Número de vacinados contra a covid chega a 32,3 milhões; 15,2% da população brasileira

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta segunda-feira (3) a 32.316 507, o equivalente a 15,26% da população total. Nas últimas 24 horas, 440.826 pessoas receberam a primeira dose da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados.

Entre os mais de 32 milhões de vacinados, 16.279.037 milhões receberam a segunda dose, o que representa 7,69% da população com a imunização completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 409.052 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil administrou 849.878 doses nesta segunda-feira.

Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 19,92% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Amapá, onde 10,37% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (7,66 milhões), seguido por Minas Gerais (3,38 milhões) e Bahia (2,4 milhões).

Estadão mostrou nesta segunda-feira que ao menos sete capitais brasileiras estão com a aplicação da segunda dose da Coronavac atrasada após mudança no cronograma de entrega do imunizante. Em parte delas, a oferta do reforço está totalmente suspensa. Em outras, foi preciso restabelecer a ordem de prioridades da imunização, escalonando os grupos por idade ou ordem alfabética. Pelo menos 164 mil pessoas foram afetadas pela demora nos repasses.

Informações Estadão Conteúdo

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Hospital, UPA ou Unidade de Saúde: como saber onde buscar atendimento?

Dores no peito, febre, torção no pé, falta de ar, intoxicação alimentar, resfriado ou fratura. Esses são só alguns exemplos de problemas comuns de saúde que movimentam todos os dias as salas de espera de Unidades Básicas de Saúde (UBS), de Pronto Atendimento (UPA) e ainda prontos-socorros de hospitais. E uma dúvida muito comum entre a população é justamente qual unidade procurar em cada caso. Mesmo que, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 85% dos problemas de saúde possam ser resolvidos sem a necessidade de ir a um serviço de emergência ou pronto-socorro, a maior parte da população ainda recorre, primeiro, à emergência hospitalar.

Longas filas para exames, concentração de pacientes e sobrecarga da equipe de atendimento se tornam alguns dos maiores desafios das instituições de saúde. Apesar da busca pelo atendimento ser complexa e diversificada, a pandemia trouxe importantes aprendizados sobre o funcionamento desse tipo de serviço. Mesmo assim, algumas incertezas permanecem a respeito das diferenças nos suportes oferecidos por Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento ou hospitais.

UBS

Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a chamada porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), também conhecida como posto ou centro de saúde. São estabelecimentos que dão acesso a atendimentos de rotina, consultas, tratamentos, medicamentos gratuitos, vacinas e acompanhamento médico. Também é o caminho indicado para casos leves e moderados, como sintomas de gripe, tontura, dor abdominal, mal-estar, diarreia, vômito e conjuntivite, além de tratamento e acompanhamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). 

A UBS conta com médicos de família que têm uma formação ampla e integrada, preparados para fazer o atendimento de pacientes de todas as idades. “O principal objetivo dessas unidades é oferecer atendimento para os problemas de saúde da população, quando não houver a necessidade de encaminhamento para outros serviços, como emergências e hospitais”, explica Rômulo de Almeida Torres, cardiologista dos hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat.  

UPA

Com o foco na atenção às urgências e emergências, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) têm funcionamento 24 horas por dia e todos os dias da semana. O atendimento é realizado pelo pronto-socorro, onde há uma equipe médica que investiga e trata doenças como hipertensão, febre alta, fraturas, cortes, infartos e derrames. Com mais recursos do que um posto de saúde, a unidade atende pacientes de média complexidade, um meio-termo entre centro de saúde e hospitais.

A estrutura, equipada com raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação, colabora para a diminuição das filas nos prontos-socorros dos hospitais. Na unidade, os médicos prestam atendimentos que controlam os sintomas e detalham o diagnóstico, permitindo que o paciente seja estabilizado e possa voltar para casa. Mas, em caso de não apresentar melhoras no estado de saúde, ele é encaminhado para um hospital.

Pronto-socorro

Fraturas expostas, fortes traumas, infartos, convulsões, pneumonias, AVCs e hemorragias são situações que pedem um atendimento imediato. O destino correto para ocorrências de alta complexidade como essas é o pronto-socorro de hospitais, que atende os casos graves geralmente encaminhados pelos serviços de urgência e emergência, como Siate e Samu. Com uma equipe multiprofissional – composta por médico emergencista, cirurgião-geral, ortopedista, neurocirurgião, clínico-geral e enfermeiros -, os pacientes são acolhidos, avaliados e classificados por meio de uma triagem que segue recomendações mundiais.

