Novo parque na RMC terá espaço para shows e roda gigante

Começa a sair do papel um novo parque que promete balançar as estruturas da região metropolitana de Curitiba. Trata-se do Parque da Pedreira, na Pedreira do Atuba, localizado na divisa entre Colombo e Curitiba. O projeto foi apresentado pelo presidente da Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), Gilson Santos, à Prefeitura de Colombo, que receberá o espaço após a construção, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP).

Gilson Santos, presidente da Comec, apresentado o projeto do Parque da Pedreira à Prefeitura de Colombo (Foto: Divulgação)

O local de implementação do Parque é uma área que está localizada no bairro Atuba, em Colombo, que hoje é utilizada pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) para depósito de veículos. O projeto está aguardando para iniciar a licitação. Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente de Colombo, José Vicente Lima, é uma grande iniciativa do governador Ratinho Junior, por meio da Comec.

“O governador Ratinho Junior pediu para a Comec o desenvolvimento do parque. Era para ser licitado no início do ano, mas atrasou um pouco devido à pandemia. É um parque maravilhoso, que talvez seja o mais completo da região. Vai atender Colombo e até outros bairros de Curitiba, como o Bairro Alto, Bacacheri, Santa Cândida e Atuba”

Muito entusiasmado com o projeto, o secretário falou sobre tudo o que será oferecido.

“Ele é completo, com atividade esportiva, lazer e espaço para shows. Eu acredito que não vai ter nada igual na região metropolitana de Curitiba. A expectativa é de ter uma roda gigante enorme, espaço para show e pista de caminhada. Eu vi o projeto e achei impressionante. Depois de quase dois anos, com todo mundo parado em casa pela pandemia, o turismo vai explodir, porque está todo mundo carente disso. Este tipo de iniciativa vai nos ajudar muito na retomada”

O secretário destacou a importância do projeto ser no formato PPP, como nas Cataratas do Iguaçu e no Parque Vila Velha, o que garante uma qualidade maior no serviço oferecido à população.

“Esse tipo de ação é que dá certo, já que quando entra a iniciativa privada tem tudo para caminhar bem. É bom porque a empresa que ganhar coloca o dinheiro já na construção do parque, com o benefício das obras para o poder público”

Na apresentação do projeto, o presidente da Comec, Gilson Santos, salientou como o parque vai melhorar a qualidade de vida dos moradores de Colombo e região.

“A proposta que temos é dar vida e utilidade a este espaço tão bonito e importante que temos em uma área carente de espaços que possam servir à comunidade”

Prefeito de Colombo durante apresentação do projeto aos vereadores de Colombo

Segundo o prefeito de Colombo, Helder Lazarotto, o projeto ainda está na fase inicial, mas gera grandes expectativas.

“O projeto ainda faz parte de um estudo e está aberto para contribuições e ideias para na sequência ser implementado. Trata-se de uma obra grandiosa, que pode se tornar uma nova opção não só para Colombo, mas toda a região”.

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Paraná recebe projeto-piloto de moradia para população em situação de rua

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, e o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos vão implantar no Paraná um projeto-piloto do Moradia Primeiro (Housing First), voltado a população em situação de rua. Na Secretaria da Justiça, o trabalho será conduzido pelo Departamento de Direitos Fundamentais e Cidadania.

Serão destinados R$ 820,69 mil ao projeto-piloto. A iniciativa proporcionará o acesso direto deste segmento da população à uma habitação permanente, a ser mobiliada também com verba do projeto, além de equipe dedicada ao acompanhamento dos beneficiários.

O Moradia Primeiro vem se consolidando ao redor do mundo como porta de entrada das políticas públicas para a população em situação de rua. O modelo, desenvolvido ao longo dos anos 1990, nos Estados Unidos, tem como objetivo promover a alocação imediata de pessoas em situação de rua em um local estável, seguro e individual. 

