Oito dicas para ajudar na escolha da escola

Entrada na vida escolar, mudança de bairro ou de cidade, encerramento de uma fase escolar e questões financeiras são alguns dos motivos que levam os pais a procurarem uma nova escola para os filhos. Seja na educação infantil, no ensino fundamental ou médio, essa tarefa não é nada fácil e requer um olhar atento por parte da família, pois o espaço escolhido será o “segundo lar” do estudante.

De acordo com o diretor-executivo dos Colégios do Grupo Positivo, Celso Hartmann, a dúvida é comum e a preocupação se a criança irá se adaptar, gostar da professora e fazer amigos, são frequentes. “Muitas vezes, os pais ficam mais aflitos que as crianças. E para que a decisão seja mais assertiva é preciso visitar o local, buscar informações, conhecer a metodologia de ensino e os valores da escola, que deverão estar alinhados com os da família, e ponderar o investimento. Além disso, observar questões de logística, como distância, trânsito e se oferece atividades culturais, esportivas e cursos de línguas na própria escola, o que facilita e otimiza tempo”, completa.

O Colégio Positivo preparou um e-book com informações para orientar as famílias na escolha da escola. O material pode ser acessado por meio deste link. Não existe uma fórmula mágica, no entanto algumas dicas podem ajudar:

  • Religião

É importante analisar qual é o peso da religião para a família e se a orientação da escola pode conflitar com a educação familiar.

  • Formação da equipe

A formação dos profissionais é muito importante. Avalie como é a seleção da equipe, quais as exigências para a contratação, a rotatividade e se há investimento na continuidade dos estudos para que os professores se mantenham atualizados.

  • Conteúdo

Conheça a proposta pedagógica da instituição e como ela é aplicada em sala de aula, se está alinhada ao desenvolvimento de habilidades e competências dos estudantes com foco na formação de cidadãos que tenham compromisso com a sociedade, atuantes e conscientes de suas responsabilidades, e às novas demandas, como o uso da tecnologia, inclusão social, meio ambiente, ética e cidadania.

  • Distância

Longos deslocamentos sempre geram desgaste físico e emocional. Chegar cansado pode interferir na produção escolar.

  • Faça as contas

Além do valor da mensalidade, é preciso pôr na ponta do lápis outras despesas, como aulas extracurriculares, lanches e lista de materiais de apoio. Assim, é possível chegar ao investimento real da escola e do impacto que ela terá no orçamento familiar.

  • Criatividade

Durante a visita, analise a criatividade da instituição escolar observando o mobiliário. A disposição de mesas e cadeiras, design, espaço de lazer e orientação dos professores pesa muito nessa questão.

  • Tamanho da escola

Analise se prefere uma escola focada em determinada fase da vida do seu filho ou se optaria por uma que reúne toda a educação básica em um mesmo espaço. Ambas têm suas vantagens e desvantagens.

  • Apoio

Avalie se existe uma equipe que fornece apoio pedagógico e psicológico para ajudar a lidar com a complexidade inerente ao ser humano em formação.

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende sete unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo – Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo – Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo – Hauer, o Positivo International School, o Colégio Positivo – Água Verde e o Colégio Positivo – Boa Vista atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Em 2016, o grupo chegou em Santa Catarina – onde hoje fica o Colégio Positivo – Joinville e o Colégio Positivo – Joinville Jr. Em 2017, foi incorporado ao grupo o Colégio Positivo – Londrina. Em 2018, o Positivo chegou a Ponta Grossa (PR), onde hoje está o Colégio Positivo – Master. Em 2019, somaram-se ao Grupo duas unidades da escola Passo Certo, em Cascavel (PR), e o Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR). Em 2020, o Colégio Vila Olímpia, em Florianópolis (SC), passou a fazer parte do Grupo. Em 2021, com a aquisição da St. James’, em Londrina (PR), o Colégio Positivo passa a contar com 16 unidades de ensino, em sete cidades, no Sul do Brasil, que atendem, juntas, aproximadamente 16 mil alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Médio.

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Empresas apostam cada vez mais na mistura de gerações nos ambientes de trabalho

É preciso saber conviver e acolher a diversidade em todas as esferas da vida. Essa ideia já é valorizada por todos aqueles que conseguem enxergar que contextos ricos em diversidade de pensamentos, origem geográfica, formação acadêmica, idade, gênero ou raça tornam as relações humanas mais interessantes e saudáveis. No mundo corporativo, empresas avançam para cultivar em seus ambientes de trabalho essa mesma diversidade, mas ainda precisam lidar com os desafios para construir e preservar equipes com perfis diferentes, principalmente quando se trata de variedade de gerações.

