Onça-parda encontrada em São José dos Pinhais é devolvida para a natureza

Uma onça-parda encontrada na área urbana do município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi devolvida ao habitat natural nesta sexta-feira (28) por agentes do Batalhão da Polícia Ambiental – Força Verde. A ação foi acompanhada por biólogos do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

O animal surpreendeu moradores da região nesta quinta-feira (27) após ser visto por uma criança no alto de uma árvore no terreno da residência da família, que acionou a Polícia Ambiental.  Assustada, a onça-parda ficou várias horas em cima da árvore e chamou a atenção dos moradores do bairro.

O IAT fez a articulação com outras instituições para que ela passasse por todos os procedimentos clínicos necessários que avaliaram se estava apta para ser devolvida à natureza.

“É um animal saudável, macho e jovem, de aproximadamente 50 quilos, e que ainda está em estado asselvajado. Como ele ainda vai criar toda a sua matilha, a devolução dele ao meio ambiente preserva a espécie e faz com que ela se mantenha na natureza”, explica Tauane Ribeiro, bióloga do IAT.

De acordo com ela, não é comum encontrar esses animais próximos a residências, mas isso pode acontecer devido à expansão urbana. 

Segundo o capitão João Serpa, do Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde, a parceria entre todos os órgãos envolvidos possibilitou o retorno da onça ao seu habitat natural em menos de 24 horas. Ela foi encontrada ao meio-dia desta quinta e devolvida ao meio ambiente por volta de 10 horas desta sexta.

“Isso mostra que é possível dar um encaminhamento correto ao animal, evitando a morte da espécie. Temos a obrigação de dar uma pronta resposta para preservar esses animais de qualquer situação”, disse o capitão. “A solução foi dada no mesmo instante, com o isolamento da área até que os especialistas conseguissem concluir os atendimentos necessários”, completou.

CUIDADOS – Ao encontrar animais deste porte em áreas urbanas, a orientação é acionar os órgãos competentes e não se aproximar. Devido às características e instintos não domesticados, espécimes selvagens não devem ser resgatados pela população para garantir sua própria segurança e também a dos animais.

É possível acionar o Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde pelo telefone 180, o Corpo de Bombeiros do Paraná (181) ou, ainda, o escritório regional do IAT mais próximo. Em Curitiba o telefone do órgão ambiental é (41) 3213-3038.

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Crianças de escola da RMC reproduzem competições de ‘Round 6’ e direção alerta pais

A popularidade da série sul-coreana “Round 6” entre crianças virou motivo de preocupação para pais e professores da escola O Pequeno Polegar, em São José do Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Na quinta-feira (7), a direção do colégio decidiu enviar uma carta aos responsáveis alertando que crianças de 8 a 10 anos estavam assistindo à produção da Netflix, cuja classificação indicativa é de 16 anos, por trazer cenas de sexo e violência.

No documento, a escola diz ser direito das famílias decidir o que é melhor para as crianças, mas salienta que o conteúdo de “Round 6” impõe riscos psicológicos aos jovens.

“A mensagem desta série em nada se comunica com nosso programa socioemocional, com nossa valorização da família e da vida, com nossa filosofa de escola. Em nada contribui para que seus filhos sejam pessoas melhores e resilientes”

diz o comunicado.

Diretor da escola, Haroldo Andriguetto, 37, diz que começou a ficar preocupado quando viu que a maior parte dos alunos estava reproduzindo as competições de “Round 6”.

Na série, 456 pessoas com problemas financeiros são convidadas a participar de uma competição na qual precisam vencer provas para ganhar um prêmio milionário. Pelas regras do jogo, os competidores participam de jogos infantis, e quem perde é morto, o que eleva o valor do prêmio.

Andriguetto diz que, quando as crianças reproduziam as dinâmicas da série, elas fingiam também que estavam matando umas às outras. “Qualquer pai e mãe ficaria horrorizado com o que eu vi. Ao andar nos corredores, eu estava acostumado a ver crianças felizes, saudáveis, pulando e brincando”, diz ele.

