Nova tecnologia em ônibus da RMC permite controle do número de passageiros em tempo real

Uma nova tecnologia implementada nos ônibus do transporte coletivo permitirá a contagem de passageiros no interior dos veículos em tempo real. A tecnologia começou a ser testada esta semana em veículos do transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo o presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gilson Santos, os dados coletados permitirão uma análise mais rápida da operação e, consequentemente, uma tomada de decisão mais ágil e assertiva.

“Nos horários de pico temos cerca de 650 ônibus circulando, mas não conseguimos manter um fiscal em cada um deles. A nova tecnologia, ainda em fase de teste, poderá nos oferecer as informações necessárias para a tomada de decisão e em tempo real, garantindo mais agilidade e assertividade nos ajustes da operação”, explicou Santos.

Além da contagem de usuários, o sistema oferece informações para gestão de frota dos veículos, manutenção preventiva, dados de eficiência da linha, paradas de embarque e desembarque mais utilizadas, entre outros dados.

Um dos destaques é a gravação das imagens no interior dos veículos, proporcionando mais segurança aos usuários. “Como a implementação da tecnologia é feita por meio de câmeras, todo o interior do ônibus estará sendo filmado, intimidando e até espantando pessoas mal-intencionadas”, disse o presidente da Comec.

DISTANCIAMENTO SOCIAL –Os testes são patrocinados pela Associação Comercial do Paraná (ACP), visando garantir o distanciamento social dentro dos veículos do transporte coletivo. O Decreto Estadual 4.951, de julho de 2020, exige que os ônibus transitem com lotação máxima de 65% da capacidade.

“É uma tentativa de garantir mais segurança aos usuários, evitando o aumento na transmissão do vírus e, consequentemente, a adoção de medidas mais restritivas para o comércio geral, além de uma forma de educar a população”, destacou o presidente da ACP, Camilo Turmina.

Os testes serão realizados em dois veículos (um comum e um articulado) da empresa TC Araucária, concessionária de transporte coletivo na RMC. O sistema foi desenvolvido pela startup Milênio Bus. Além de controlar a lotação nos ônibus, em tempo real, um sinal vermelho será aceso caso o ônibus ultrapasse o limite de passageiros permitidos.

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Crianças de escola da RMC reproduzem competições de ‘Round 6’ e direção alerta pais

A popularidade da série sul-coreana “Round 6” entre crianças virou motivo de preocupação para pais e professores da escola O Pequeno Polegar, em São José do Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Na quinta-feira (7), a direção do colégio decidiu enviar uma carta aos responsáveis alertando que crianças de 8 a 10 anos estavam assistindo à produção da Netflix, cuja classificação indicativa é de 16 anos, por trazer cenas de sexo e violência.

No documento, a escola diz ser direito das famílias decidir o que é melhor para as crianças, mas salienta que o conteúdo de “Round 6” impõe riscos psicológicos aos jovens.

“A mensagem desta série em nada se comunica com nosso programa socioemocional, com nossa valorização da família e da vida, com nossa filosofa de escola. Em nada contribui para que seus filhos sejam pessoas melhores e resilientes”

diz o comunicado.

Diretor da escola, Haroldo Andriguetto, 37, diz que começou a ficar preocupado quando viu que a maior parte dos alunos estava reproduzindo as competições de “Round 6”.

Na série, 456 pessoas com problemas financeiros são convidadas a participar de uma competição na qual precisam vencer provas para ganhar um prêmio milionário. Pelas regras do jogo, os competidores participam de jogos infantis, e quem perde é morto, o que eleva o valor do prêmio.

Andriguetto diz que, quando as crianças reproduziam as dinâmicas da série, elas fingiam também que estavam matando umas às outras. “Qualquer pai e mãe ficaria horrorizado com o que eu vi. Ao andar nos corredores, eu estava acostumado a ver crianças felizes, saudáveis, pulando e brincando”, diz ele.

O diretor explica que os alunos estavam deixando, inclusive, cartas nas mesas dos colegas convidando-os para o jogo, a exemplo do que acontece na série. “Ela passa um conjunto de ideias totalmente não emocionais, o que pode mexer com a ansiedade, com o medo e com os níveis de tolerância das crianças.”

Após enviar o documento aos pais, a direção recebeu por volta de 15 emails agradecendo o alerta. Alguns dos responsáveis nem sabiam que os jovens estavam acompanhando “Round 6”.

“Ao conversar com os filhos, eles se surpreenderam porque as crianças sabiam tudo sobre a série.”

Andriguetto diz não ser contrário à narrativa. “Ela tem o seu público, tem a sua mensagem, mas o problema é que ela alcançou as crianças e a imaginação delas.”

Segundo o diretor, a idade que vai de 0 a 10 anos é crucial para o desenvolvimento cognitivo. “Começar a ter contato com esse tipo de mídia nesse momento pode gerar um efeito em cadeia.”

Prejuízos psicológicos

Psicóloga especializada em atendimento às crianças, Júlia Porciúncula, 41, diz que o conteúdo de “Round 6” de fato pode trazer prejuízos psicológicos aos jovens. “Como o ser humano é subjetivo, não dá para adivinhar o futuro. Mas, baseado nas pesquisas que já existem, expor crianças de um modo geral a conteúdo violento gera problemas.”

A especialista diz que cada jovem vai reagir de um jeito, podendo desenvolver quadros de ansiedade, insegurança ou agressividade. Para evitar isso, ela recomenda que os pais fiquem atentos ao conteúdo que os filhos consomem na internet. “É importante não deixar a criança com o eletrônico totalmente disponível. Tem que haver uma supervisão.”

Araucária aprova lei que cria a Rua do Grau para empinar motos

Vereadores de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, aprovaram um projeto de lei que vai regulamentar um espaço para motociclistas poderem fazer manobras com suas motos – empinar e realizar outras peripécias sem infringir as leis de trânsito.

A modalidade esportiva é conhecida como wheelie – ou wheeling ou stunt –, que do inglês pode ser traduzida para as acrobacias feitas pelo piloto ao “dar um grau” na moto.

Embora tenha sido aprovado em segunda votação, ainda não há detalhes sobre o projeto da “Rua do Grau”, nem o local que será usado, como será a fiscalização ou quem poderá praticar. A prefeitura disse que ainda vai analisar o projeto, mas não informou uma data.

Conforme o Código Trânsito em vigência, realizar manobras arriscadas com o veículo fora de local adequado é uma infração grave, que cabe multa e apreensão da motocicleta.

Mais informações Tribuna Paraná