O que não fazer para desentupir tubulação de casa?

Desentupir uma pia, ralo, descarga ou qualquer tubulação de maneira incorreta pode trazer inúmeros problemas. Agravamento da situação, perfuração dos canos, danos estruturais e contaminação são alguns exemplos. É preciso ter atenção para identificar quando a obstrução pode ser resolvida pelo próprio morador e quando é necessário chamar um serviço especializado em empresa desentupidora.

O descarte incorreto de lixo e gordura na rede de esgoto é a principal causa de entupimentos dessa área. Segundo a Prefeitura de Bauru (SP), em 2021 a divisão técnica do Departamento de Água e Esgoto atendeu a mais de 3,7 mil ocorrências de desobstrução da rede. Mais de 2 mil foram de vazamentos ou entupimentos em caixas de inspeção; mais de 1 mil em poços de visita e 575 casos de retornos de esgoto para dentro das residências. 

Em uma escala macro da sociedade, o descarte irregular de lixo também entope bueiros e agrava enchentes nas cidades, com proporções ainda maiores em capitais. Conforme a Prefeitura de São Paulo (SP), o batalhão de limpeza, que percorre as ruas e avenidas recolhendo resíduos, em 2020 retirou 10 mil toneladas de detritos nas bocas de lobo e bueiros na cidade. 

Já a prefeitura de Belo Horizonte declarou que, no ano em questão, gastou R$ 6 milhões com ações de limpeza da rede, que foram realizadas para recolher somente água da chuva. O descarte incorreto de lixo provocou o entupimento de 44 quilômetros de tubulação.

É preciso conscientização

Além de causar impacto significativo ao meio ambiente, o descarte incorreto traz problemas para os próprios moradores, aumenta o custo das manutenções e prejudica o funcionamento das estações de tratamento de esgoto, impactando no dia a dia da população.

Conforme a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), o funcionamento adequado da rede de esgoto está ligado diretamente à conscientização das pessoas sobre o seu uso. O descarte de lixo traz problemas sérios para as cidades, pois a rede passa a não funcionar de maneira adequada e o esgoto acaba voltando para casas e ruas.

Algumas orientações de diversos órgãos ligados ao cuidado com saneamento e tubulações incluem não descartar lixo — como papel, plásticos, cabelos, camisinhas e cotonetes — no vaso sanitário e, para que o material sólido não seja levado para o sistema de esgoto, manter ralos de pia, chuveiro e tanque limpos. 

Além disso, recomenda-se não despejar óleo de fritura na pia, já que a gordura fica sólida quando esfria, obstruindo a rede de coleta; recolher o resto de óleo de cozinha em recipientes descartáveis e entregá-los em pontos de coleta para reciclagem e verificar periodicamente a caixa de gordura, providenciando a limpeza quando houver excesso de material incrustado. 

Atenção ao desentupir tubulações em casa

Em casos de entupimento de canos de esgoto, o ideal é contratar uma companhia especializada neste serviço. Além dos riscos de sofrer um acidente, gastar tempo e dinheiro à toa e danificar o encanamento, o indivíduo pode se contaminar com vírus e bactérias causadoras de doenças. 

Um profissional treinado entende como lidar com o problema, tem as ferramentas adequadas e usa todos os equipamentos de segurança necessários.

Vale lembrar que canos e tubulações são desenhados para resistir a ação do tempo e de certos produtos, contudo não são tão resistentes à ação humana. Dessa forma, podem quebrar facilmente quando forçados ou batidos.

Ao se deparar com um entupimento, o morador não deve inserir cabos de vassoura ou outros objetos rígidos, que podem rachar e quebrar os canos — problema que exige muito mais trabalho e recursos para consertar.

Também não se deve jogar produtos químicos na tubulação, pois tudo que é despejado no sistema de esgoto vai parar na estação de tratamento. Isso pode prejudicar a qualidade da água e causar danos ao meio ambiente, além de danificar os próprios canos.

