O vizinho flamenguista

Curitiba, 10 horas da noite. Estou na casa da minha namorada, enquanto ela faz um trabalho do mestrado e eu começo a fazer as postagens do meu blog. Vi mais cedo no jornal esportivo na TV (sim, assisto TV às vezes), que o Flamengo iria jogar. Simplesmente ignoro, pois acompanho mais os times daqui do que os de fora, mas nada contra quem gosta. O vizinho do prédio começa a gritar enlouquecidamente. Ignoro na primeira vez. Ele começa a gritar de novo e dessa vez consigo decifrar o que está sendo dito. O querido grita “cartão, p$#ra!” com um sotaque carioca. Me lembro que o Flamengo está jogando neste horário e dou uma de “Sherlock Holmes” e presumo que o vizinho é flamenguista.

Não para por aí. Ele cria toda uma atmosfera de estádio em seu apartamento, que não é dos grandes. Um imóvel de 36 m², minúsculo, que o ramo imobiliário costuma chamar de “estúdio” (uma gourmetização para quitinete). Este ambiente criado pelo querido vizinho, além de gritos dignos de um fanático de torcida organizada, também conta com um cheiro de mato queimado no corredor. If you know what I mean. É xingando o juiz para cá, gritando com os jogadores em campo pra lá, enfim, na cabeça dele, os jogadores estão ouvindo ali o que ele tá dizendo. Não só eles, como o prédio todo.

Não gosto de ser aqueles vizinhos chatos que reclamam de tudo, pois não moro aqui e muito menos faço isso onde eu moro. Mas acordar cedo pra trabalhar amanhã não será tarefa fácil.

0 Comments

  1. Infelizmente tenho que concordar com Vc,estes torcedores fanáticos acham que todos tem que aguentar a baderna que eles fazem,não importando quem sejam seus vizinho.

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