Paraná já vacinou mais de 30 mil profissionais da educação contra a Covid-19

O Paraná ultrapassou a marca dos 30 mil profissionais da educação básica que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nesta quarta-feira (26). O número, que soma 32.524 trabalhadores até esta manhã, representa cerca de um quinto (19,2%) do total do grupo prioritário, estimado em 169.057 pessoas no Estado.

Em números absolutos, os municípios que mais vacinaram seus profissionais da educação são Curitiba (3.111), Paranaguá (2.835), Cascavel (2.667) e Maringá (1.405), justamente alguns dos mais populosos. Com relação ao gênero, 85,3% são mulheres e 14,7%, homens.

Do grupo, 99,5% receberam doses da Covishield, vacina desenvolvida pela parceria entre Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), AstraZeneca e Universidade de Oxford. Os outros 0,5% estão divididos entre 0,3% referentes à Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan/Sinovac, e 0,2% à Comirnaty, vacina da Pfizer/BioNTech.

Os profissionais da educação básica começaram a ser vacinados na segunda semana de maio, em consonância com as medidas de retorno às aulas presenciais na rede pública do Estado, que são retomadas gradualmente desde o dia 10. Nesta segunda-feira (24), 600 escolas da rede voltaram a receber alunos, somando-se a outros 200 colégios que estavam abertos há duas semanas.

As medidas colocam de volta às salas de aula mais de 40 mil estudantes de 150 municípios do Estado, em 28 Núcleos Regionais de Educação (NREs), que englobam cerca de 150 municípios.

Além destes 32,5 mil profissionais, cerca de 8 mil outros trabalhadores da área também foram imunizados anteriormente, por integrarem grupos de idosos já contemplados pela vacinação.

PLANO 

O Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 estima em 4.812.142 pessoas a soma de todos os 28 grupos prioritários. No total, o Paraná já aplicou 3.502.262 imunizantes. Foram 2.363.014 primeiras doses, o equivalente a 49,1% dos prioritários e a 22,62% de toda a população paranaense. Além delas, foram 1.139.248 segundas doses aplicadas: 23,6% dos prioritários e 10,9% da população.

De todas as doses aplicadas, 63,7% foram Coronavac, 34,2% foram Covishield e 2,2% Comirnaty. Todos os dados são do Vacinômetro do Ministério da Saúde, atualizado nesta quarta-feira (26) às 2h50.

COMORBIDADES 

Além do grupo dos profissionais da educação, a vacinação com a primeira dose também avança no grupo das comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiências permanentes severas. Um novo lote de 37.440 doses da vacina da Pfizer deve chegar ao Estado na noite desta quarta-feira (26), totalmente destinado ao grupo.

As doses integram a 21ª remessa enviada ao Paraná pelo Ministério da Saúde, que se somam a outras 352.750 doses, já recebidas na terça-feira (25), da vacina produzida pela Fiocruz/AstraZeneca/Universidade de Oxford. Além dos grupos já mencionados, estas doses também irão para profissionais das forças de segurança e salvamento, e trabalhadores portuários e do transporte aéreo – dois novos grupos prioritários que iniciam sua imunização com este novo lote.

“Nossas equipes estão incluindo essas novas doses no sistema e definindo a distribuição para todo o Estado, proporcionalmente e de acordo com cada grupo atendido. Pretendemos enviar essas vacinas o mais rápido possível para acelerar o processo de vacinação em todas as regiões”, reforçou Beto Preto, secretário estadual da Saúde.

A vacinação também segue com a aplicação da segunda dose em grupos que já iniciaram seu ciclo de imunização, como nas pessoas acima de 60 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, 4,9 milhões de vacinas contra Covid-19 já foram entregues ao Paraná desde janeiro de 2021. Ao todo, o Estado já iniciou a vacinação de pessoas com 60 anos ou mais, institucionalizadas ou não; população indígena; trabalhadores de saúde; trabalhadores das forças de segurança e salvamento; Forças Armadas; pessoas com comorbidades; trabalhadores educacionais; pessoas institucionalizadas com deficiência; pessoas com deficiência permanente severa; quilombolas; gestantes e puérperas e, no próximo lote, trabalhadores portuários e do transporte aéreo.

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Justiça nega imunização prioritária para profissionais de limpeza no Paraná

Com o entendimento de que cabe ao Poder Executivo definir as prioridades de vacinação, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou pedido do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Paraná – Siemaco para incluir os profissionais de limpeza urbana do Paraná que lidam com a coleta do lixo entre os grupos prioritários para receber a vacina anti-covid. O julgamento da 4ª Turma da Corte ocorreu na última quarta-feira (13).

A ação civil pública requeria a inclusão dos trabalhadores nos grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização (PNI) sob alegação que correriam muitos riscos de contaminação por Covid-19. A 3ª Vara Federal de Curitiba deferiu a liminar e a União recorreu ao Tribunal contra a decisão.

A Advocacia-Geral da União (AGU) alegou que a medida violaria os princípios da isonomia e da proporcionalidade e que os trabalhadores do setor estão na faixa etária entre 20 e 35 anos, não havendo comprovação de que tenham maior suscetibilidade à doença.