Embora seja uma dica comum, o uso de soda cáustica para resolver obstruções no encanamento precisa ser evitado. Forte, a substância pode causar queimaduras nas mãos e nos olhos quando manuseada incorretamente. 

O produto também piora o problema de entupimento em si caso ocorra o efeito de saponificação, obstruindo ainda mais os canos e caixas de coleta.

Dicas para desentupir os canos

Além de evitar o despejo de resíduos na tubulação, a cada 15 dias o morador pode despejar um pouco de água fervente nos canos para derreter gorduras acumuladas. De acordo com sites especializados, esse procedimento pode diminuir o tempo entre um entupimento e outro.

Utilizar uma mistura de bicarbonato e vinagre também ajuda no processo de desobstrução. A mistura causa uma efervescência capaz de desgrudar placas de gordura e outros dejetos que possam entupir o encanamento.

Desentupidores também são indicados quando o morador precisa desobstruir um cano por conta própria. Práticas e fáceis de encontrar, essas ferramentas podem resolver entupimentos simples sem causar danos à tubulação e peças adjacentes. 

Caso haja dúvidas ou ocorrências mais graves de obstrução, é preciso chamar empresas de serviço especializado para evitar riscos e prejuízos maiores. 

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Nem todo passeio pode fazer bem para o pet

Não há dúvidas, o passeio diário é fundamental para a saúde física e emocional do animal de estimação, porém, alguns locais ou simples caminhadas podem esconder alguns perigos para animais mais vulneráveis.

As médicas veterinárias da rede de hospitais WeVets – Giovanna Jurado e Luísa Rocchi, listaram os principais perigos e como garantir que todos divirtam-se em segurança.

– Altas temperaturas proliferam parasitas;

Já é sabido que o calor contribuiu com a proliferação de ectoparasitas (pulgas e carrapatos). Por essa razão, para garantir a saúde do animal é muito importante manter a imunização em dia, caso haja algum tipo de contato com bactérias causadoras de zoonoses.  De acordo com a dra. Giovana, as principais vacinas são: V10, que protege o animal da Cinomose; Parvovirose; Coronavirose; Hepatite Infecciosa Canina; Adenovirose; Leptospirose Canina, etc. Além da anti-rábica, vacina de giárdia e Leishmaniose.

– Riscos da exposição ao calor ou frio intenso;

A dra. Luísa, alerta sobre a exposição ao calor ou frio extremo. Durante as altas temperaturas é muito importante se atentar aos horários dos passeios, uma vez que a temperatura do ambiente e do chão, principalmente asfalto, pode queimar as patinhas, que não são preparadas para resistir a superfícies quentes, além de sofrerem com quedas bruscas de pressão por conta do calor. “As patinhas dos cães não são resistentes ao calor e em contato com solos quentes sofrem com queimaduras. O ideal é programar os passeios para início da manhã ou fim de tarde e noite” – alerta a veterinária.

Já as temperaturas mais baixas provocam mudanças fisiológicas importantes no animal e ao contrário do calor, o ideal é optar por passeios no período da tarde, entre 10h e 15h, quando a o frio dá uma trégua. A exposição em horários de queda de temperatura pode causar gripes, resfriados, entre outros problemas de saúde de animais com pré-disposição.

– Atenção aos itens de Segurança;

Todo tutor adora ver seu pet livre para correr e brincar, porém, existem lugares apropriados para isso. Em grandes cidades, é extremamente importante que o animal ande sempre com coleiras de identificação, guias e em alguns casos focinheiras para proteção dele e dos demais. “Sugerimos sempre os peitorais, que devem ser resistentes e confortáveis, e sempre com a placa de identificação” – indica Giovanna.

Já Luíza alerta sobre os riscos externos, como carros, bicicletas e até o convívio com outros animais. “É natural que o animal disperse durante o passeio. Nestes casos é comum que outras coisas tirem sua atenção, por isso, estar preso ao tutor evita escapadas que podem ser fatais” – comenta.