O diretor explica que os alunos estavam deixando, inclusive, cartas nas mesas dos colegas convidando-os para o jogo, a exemplo do que acontece na série. “Ela passa um conjunto de ideias totalmente não emocionais, o que pode mexer com a ansiedade, com o medo e com os níveis de tolerância das crianças.”

Após enviar o documento aos pais, a direção recebeu por volta de 15 emails agradecendo o alerta. Alguns dos responsáveis nem sabiam que os jovens estavam acompanhando “Round 6”.

“Ao conversar com os filhos, eles se surpreenderam porque as crianças sabiam tudo sobre a série.”

Andriguetto diz não ser contrário à narrativa. “Ela tem o seu público, tem a sua mensagem, mas o problema é que ela alcançou as crianças e a imaginação delas.”

Segundo o diretor, a idade que vai de 0 a 10 anos é crucial para o desenvolvimento cognitivo. “Começar a ter contato com esse tipo de mídia nesse momento pode gerar um efeito em cadeia.”

Prejuízos psicológicos

Psicóloga especializada em atendimento às crianças, Júlia Porciúncula, 41, diz que o conteúdo de “Round 6” de fato pode trazer prejuízos psicológicos aos jovens. “Como o ser humano é subjetivo, não dá para adivinhar o futuro. Mas, baseado nas pesquisas que já existem, expor crianças de um modo geral a conteúdo violento gera problemas.”

A especialista diz que cada jovem vai reagir de um jeito, podendo desenvolver quadros de ansiedade, insegurança ou agressividade. Para evitar isso, ela recomenda que os pais fiquem atentos ao conteúdo que os filhos consomem na internet. “É importante não deixar a criança com o eletrônico totalmente disponível. Tem que haver uma supervisão.”

Com sete anos de atraso, São José dos Pinhais ganha nova trincheira que promete desafogar trânsito

A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) entregou nesta segunda-feira (13) a trincheira da Rua Arapongas, no cruzamento com a Avenida das Torres, em São José dos Pinhais. Prevista para a Copa do Mundo no Brasil e parte do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade – PAC da Copa, a obra estava paralisada desde 2016, quando a empresa responsável entrou em recuperação judicial.

O investimento do Governo do Estado foi de R$ 4,4 milhões e a Comec ficou responsável pela gestão da execução dos trabalhos.

A nova trincheira proporcionará um rápido acesso do bairro Afonso Pena ao Centro de São José dos Pinhais, fazendo um binário com a trincheira da Rua Maringá e descongestionando o tráfego na Rua São José – até então, um grande gargalo para a região.

Foto Gilson Abreu/AEN

Com a entrega, o semáforo da Avenida das Torres com a Rua São José será retirado, o que dará mais agilidade também no acesso ao Aeroporto Afonso Pena e no sentido Curitiba.

O presidente da Comec, Gilson Santos, explica que desde o início desta gestão, em 2019, a retomada desta e de outras obras remanescentes do PAC da Copa foi tratada como prioridade. “Foi uma determinação do governador Ratinho Junior, e hoje finalmente estamos liberando o tráfego para a população”, destaca.

Ele explica, ainda, que outros investimentos do PAC da Copa foram retomados pelo Governo do Estado para garantir a entrega à população. “Temos neste trecho, até a entrada do Aeroporto Afonso Pena, cinco obras, com complexidades diferentes, retomadas em momentos distintos”, afirma.

Além da Trincheira da Rua Arapongas, entregue nesta segunda-feira (13), foram concluídas também duas novas faixas na Avenida das Torres (a partir do fechamento do vão de um viaduto que estava inacabado, no cruzamento com a Avenida Rui Barbosa), além da Avenida das Américas.

Ainda serão entregues a ponte sobre o Rio Iguaçu, na continuação da Avenida Senador Salgado Filho, as passagens para pedestre da trincheira da Rua Maringá e a tão esperada entrada do Aeroporto Afonso Pena.