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Delegacia de Crimes Complexos Finaliza Inquéritos de Casos Antigos em Curitiba

Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade Finaliza Inquéritos em Curitiba

A Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade (DHMC), da Polícia Civil do Paraná (PCPR), concluiu a investigação de todos os inquéritos pendentes de crimes contra a vida em Curitiba. Desde sua criação, a unidade especial elucida casos que não tiveram autoria definida em prazos superiores a dois anos, resultando na identificação de 572 homicídios e tentativas entre 2020 e 2025.

Histórico e Criação da DHMC

A DHMC foi integrada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e estabelecida em 2014, diante do aumento no número de inquéritos sem encaminhamentos. Esses casos, considerados de maior complexidade, apresentam múltiplas linhas de investigação e desafios na definição da motivação e dinâmica dos crimes.

Desafios da Investigação

De acordo com a delegada-chefe da DHPP, Camila Cecconelo, a detecção de autores em casos complexos muitas vezes requer técnicas investigativas especializadas. “Enfrentamos inquéritos sem testemunhas ou com relatos contraditórios, o que torna as investigações mais elaboradas e demoradas”, explica.

Técnicas e Parcerias na Investigação

Os investigadores realizaram uma análise detalhada do material das pesquisas iniciais, assegurando a execução de todas as diligências e buscando novos caminhos para a identificação dos perpetradores. A colaboração com a Polícia Científica do Paraná, responsável pelas perícias criminais, foi fundamental nesse processo.

A modernização do Instituto de Identificação do Paraná também favoreceu o confronto de impressões digitais, resultando em identificações precisas de suspeitos. O uso de tecnologias de inteligência e pesquisa digital, além da consulta a bancos de dados, foi crucial para esclarecer casos antigos.

Resultados e Impacto Social

Um caso emblemático solucionado pela DHMC envolveu o homicídio de Rachel Genofre, ocorrido em 2008. A identificação do autor se deu por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), permitindo a comparação de material genético coletado no presídio onde o suspeito cumpria pena.

Nos últimos cinco anos, a finalização desses inquéritos trouxe esperança a famílias que aguardavam respostas. “Esclarecer esses casos proporciona um senso de justiça e confiança na aplicação da lei”, destaca Cecconelo. A responsabilização dos autores também ajuda a prevenir futuros crimes, encerrando ciclos de violência.

Encerramento das Atividades da DHMC

Com o cumprimento de sua missão, a DHMC encerrará suas atividades em dezembro de 2025. Os policiais civis da unidade serão realocados nas demais delegacias da DHPP, reforçando as equipes que investigam homicídios recentes na capital. A mudança visa aumentar a agilidade nas apurações e a taxa de resolução de crimes contra a vida.

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