Referência em suporte a vítimas de trauma, o pronto-socorro do Hospital Universitário Cajuru de Curitiba (PR) realiza em média 33 mil atendimentos por ano, que podem dar sequência a internamentos, cirurgias e consultas ambulatoriais. “É elevado o número de vítimas que chegam aqui com um quadro clínico de alta complexidade. Acidentes com motos e atropelamentos são os que costumam resultar em lesões de maior gravidade. Nessas situações, a manutenção da vida é a prioridade do atendimento”, explica Rômulo de Almeida Torres, coordenador médico do pronto-socorro da unidade que tem atendimento 100% via SUS.

Pronto atendimento

O pronto atendimento de um hospital também recebe pacientes com quadros de saúde delicados e que não podem aguardar o agendamento de consulta, porém com menor gravidade. Destinadas a realizar um atendimento mais rápido, sobretudo para quem não corre risco de vida iminente, as unidades estão preparadas para oferecer prontamente todos os cuidados necessários. São equipes multidisciplinares e especializadas que tratam pacientes que apresentam machucados, dores, alergia, falta de ar e infecções, por exemplo.

Importante centro de saúde, o Hospital Marcelino Champagnat se consolidou durante a pandemia como referência no tratamento de pacientes com a covid-19. “No pronto atendimento, estamos de portas abertas para pacientes com problemas de saúde agudos, ou seja, alterações fora do padrão de saúde e que precisam de uma intervenção imediata”, conclui Rômulo, que também é coordenador médico do Pronto Atendimento do Hospital Marcelino Champagnat.

Janeiro Roxo: por que, quando não tratada adequadamente, a hanseníase pode voltar?

O Brasil é o segundo país do mundo com mais casos de hanseníase, com cerca de 25 mil pessoas infectadas a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Fica atrás somente da Índia, onde o índice chega a 115 mil. Por lá, no entanto, a população é cinco vezes maior que a do Brasil. Conhecida antigamente como “lepra”, a hanseníase é uma doença que provoca infecções na pele e nos nervos, especialmente, os da face e mãos e pés.

No Paraná, o maior problema é o desconhecimento da doença, que faz com que os casos, sejam detectados tardiamente, muitas vezes apenas pelas sequelas que já apresentam. Em 2021, foram 409 novos casos, sendo mais de 82% com formas graves. Mais de 63% dos casos são registrados em homens, segundo dados da Secretaria de Saúde do Paraná.

Um dos aspectos ainda pouco conhecidos sobre a doença, é o fato de que ela pode voltar a infectar o paciente. Isso pode ocorrer se a pessoa tiver contato com um portador da hanseníase ainda sem tratamento, que pode nem saber que está infectado, por exemplo.

Dra. Laila de Laguiche, médica dermatologista e presidente do Instituto Aliança contra Hanseníase (AAL, na sigla em inglês: Alliance Against Leprosy), explica que é importante que o tempo de tratamento adequado – 6 ou 12 meses – seja sempre respeitado, além da constância das doses, sem interrupções. “É fundamental que as pessoas que tiveram contato com o paciente infectado sejam observadas e examinadas para que, no caso de infectadas, também possam receber tratamento e, com isso, evitar as possibilidades de reicidivas. Uma vez curado, existe a possibilidade da doença se manifestar novamente no paciente, o que chamamos de ‘recidiva’, que pode também levar de 5 a 10 anos em média para acontecer”, afirma.

A médica ressalta também que é importante saber diferenciar que episódios relacionados ao tratamento (reações) são diferentes dos sintomas de retorno da hanseníase. “O aparecimento de novas manchas e nódulos dolorosos na pele pode caracterizar o que se chama surto reacional, que é a reação de hipersensibilidade aos antígenos bacilares. Mas também indicar reinfecção, por isso, é fundamental que todos os sintomas sejam observados e um médico seja consultado aos primeiros sinais. Não é porque a pessoa trata uma vez a doença, que se torna imune a ela”, explica Dra. Laila.