Além disso, os animais que não são tão sociaiveis assim, também precisam do seu momento de descontração e nestes casos o mais indicado é que o animal use focinheira, garantindo a segurança dele e dos demais.

Por fim, as veterinárias afirmam que os passeios são de extrema importância e devem ser feitos regularmente. Com todos os cuidados, a prática só tornará o animal mais feliz e mais saudável, além de estreitar a relação com seu dono. E reforçam que nem todo lugar é apropriado para levar o cão, alguns ambientes com som alto, aglomerações e muito fechados, podem estressar o animal. “É obrigação do tutor preocupar-se com a higiene do animal, oferecer água fresca em todos os passeios e respeitar os limites do animal’ – finalizam.

Sobre a Rede de hospitais Veterinários – WeVets

Nascida em 2021 a WeVets é um ecossistema de saúde pet, que quer ressignificar a forma como a saúde veterinária é vista e representada, propondo ao mercado um novo modelo, estratégico e humanizado.

Com menos de um ano de existência, a rede possui oito unidades, entre elas aquisições que possuem mais de 50 anos de legado e paixão pelos pets em São Paulo e Porto Alegre e novos centros de saúde. Os centros veterinários WeVets são projetados com infraestrutura tecnológica para atendimentos de alta complexidade, diagnósticos, internações, cirurgias, UTI e especialidades como cardiologistas e oncologistas, entre outros.

Possuem programa de estágio e aprimoramento para jovens veterinários, além do VetFriendly, um programa para pequenos veterinários e clinicas, que oferece benefícios aos profissionais que indicam pacientes para atendimentos de alta complexidade para uma das unidades WeVets.

A WeVets chegou ao mercado, não apenas para estar entre as redes de saúde referenciais, mas para reajustar as velas do mercado e liderar uma revolução no cuidado dos pets e no enaltecimento da medicina veterinária do Brasil e toda América Latina.

Para conhecer todas as iniciativas da WeVets, acesse:

https://www.instagram.com/we.vets/

Pesquisa aponta que 60% dos mortos no trânsito são idosos

A Fundación MAPFRE divulga os dados de uma pesquisa inédita no Brasil sobre segurança viária e hábitos de deslocamento de pessoas idosas. Com o apoio técnico dos pesquisadores do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), o estudo Adeus às chaves: perfil, segurança e o momento da transição traz informações sobre os modos de transporte relacionados às questões sociais.

Cerca de 5% a 13% das pessoas entre 60 e 70 anos apresentam uma diminuição expressiva da massa muscular. Já naqueles com 80 anos ou mais, a prevalência varia entre 11% e 50%. Essas perdas, então, podem acarretar numa diminuição da funcionalidade do indivíduo, aumentando o risco de acidentes e ocorrências no trânsito. “O ato de dirigir, para as pessoas idosas, é sinônimo de autonomia e independência para realizar atividades do dia a dia, como se locomover até o trabalho, ter momentos de lazer, autocuidado e saúde. Contudo, com o processo natural de envelhecimento, podem ocorrer perdas sensoriais e cognitivas importantes, que influenciam na capacidade do indivíduo idoso para dirigir”, afirma Fátima Lima, representante da Fundación MAPFRE no Brasil.

A pesquisa levantou dados das cidades de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, mostrando que mais de 70% dos idosos saíam de casa mais de três vezes por semana antes da pandemia e depois essa porcentagem cai para menos de 30%. Quando questionados sobre sair ou não de casa, praticamente todos os respondentes afirmaram ter o hábito de sair de casa antes da pandemia. Porém, no momento da pesquisa, mais de 10% afirmaram não sair mais de casa.

A capital baiana se destaca na pesquisa por ser a cidade com menor percentual de idosos que relataram sair de casa mais de três vezes por semana, apenas 16% durante a pandemia. Além disso, neste momento, 25% dos idosos de Salvador afirmam não saírem de casa.