Dentro de muitas organizações já se considera a importância de uma governança multigeracional, em que seja possível equilibrar perfis jovens com outros mais experientes. Para a gerente de Desenvolvimento Organizacional do Grupo Marista, Lucia Lima Pinto Coelho, as vantagens dessa combinação são percebidas no dia a dia, na vivência e na troca entre pessoas com diferentes histórias, experiências e percepções de mundo que tornam o ambiente mais rico, mais completo e mais inovador. “Sem mencionar a vantagem competitiva destacada por vários estudos e especialistas que apontam para o diferencial criativo e de resultado que uma empresa é capaz de gerar quando esta é composta de maneira diversa”, destaca.

Para fazer dar certo, de acordo com Lucia, os gestores devem aprender a reconhecer as diferenças representadas em suas equipes e não cair na tentação de assumir posicionamentos e atitudes iguais, quando, na verdade, as necessidades são particulares. “Nossas políticas internas buscam garantir o cumprimento de processos, direitos e benefícios, mas, no dia a dia, a sensibilidade para atender as expectativas individuais precisa ser uma competência da liderança. Um dos valores do nosso Grupo é a Interculturalidade. É possível notar uma boa mescla dessa representatividade em nossas diferentes frentes de atuação”, explica.

Sob o ponto de vista dos colaboradores, quando essa prática é bem-sucedida, todos saem ganhando. “Considero a troca de experiências entre profissionais da minha idade com colegas mais jovens extremamente saudável não só para a empresa, mas também para nós, profissionais”, afirma Geraldo Brandão, analista sênior da área de auditoria interna de riscos e compliance do Grupo Marista. Aos 55 anos, Geraldo acredita que a mistura de gerações traz equilíbrio. “No meu trabalho, que tem a ver com análise de riscos, isso é muito importante. Estou ao lado de jovens mais conectados e que também têm o que oferecer, portanto, essa complementação é muito boa”, destaca.

Colega de setor de Geraldo e com apenas 24 anos, a ouvidora Ingrid Isoppo da Silva completa que, quando surgem problemas ou situações novas durante o trabalho, conversar com um colega que possui uma bagagem profissional diferente da sua ajuda a encontrar caminhos que antes não tinham sido notados. “No geral, como sou a mais nova da equipe, vejo todos os meus colegas de mais idade como fonte de conhecimento, então, estou sempre tentando absorver o máximo de informações que posso”, completa Ingrid. 

Adversidades também são positivas

Mas é claro que há desafios nessa convivência. Podem surgir embates entre pessoas de ideias e visões de mundo tão diferentes. “Às vezes, podemos nos deparar com o famoso ‘tenho experiência no assunto, então estou certo’ ou ‘faço dessa forma há anos e não vou mudar'”, comenta a ouvidora. Quando se trata de administrar os conflitos, Geraldo também alerta. “Para que as relações sejam saudáveis e as trocas produtivas, é fundamental ter cuidado para evitar rótulos e estereótipos, porque isso pode criar resistências e ruídos desnecessários. É preciso ter a mente aberta e estar sempre disposto a ouvir e considerar o que vem do outro lado”, pontua.

Em relação aos conflitos, Lucia afirma que o maior desafio para alcançar a inclusão na prática é a mudança de mentalidade. “O nosso preconceito às vezes é velado, e está difuso no meio de práticas que repetimos há anos, sem pararmos para avaliar se ainda faz sentido. Despertar para a necessidade e para a beleza da inclusão é o primeiro passo para mudarmos a cultura organizacional”, explica. 

Lucia conta que, atualmente, a organização busca conhecer com mais profundidade os colaboradores, além de trabalhar para sensibilizar e preparar melhor as lideranças para as práticas de inclusão. Um dos pilares estruturantes deste trabalho é a atenção especial dedicada aos projetos Jovem Aprendiz e 50+. “É necessário conhecer aqueles que trabalham conosco para além do crachá. Penso que a palavra de ordem é sensibilidade ao outro. Não partir do princípio de que aquilo que eu valorizo ou que me motiva é o mesmo que motiva os demais. É preciso liderar a partir das diferenças, dos diferentes níveis de prontidão daqueles que estão junto de nós”, completa.

Dia Mundial da Educação: Defasagem, evasão escolar e falta de investimento são desafios para educação brasileira em 2023

Nesta terça-feira, 24, foi celebrado o Dia Mundial da Educação, e simboliza o compromisso de 164 nações, incluindo o Brasil, com o desenvolvimento da educação na formação humana em diversos aspectos. Mesmo sendo uma das políticas mais importantes dentro de uma sociedade, a educação não tem o devido valor e, no Brasil, tem sofrido nos últimos anos.

