Paraná começa a vacinação contra covid-19 em trabalhadores do transporte aéreo

O Paraná iniciou nesta terça-feira (1º) a vacinação contra a Covid-19 em trabalhadores do transporte aéreo. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve presente no ginásio Ney Braga, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, para acompanhar a imunização dos profissionais vinculados ao Aeroporto Internacional Afonso Pena.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve presente no ginásio Ney Braga, em São José dos Pinhais, para acompanhar a imunização dos profissionais vinculados ao aeroporto internacional Afonso Pena. – Foto: Américo Antonio/SESA

“A Sesa segue cumprindo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra o Coronavírus e é com grande satisfação que acompanhamos este momento, pois a Infraero tem sido uma grande parceira na execução da tarefa de transportar as vacinas, fazendo com que as doses cheguem com segurança ao nosso Estado e também aos municípios”, afirmou o secretário.

“O Afonso Pena é um dos maiores do País, tem toda uma rede logística que cerca o município de São José dos Pinhais e integra a vida da população da região”, acrescentou.

O município recebeu na semana passada 1.565 doses para vacinação dos profissionais do transporte aéreo e aeroportuário. A cidade e a equipe do aeroporto definiram que todos os trabalhadores credenciados ao Afonso Pena serão imunizados, independente da função.

O Paraná iniciou nesta terça-feira (1º) a vacinação contra a Covid-19 em trabalhadores do transporte aéreo – Foto: Américo Antonio/SESA

O superintendente da Infraero no Afonso Pena, Antônio Pallu, que também tomou a 1ª dose da vacina, disse que a data é muito especial para todos os profissionais da área. “É como concretizar a esperança dos trabalhadores do setor. Nós da Infraero apoiamos e acompanhamos toda a movimentação da chegada e distribuição das vacinas, e agora chegou nosso momento de também recebermos a dose”, disse.

“A imunização dos profissionais do setor é importante para que tenhamos mais confiabilidade no exercício das nossas funções, que envolvem milhares de pessoas diariamente, e também para a segurança dos próprios passageiros que transitam pelos aeroportos”, acrescentou o superintendente.

A Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Pinhais dividiu a imunização dos trabalhadores destes grupos em três etapas, conforme faixa etária. Inicialmente estão sendo vacinados pessoas de 40 anos ou mais.

Foto: Américo Antonio/SESA

A prefeita Nina Singer agradeceu o empenho do Governo do Estado para que as vacinas cheguem aos municípios. “A Sesa tem enviado rapidamente as vacinas aos municípios. Nossa cidade, que é sede do Aeroporto Internacional, vem testemunhando este trabalho e o esforço realizado para a distribuição das doses”, ressaltou.

Além de São José dos Pinhais, os municípios de Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Curitiba, Maringá e Londrina também receberam doses direcionadas a trabalhadores do transporte aéreo, somando 1.135 unidades. A estimativa do Ministério da Saúde é de que essas doses alcancem 78% dos profissionais desta área no Estado. Os imunizantes da AstraZeneca/Fiocruz são destinados para primeira dose.

PROFISSIONAIS 

Para a vacinação é necessária a comprovação do vínculo como trabalhador aeroportuário. A agente de proteção Eliete Michette tomou a dose da vacina no dia do aniversário e disse que foi o melhor presente de todos os tempos. “Foi um presentão”, disse. “A vacina é muito importante para todos nós que trabalhamos com o público e pessoas que vêm de todos os lugares do mundo”.

A supervisora de linha área Eliane Trevisan contou que já participou da preparação de planos de ação para a contenção da pandemia junto à companhia que trabalha e que considera fundamental a vacinação. “É uma grande alegria estar aqui sabendo que meus colegas de profissão também serão imunizados”, disse.

Marcio Stefani, motorista abastecedor no aeroporto, disse que receber a primeira dose representa para uma grande conquista. “A vacinação era muito esperada por todos nós, me sinto gratificado”, arrematou.

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Saúde prorroga até 30 de setembro a campanha de vacinação contra a pólio

Saúde prorroga até 30 de setembro a campanha de vacinação contra a pólio

Entre as estratégias que resultaram em aumento da cobertura vacinal em Curitiba está a adesão, pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), ao calendário de campanhas nacionais de imunização. A mais recente, da vacinação contra a poliomielite para crianças que ainda não completaram 5 anos, foi prorrogada até 30 de setembro, seguindo a decisão do Ministério da Saúde.

Nesta campanha, além do grupo-alvo, crianças menores de 1 ano serão imunizadas conforme o esquema vacinal primário. 

A campanha nacional também incentiva a atualização das carteiras vacinais de crianças e adolescentes até 15 anos. Curitiba vem ofertando permanentemente a atualização vacinal para todas as faixas etárias em 106 unidades de saúde.

Público-alvo

As crianças de 1 a 4 anos que já receberam três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema de rotina recebem uma dose extra, da Vacina Oral Poliomielite (VOP). É a famosa vacina “da gotinha”.

O Ministério da Saúde ampliou o prazo da campanha nacional com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal do esquema de rotina (em Curitiba, de 88,9%) e a cobertura de crianças entre 1 e 4 anos que receberam a dose da VOP (22,2%).

