Paraná abre vacinação para população acima de 40 anos e trabalhadores da limpeza urbana

O Governo do Estado abrirá oficialmente a vacinação contra a Covid-19 para a população geral acima de 40 anos no Paraná a partir desta semana. A ampliação acontecerá com o envio de 237 mil doses do imunizante AstraZeneca/Fiocruz para os 399 municípios do Estado.

As doses serão destinadas a pessoas de 40 a 59 anos (73.250 doses), trabalhadores da educação básica (18.250), assistência social (16.710), trabalhadores do ensino superior (15.465), trabalhadores do transporte aéreo (2.895), trabalhadores portuários (2.040) e pessoas com comorbidades (108.390).

Além destes, o Paraná iniciará a vacinação do grupo de trabalhadores da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, estimada em 11.828 pessoas, segundo o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19.

Para essa imunização, serão disponibilizadas 34 mil doses de CoronaVac que ainda estavam no Cemepar. Este quantitativo deve suprir a primeira e segunda dose deste grupo, considerando a reserva técnica e a possibilidade de que mais pessoas estejam dentro dessa área, superando a estimativa populacional.

Na última sexta-feira (11), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) enviou 145.080 vacinas da Pfizer/BioNTech. Dentro deste lote, 22.146 vacinas são destinadas a trabalhadores de educação do ensino superior para o início da imunização deste grupo. Agora, com este novo lote de 15.465 doses também para este grupo, o Paraná já terá alcançado 59,04% da estimativa total de 57.912 profissionais desta área. Considerando a porcentagem de reserva técnica, o quantitativo de doses pode alcançar até 64,94% do total.

DISTRIBUIÇÃO 

O Paraná recebeu na última semana mais 238 mil vacinas da AstraZeneca, sendo 237 mil AstraZeneca/Fiocruz e mil AstraZeneca/Covax.

O Estado definiu a distribuição em três fases, sendo a primeira com 128.610 doses de AstraZeneca/Fiocruz para população de 40-59 anos, trabalhadores da educação básica, assistência social, trabalhadores do ensino superior, trabalhadores do transporte aéreo e trabalhadores portuários e a segunda com 108.390 doses também de AstraZeneca/Fiocruz destinadas a comorbidades – nesse caso haverá a compensação e unificação da distribuição entre os municípios.

Além destas, as mil doses da AstraZeneca/Covax ficarão no Cemepar para envio com outro lote maior.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, explicou que a vacinação está avançando em todo o Paraná e que alguns municípios já baixaram a faixa etária, inclusive alcançando 40 anos, possibilitando que o Estado também expanda o atendimento para outras idades, o que vai ocorrer de forma escalonada. A ideia é que a vacinação alcançe mais pessoas conforme as realidades dos municípios.

“A orientação do governador Ratinho Junior é de que as doses cheguem até os braços dos paranaenses. Cada cidade tem uma realidade diferente e alguns municípios estavam com doses paradas, sem procura, por isso, conseguiram avançar a vacinação para faixas etárias menores do que o resto do Estado”, afirmou.

Segundo ele, o envio frequente de mais lotes de vacinas ao Estado possibilitará maior agilidade na aplicação das doses e atendimento aos grupos prioritários. “O Ministério da Saúde tem mantido pelo menos um envio de doses por semana, e isso faz com que possamos avançar na cobertura dos grupos prioritários e expandir ainda mais a vacinação para o público em geral”, acrescentou.

ORIENTAÇÃO 

A Sesa orienta que os municípios que completaram a vacinação de trabalhadores de saúde que atuem propriamente nos serviços de saúde devem ampliar a vacinação 14 profissões de saúde definidas na Resolução 287/1998 do Conselho Nacional de Saúde, conforme Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 – PNO. São elas: assistentes sociais, biólogos, biomédicos, profissionais de educação física, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, médicos veterinários, nutricionistas, odontólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, com comprovação pelo registro profissional em seu respectivo conselho de classe.

Os trabalhadores com atividades na coleta de resíduos de serviços de saúde, entregadores de oxigênio que realizam troca de válvulas e cilindros em serviços de saúde e trabalhadores das empresas que realizam esterilização de material hospitalar devem ser vacinados utilizando as doses enviadas anteriormente para o grupo de pessoas com comorbidades e ou pessoas com deficiência permanente.

Confira a distribuição por Regional de Saúde:

1ª RS – Paranaguá – 7.185 doses 

2ª RS – Metropolitana – 64.375 doses

3ª RS – Ponta Grossa – 10.970 doses 

4ª RS – Irati – 3.160 doses   

5ª RS – Guarapuava – 9.470 doses   

6ª RS – União da Vitória – 4.595 doses  

7ª RS – Pato Branco – 4.735 doses   

8ª RS – Francisco Beltrão – 7.075 doses   

9ª RS – Foz do Iguaçu – 8.365 doses 

10ª RS – Cascavel – 15.640 doses   

11ª RS – Campo Mourão – 10.060 doses   

12ª RS – Umuarama – 6.555 doses   

13ª RS – Cianorte – 4.660 doses   

14ª RS – Paranavaí – 5.990 doses   

15ª RS – Maringá – 23.300 doses   

16ª RS – Apucarana – 7.290 doses  

17ª RS – Londrina – 16.725 doses  

18ª RS – Cornélio Procópio – 6.040 doses 

19ª RS – Jacarezinho – 6.605 doses  

20ª RS – Toledo – 7.605 doses  

21ª RS – Telêmaco Borba – 3.725 doses 

22ª RS – Ivaiporã – 2.875 doses  

Total – 237.000 doses

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Após 484 dias, Curitiba registra menos de cem novos casos de covid-19

Neste domingo (17/10), Curitiba voltou a registrar menos de cem novos casos de covid-19 por dia: foram 98 novos casos contabilizados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A última vez que a cidade teve menos de uma centena de novos casos da doença foi há 484 dias, em 28 de junho de 2020 (com 86 novos casos naquela data).

Neste domingo, foram registrados cinco óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, todos nas últimas 48 horas. As vítimas são quatro homens e uma mulher, com idades entre 39 e 82 anos. Três pessoas tinham menos de 60 anos.

Até o momento foram contabilizadas 7.680 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 295.276 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 285.221 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 2.375 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Leitos do SUS

Neste domingo (17/10), a taxa de ocupação dos 235 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 esteve em 38%. Restavam 145 leitos livres.

A taxa de ocupação dos 209 leitos de enfermarias SUS covid-19 esteve em 48%. Haviam 109 leitos vagos.

Neste domingo foram desativados cinco leitos de UTI Covid do Hospital Municipal do Idoso. Estes leitos serão direcionados para outras linhas de cuidado.

A SMS esclarece que os dados da ocupação de leitos em Curitiba são dinâmicos, com alterações ao longo do dia.

Números da covid-19 em 17 de outubro

98 novos casos confirmados
5 novos óbitos (5 nas últimas 48h)

Números totais

Confirmados – 295.276 
Casos ativos – 2.375
Recuperados – 285.221
Óbitos – 7.680

Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença

Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).