Dentro muitos desafios, a pandemia do Coronavírus foi um agravante para o ensino em muitos países, aumentando a defasagem escolar e prejudicando milhares de estudantes em todo o mundo. Só no Brasil, segundo um estudo realizado pelo Ipec para o UNICEF, 2 milhões de meninas e meninos com idade entre 11 e 19 anos deixaram a escola, o que representa 11% do total da amostra pesquisada.

Em 2023, um dos principais desafios de líderes e educadores em todo o mundo é encontrar maneiras de conter a evasão escolar e diminuir o impacto negativo na vida dos cidadãos. A falta de acesso à educação é prejudicial ao desenvolvimento econômico, social e político da sociedade, além de ser agravante para o crescimento da violência e desinformação, o que contribui para o aumento de diversos tipos de preconceitos e desigualdade social.

São muitas as barreiras e causas da defasagem escolar, principalmente questões sociais complexas. Em geral, os alunos atingidos vêm de famílias de baixa escolaridade, vivem em condições inadequadas para a aprendizagem, como falta de tecnologia, mobília, espaço e segurança alimentar. Além de que muitos desses alunos têm empregos precários com salários baixos e que dificultam ainda mais a permanência na escola por conta de outros fatores, como sustento familiar ou ainda precisam estar presentes em casa, realizando atividades domésticas, como cuidar de irmãos menores. Essas barreiras comprometem o desempenho escolar desses alunos.

O fortalecimento da busca ativa e o trabalho conjunto entre os órgãos governamentais responsáveis, como a Secretaria Estadual de Educação e as Secretarias Municipais de Educação, são aliados no combate à evasão escolar. Segundo a diretora do Colégio Stella Maris Água Verde, em Curitiba, Ana Cláudia Alexandrini, uma das formas de as escolas conterem a evasão escolar é oferecer apoio pedagógico aos alunos. “É o que fazemos com os alunos do período integral do Stella, todos os dias os alunos têm uma hora aula de apoio pedagógico. Além disso, os professores precisam ter um olhar diferenciado na individualidade de cada estudante e não apenas se preocuparem com os conteúdos, mas sim focar na aprendizagem do educando”, explica Ana. 

Para a diretora pedagógica regional do Grupo Acesso, Kamila Fernanda Silva, não há receita pronta para evitar a defasagem escolar, mas existem ações que norteiam o trabalho. “Como conhecer o nosso alunado e seu contexto familiar, realizar um monitoramento de faltas e acompanhamento pedagógico, manter uma comunicação efetiva com a família, realizar busca ativa quando o aluno tem faltas injustificadas e acionar o Conselho Tutelar quando necessário, além de aulas de reforço, garantindo a recuperação desses estudantes”, completa Kamila.

Educação digital 

Durante a pior fase da pandemia do Coronavírus, as tecnologias foram grandes aliadas da educação. Porém, o uso demasiado das telas por crianças e adolescentes é extremamente prejudicial à saúde e ao aprendizado. A educação digital tem muitos benefícios, mas é preciso saber usá-la.

Ana acredita que a tecnologia deve ser trabalhada como uma aliada no processo de ensino aprendizagem, como um material de apoio para uma vivência diária, mas é preciso ficar alerta ao excesso da tecnologia, pois prejudica o desenvolvimento social e psicológico dos alunos. “O aluno escreve menos e se estressa mais devido ao tempo que passa em frente às telas, deixa de conviver com a família presencialmente, apresenta maior irritabilidade, sem contar que perde a prática da escrita”, explica.

São inúmeras as ferramentas disponíveis, desde livros e artigos até vídeos e atividades disponíveis no ambiente digital. Uma das formas que os professores têm para usar a tecnologia a favor é o ensino híbrido, mesclando aulas e exercícios presenciais e online. “É inegável que a tecnologia trouxe muitos benefícios e fácil acesso às informações, mas na mesma proporção que liberta ela aprisiona. Precisamos com urgência engajar e orientar nossos jovens para uma percepção crítica e consciente quanto aos conteúdos que acessam e alertá-los sobre os riscos que correm com o uso inconsequente desse recurso”, pondera Kamila.

Educação socioemocional em 2023

Gestão de tempo, trabalho em equipe, cooperação, inteligência emocional, concentração, tomada de decisão e capacidade de comunicação e argumentação são algumas das competências exigidas pelo mercado de trabalho atualmente. Tanto que uma das exigências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para este ano é o ensino dessas habilidades dentro da sala de aula. 

Segundo Kamila, o ensino das soft skills é uma das principais tendências para a educação em 2023, e é muito importante seu ensino por conta da fragilidade emocional relacionada ao contexto pós-pandêmico e que vem se intensificando no âmbito escolar. “Outra forte tendência é o ensino personalizado com foco no desenvolvimento das defasagens de aprendizagem e na potencialização das habilidades de forma individualizada com o uso de recursos tecnológicos, como plataformas educacionais”, finaliza.

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