O Brasil não registra casos da doença desde 1989 e mantém o certificado de eliminação da pólio em 1994, mas o vírus continua presente em outros países, aumentando a necessidade de medidas preventivas.

Em julho, um caso da doença foi confirmado em Nova Iorque (EUA). Neste mês, o vírus foi detectado nos esgotos novaiorquino e de Londres (Inglaterra). Clique aqui e saiba mais sobre os riscos da poliomielite.

Locais de vacinação

A SMS aplica todas as vacinas do calendário nacional continuamente em 106 unidades de saúde e para todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos e idosos). Há também oferta contínua das vacinas contra gripe (para pessoas com 6 meses de idade ou mais) e contra a covid-19 (aos públicos já convocados – tanto para o esquema vacinal inicial como para doses de reforço).

Confira os locais e horários de vacinação no site Imuniza Já Curitiba.

Consulta vacinas pendentes

Para verificar se há vacinas pendentes, basta acessar o Aplicativo Saúde Já Curitiba (site ou smartphone), clicar na opção “Carteira de Vacinação” e escolher a aba “Pendentes”, que irá mostrar as doses do calendário nacional de vacinação em atraso.
 

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

Como o aumento de casos de insuficiência renal e a pandemia de Covid-19 estão relacionados?

Durante a pandemia da Covid-19, houve um aumento de pacientes que desenvolveram insuficiência renal e que, agora, necessitam de hemodiálise. Segundo um estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Escola Paulista de Medicina, em 2021, cerca de 36% dos pacientes, que apresentaram sintomas graves de Covid-19, desenvolvem lesão renal aguda (LRA). A causa não é bem esclarecida, mas parece ser multifatorial.

Dentro disso, a citotoxicidade do próprio vírus, microangiopatia trombótica e alterações sistêmicas hemodinâmicas são os principais fatores. Os termos são complexos, mas é de extrema importância o conhecimento sobre a comprovada relação causal da insuficiência renal com casos graves de Covid-19. A pandemia trouxe à tona temas que vão além do comprometimento pulmonar.

A doença é leve na maioria dos casos, mas, para alguns, pode ser multissistêmica, complexa e acometer qualquer órgão. Em geral, compromete quem já tem fatores de risco, mas há muitos casos conhecidos de quem necessita de hemodiálise ou mesmo de transplante renal sendo completamente hígidos previamente.

Entretanto, um estudo publicado no periódico Frontiers in Physiology no último ano mostrou que o fator principal que leva o novo coronavírus a afetar o sistema renal, é a interação do vírus com uma enzima chamada ‘conversora de angiotensina 2’, responsável por permitir que o vírus se replique no organismo.

Além disso, ela também regula a pressão arterial do corpo humano. Quando essa enzima entra em contato com o Sars-cov-2 pode ter o comprometimento do fluxo sanguíneo e da filtragem do sangue pelos rins, causando a insuficiência renal.

Uma vez identificado o quadro de insuficiência renal, é necessário o acompanhamento com dois especialistas: o médico nefrologista e o cirurgião vascular. O primeiro definirá qual a gravidade do quadro e a necessidade de se iniciar hemodiálise ou não. O vascular será aquele quem irá prover e preservar o acesso pelo qual a hemodiálise é realizada.

Pacientes com essas condições devem ser anualmente avaliados quanto a função renal e, em caso de qualquer alteração, como aumento da creatinina no sangue ou níveis de proteína elevados na urina, devem ser encaminhados ao médico nefrologista.

A forma mais segura, com menor risco de reinternações e, comprovadamente, de maior sobrevida a longo prazo, é através da fístula arteriovenosa. Ela consiste na comunicação de uma veia com uma artéria, em que torna possível, através de agulhas, a aspiração e devolução do sangue que será filtrado pela máquina de hemodiálise.

Esse é um tema que gera muitas dúvidas e medo aos pacientes. Por conta disso, o vascular precisa ser consultado, pois muitos paradigmas podem ser quebrados em relação ao acesso para hemodiálise. Nesse cenário, é preciso frisar que pacientes com fístulas arteriovenosas apresentam baixa taxa de infecção, diminuição no número de internações hospitalares e, consequentemente, menor taxa de mortalidade.

A insuficiência renal é uma doença silenciosa e, no Brasil, as principais causas são hipertensão crônica e diabetes. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2019, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham alguma condição renal no país. A maioria das pessoas que identifica a redução da função renal precocemente consegue parar ou mesmo reverter o quadro de piora da função dos rins e vive normalmente sem que um dia necessite de hemodiálise.

Sobre o Dr. Carlos André Pereira Vieira

É médico com 15 anos de experiência (2007). Graduação em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (2002-2007), fez residência médica em Cirurgia Geral pela Irmandade Santa Casa de São Paulo (2008-2010) e residência em Cirurgia Vascular no Hospital do Servidor Público Estadual (IAMSPE) 2010-2012. Possui Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler pela SBACV e CBR desde 2013. Médico titular em cirurgia vascular no Hospital Paulistano de 2012 a 2019. Atualmente, é médico titular no principal hospital do Grupo DASA em São Paulo (Hospital Nove de Julho). Atua em consultório próprio na realização de exames e consultas na Av. Paulista, 91, conj. 307.

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