além disso, a deficiência auditiva pode ocasionar também em uma dificuldade de convívio, acarretando um isolamento social. Por isso, é importante estar atento caso a criança apresente algum desses sinais”, ressalta a fonoaudióloga.

Assim, a recomendação é procurar imediatamente um especialista caso algum dos sintomas seja identificado.