O relator do caso, desembargador federal Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, suspendeu a medida de primeira instância liminarmente em maio, o que foi confirmado agora pela 4ª Turma por unanimidade.

Aurvalle pontuou que o ato administrativo se reveste de legítima discricionariedade da Administração Pública e, neste caso, não foi observada omissão do Estado, “ainda que tenha sido necessária a intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF)”, destacou o magistrado.

No voto, Aurvalle afirmou que a idealização e definição dos grupos prioritários para o recebimento do imunizante contra a Covid-19 se reveste não apenas de caráter técnico-administrativo, mas também destina-se a acolher outros critérios, como a recomendação do fabricante, estudos científicos, técnicos, entre outros. “Deve-se prestigiar o cronograma estabelecido pelo Poder Executivo, ainda que a presidência da República tenha optado por politizar a crise sanitária do Covid-19 e ter adotado uma postura desequilibrada na sua condução”, concluiu o relator.

Brasil atinge metade da população completamente imunizada

O Brasil chegou, nesta quarta-feira (20), a mais de 50% da população com esquema vacinal completo contra a Covid. Ou seja, metade dos brasileiros tomaram as duas doses da vacina ou o imunizante de dose única.

Foram as 651.053 segundas doses registradas nesta quarta que levaram o país a passar dos 50%. Também foram notificadas 292.943 primeiras doses, 40.389 doses únicas e 116.585 doses de reforço.

Com as doses registradas, já são 152.325.559 brasileiros com a primeira dose. Ao todo, 106.874.272 já tomaram também a segunda ou a dose única, o equivalente a 50,1% da população.
Vale, porém, destacar que a imunização só é considerada efetiva duas semanas após a aplicação da segunda dose.

Outros países

Nas redes sociais, o marco foi comemorado por especialistas, que aproveitaram o momento para enfatizar a importância da vacinação e do uso da máscara como equipamento de proteção pessoal.
Há quase quatro meses, entre junho e o começo de julho, Chile (o primeiro da América do Sul, em 22 de junho), Reino Unido e Uruguai atingiram esse patamar de vacinação. Na segunda metade de julho e início de agosto, foi a vez de Portugal, Alemanha, Estados Unidos e França ultrapassarem a marca de metade da população imunizada.

Gibraltar, em 14 de março deste ano, foi o primeiro no mundo a alcançar a marca de 50%.
Na América do Sul, além de Chile e Uruguai (2 de julho), Equador e Argentina completaram a vacinação de metade da população em 8 de setembro e 3 de outubro, respectivamente.

Os Estados Unidos, que tiveram um processo inicial rápido de vacinação nos primeiros meses de 2021, perderam velocidade com o tempo e só alcançaram os 50% de vacinados em 1º de agosto.
O país vem sofrendo para avançar com o programa vacinal devido à resistência da população e conta com somente 57,1% dos americanos vacinados, segundo dados do CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA) de terça-feira.

O Brasil, ao contrário do vizinho Chile, dos EUA e do Reino Unido, teve um início de campanha vacinal lento. Um dos motivos foi a falta de disponibilidade de imunizantes. Outro fator que pesou contra o país foi a inação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

O país, nos primeiros meses deste ano, apoiou-se, basicamente, na Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, para levar adiante a campanha de vacinação. Os grandes lotes da Covishield, vacina da AstraZeneca/Oxford produzida pela Fiocruz, sofreram sucessivos atrasos de produção e entrega, o que também contribuiu para menores valores de vacinação iniciais e concentração de uso de Coronavac.

Com o passar dos meses e críticas constantes sobre a falta de ação do governo federal, mais acordos por vacinas foram realizados, como no caso da Pfizer, que tentava, desde o segundo semestre de 2020, vender o seu imunizante para o Brasil.

No momento, além dos imunizantes já citados, o país também tem aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a vacina de dose única da Janssen.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 24 estados.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Imunidade de Rebanho

Apesar dos números de vacinas recentes animadores no país, co mo atingir mais de 100 milhões de pessoas com o esquema vacinal completo e 50% da população imunizada, nesta quarta, tais dados devem ser vistos com cautela.

Com a variante delta, que se dissemina mais e com mais facilidade, a possibilidade de atingir a imunidade de rebanho se tornou uma realidade mais distante no mundo, segundo afirmou recentemente à Folha Denise Garrett, epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin.

“Não existe um número mágico para a imunidade de rebanho”, disse a especialista. “Ao que tudo indica, o vírus está aqui para ficar. Como isso vai se desenrolar, vai variar muito de país para país”.

O poder da delta ficou claro em outros países com a vacinação consideravelmente mais avançada, como em Israel, por exemplo. O país já flexibiliza até mesmo o uso de máscaras, quando a delta começou a aumentar o número de infecções e reverteu as medidas menos restritivas.

Além disso, com o passar dos meses, percebeu-se a queda dos níveis de proteção das vacinas -algo que não chega a ser surpreendente- e se passou a verificar a necessidade de doses de reforço, pelo menos até o momento destinadas a pessoas mais velhas, pessoas com problemas de imunidade (uma terceira dose, na verdade) e profissionais de saúde.

Com isso, fica claro que, apesar do otimismo que os dados vacinais podem trazer, os cuidados preventivos básicos contra a Covid devem permanecer, inclusive o uso de máscaras.