Enquanto as ocorrências sem colisão ficam em menos de 10% entre os não idosos, entre as pessoas idosas essa proporção chega a 15%. Essas ocorrências são, principalmente, formadas por situações pessoais nas quais o indivíduo pode ter tido algum mal súbito, mas também por situações de queda em decorrência de infraestrutura ruim ou má sinalização.

Quando olhamos para os motivos de sair de casa, o trabalho era um dos motivos que mais aparecia para sair com frequência (mais de três vezes por semana) antes da pandemia, chegando a mais de 50% em algumas capitais como São Paulo, Recife e Porto Alegre. Com a pandemia, no momento da pesquisa, o mais comum se tornou não sair de casa para trabalhar, chegando a 73% as pessoas idosas que não saem de casa por esse motivo em Salvador. Vale ressaltar que tanto os idosos quanto os demais grupos da sociedade brasileira costumam trabalhar em empregos informais, que foram mais atingidos pela crise sanitária.

Como se movem para atividades de lazer?

Visitar parentes e amigos antes da pandemia era relativamente comum entre as pessoas idosas. Mais de 50% dos idosos em todas as cidades saíam para visitar parentes e amigos até três vezes por semana. Com a pandemia, 71% dos idosos em Salvador já não saem por esse motivo e 45% em Recife. Isso tem impacto tanto nos deslocamentos nas cidades quanto na sociabilidade e na rede de apoio das pessoas idosas, que ficam mais distantes dos familiares e amigos.

Já quando observamos os modos de transporte utilizados pelas pessoas idosas pelo menos uma vez por semana, o ônibus foi o que teve maior queda, chegando a ser utilizado por apenas 24% dos idosos em Porto Alegre. O uso de automóveis particulares e motos praticamente se manteve em todas as capitais analisadas.

Uso de taxi e aplicativos

O uso de taxi e aplicativos teve queda mais acentuada no Rio de Janeiro, passando de 45% para 23% das menções entre as pessoas idosas. Já a caminhada de pelo menos 500 metros, que já era mais mencionada pelas pessoas idosas, praticamente se manteve em todas as capitais. Se considerarmos que os idosos passaram a sair menos de casa, manter em porcentagens das caminhadas indica que esse hábito realmente continua sendo muito importante no dia a dia desta população.

A sensação de insegurança, como o medo de ser assaltado por exemplo, é um fator relevante na decisão dos idosos entre sair ou não de casa. Em todas as capitais, a quantidade de idosos que se sentem inseguros é alta. Em Recife, 64% dos entrevistados se diziam sempre ou quase sempre inseguros no momento da pesquisa. Em Salvador, quase metade dos idosos (47%) temem sair de casa, porcentual muito parecido com Rio de Janeiro (44%) e São Paulo (41%). A capital com menor número de idosos que relataram ter medo de sair de casa é Porto Alegre, com 34%.

 Mobilidade por gênero

As mulheres são minoria entre os habilitados a dirigir automóveis em todas as faixas etárias, mas conforme envelhecem, essa diferença vai ficando ainda mais acentuada, aponta pesquisa da Fundación MAPFRE em parceira com o CEBRAP. Entre os 31 e os 50 anos, elas são 44%. Depois disso, a proporção cai até 13% para 91 anos ou mais. Isso mostra uma contradição que merece detalhamento. As mulheres têm maior expectativa de vida e são maioria no topo da pirâmide etária brasileira, entretanto, a atividade de condução de automóveis esteve mais ligada historicamente aos homens e, por mais que isso mude em conjunto com outras variáveis ao longo dos anos nas questões de gênero, este momento da decisão sobre habilitação foi realizado décadas atrás, quando dirigir automóveis era uma atividade ainda mais masculina do que hoje.

Para ter acesso a pesquisa completa, acesse o link do site da Fundación MAPFRE:

https://documentacion.fundacionmapfre.org/documentacion/publico/pt/bib/180674.do?queryId=19232