Um dos aspectos importantes a ser lembrado, é que, após o início do tratamento, entre uma semana e 15 dias, o paciente deixa de transmitir a doença. Além disso, não é qualquer pessoa que pode ser contaminada pela hanseníase, o que permite o convívio familiar sem nenhum risco. “Só as formas bacilíferas (com muitos bacilos) é que transmitem a doença. Para adquirir, mesmo assim, é necessário que haja predisposição, fato que é geneticamente determinado. Estudos indicam que somente 10% da população é mais suscetível à doença e, mesmo entre esses 10%, é necessário convívio próximo com uma pessoa acometida pela doença”.

Sintomas da hanseníase

Entre os sintomas da doença estão sintomas neurológicos inespecíficos como formigamentos de parte das mãos ou pés, áreas anestesiadas da pele e perda de pêlos em áreas circulares. Também pode haver nariz entupido e/ou feridas internas no nariz, manchas na pele de todas as cores, cãibras e perda da força muscular. Diante de qualquer um destes sintomas, é importante consultar um médico.

A hanseníase não é somente uma doença da pele, e sim, principalmente dos nervos periféricos. Como a pele possui uma vasta quantidade de nervos, também é atingida. Mas existem casos em que as lesões de pele não existem e o paciente apresenta apenas sintomas relacionados à  agressão do sistema nervoso periférico como dormências em mãos e pés, com ou sem atrofias, e áreas da pele dormentes sem manchas aparentes. É bom lembrar que outras doenças podem também causar esses sintomas, como a Diabetes Mellitus, por exemplo. A agressão aos nervos periféricos é a principal causa das sequelas e incapacidades relacionadas à doença.

Outro aspecto relevante é que o período de incubação da doença é longo. Pode levar cerca de 5 a 10 anos para se manifestar plenamente.

Diagnóstico

O diagnóstico da hanseníase pode ser feito a partir de exames clínicos ao passo que os exames moleculares, como os realizados no laboratório ID8 – Inovação em Diagnóstico, focado no diagnóstico molecular, permitem a avaliação do perfil de resistência.

O laboratório oferece o exame de Hanseníase – Identificação de resistências (Rifampicina, Fluoroquinolonas e Dapsona) que realiza a detecção de resistência às drogas de primeira e segunda linha, permitindo um tratamento precoce e adequado, com bastante precisão, em poucos dias, após o recebimento da amostra. “O diagnóstico molecular permite a identificação de quantidades baixíssimas dos alvos de interesse, com alta especificidade e sensibilidade, gerando resultados assertivos que auxiliam na conduta do tratamento médico. A identificação das resistências aos medicamentos é de extrema importância, uma vez que apenas após 12 meses de tratamento é que se observam sinais clínicos da ineficácia terapêutica. Além disso, a resistência medicamentosa também é um fator que pode influenciar na recidiva da doença, afirma Patricia Domingues, doutora em Biociências e Biotecnologia e Assessora Científica do ID8.

Tratamento

O tratamento da hanseníase é feito por meio de uma combinação de três antibióticos chamados de “poliquimioterapia”. É totalmente gratuito no Brasil e oferecido pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Normalmente, dura de seis a 12 meses, dependendo de sua forma clínica, mas em alguns casos, pode se entender.

Para a Dra. Laila de Laguiche,  os principais fatores para a prevenção e o tratamento mais rápido da hanseníase são o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional do paciente, a formação qualificada de profissionais de saúde, além da importância de novos esquemas e drogas para o combate à infecção e melhorias na reabilitação dos pacientes. “Também é importante a informação à população, que não sabe que a hanseníase ainda existe”, pontua.

Você sabia?

 O Brasil é o único país do mundo a ter mudado o nome da doença e todo o seu vocabulário para tentar diminuir o estigma que ela carrega.  Lepra, leproso e leprosário, entre outras variações, foram substituídas na década de 1990 por hanseníase, hanseniano e hospital de dermatologia, mas ainda hoje quem tem ou teve a doença convive com a desconfiança e a discriminação causadas pela falta de informação.

Sobre o ID8

O ID8 é um laboratório de apoio focado no diagnóstico molecular com entrega rápida, oferecendo resultados em poucas horas após o recebimento da amostra, com um fluxo de trabalho operacional de sete dias da semana. Os serviços vão além do diagnóstico. Metodologias simples e ágeis que reduzem consideravelmente o tempo de entrega do resultado, possibilitando ao paciente a chance de um tratamento mais assertivo e direcionado. Saiba mais em: www.id8diagnostico.com.br.

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