“Do ponto de vista econômico, as experiências de Housing First, já desenvolvidas no Canadá, Espanha, Portugal, Alemanha, França e outros países, demonstram que as cidades que aplicam este modelo são bem-sucedidas”, explicou o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

REGISTROS NO ESTADO – Atualmente o Cadastro Único do Governo Federal informa que o Paraná tem 8.659 Pessoas em Situação de Rua (PSR) cadastradas, sendo 2.669 em Curitiba (dados retirados do sistema em 13 de junho de 2020). Segundo informações do mesmo sistema, das PSR em Curitiba, 1.625 informaram que nos últimos seis meses foram atendidas em Instituição de Acolhimento Governamental e 205 em Instituições de Acolhimento não governamental.

Informações AEN.

Câmara aprova em segundo turno projeto que torna academia serviço essencial em Curitiba

Vereadores da Câmara Municipal aprovaram, em uma nova votação nesta segunda-feira (15), o projeto de lei que reconhece como essencial a prática de atividades e exercícios físicos em espaços públicos e academias em Curitiba. Neste segundo turno, após debate, a matéria foi aprovada com 28 votos favoráveis e 1 contrário.

Segundo a proposta de Pier Petruzziello (PTB), o Poder Executivo deve estabelecer normas sanitárias e protocolos a serem seguido. Na prática, a iniciativa retira das restrições impostas durante a pandemia o funcionamento desses espaços, com a justificativa que o sedentarismo traz prejuízos à saúde da população. “Não se está ferindo, em nenhum momento, o protocolo da Saúde”, argumentou o autor da proposta, Pier Petruzziello (PTB).

O texto abrange as atividades físicas praticadas em espaços públicos e em estabelecimentos destinados a essa finalidade, como as academias (saiba mais).

“As [academias] que não seguirem os protocolos devem ser rigorosamente multadas. Academia que tem protocolo sanitário de distanciamento de 1,5 metro, álcool em gel e máscara, e é possível, não tem como ter contaminação. Se partimos desse pressuposto, qualquer restaurante poderia ter contaminação”, afirmou Petruzziello. “O que estamos querendo aqui é que a atividade física seja essencial no período onde a depressão, a tristeza e os medicamentos estão sendo utilizados em excesso. Quanto mais atividade física praticarmos, menos doentes ficaremos.”

Dalton Borba (PDT), Ezequias Barros (PMB), Felipe Braga Côrtes (PSD), Mauro Bobato (Pode) e Professor Silberto (MDB) se manifestaram a favor do projeto de lei. Para o primeiro vereador, as academias não podem ser generalizadas a partir de uma exceção, na eventualidade de um estabelecimento infringir as normas sanitárias. “Hoje o que eu vejo são ônibus lotados. Isso sim é uma grande fonte de transmissão do vírus”, avaliou.

“Devemos mudar a frase do fique em casa. Vemos aí que muitos do que ficam em casa estão ficando doentes, depressivos”, opinou Barros. Conforme Braga Côrtes, o projeto de lei vem de encontro à legislação federal sobre o tema. Na avaliação de Bobato, o setor de serviços e o comércio devem funcionar de acordo com protocolos que minimizem o risco de contaminação da Covid-19. Professor Silberto lembrou de indicação ao Executivo, de sua iniciativa, para a reabertura das academias, aprovada em junho passado.

Professora Josete (PT) justificou o voto contrário: “O centro do debate é qual é, de fato, a ação concreta que existirá a partir da aprovação deste projeto?”. “Como todos aqui colocaram, eu sou a favor da atividade física. A atividade física é fundamental para a saúde, a prevenção de diversas doenças”, ponderou. “É a Secretaria Municipal da Saúde que vai determinar, via decreto, quais são as atividades que devem ser suspensas ou não num determinado período de pandemia ou de outra situação de saúde que venhamos a ter. O que eu acho é que o projeto é inócuo.”

Informações Banda B.