No Paraná, mais de 220 mil crianças sofrem com excesso de peso

Dados do Ministério da Saúde, divulgado pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, mostram que, em 2022, mais de 220 mil crianças e adolescentes estavam com excesso de peso no Paraná, e 35 mil desses casos foram considerados como obesidade. A falta de hábitos saudáveis é o principal fator que impacta diretamente na saúde de todos, inclusive das crianças e adolescentes. A obesidade contribui para o surgimento de outras doenças, como diabetes, problemas ortopédicos, distúrbios psicológicos, doenças cardiovasculares, hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O sedentarismo infantil cresce a cada dia, principalmente durante as férias. Assim, é sempre importante ressaltar que a prática esportiva traz inúmeros benefícios à saúde, dentre os quais: combate o sedentarismo, a obesidade, previne as doenças citadas acima, estimula a convivência em grupos, desenvolve habilidades cognitivas, além de fazer bem para a autoestima e à saúde mental.

Durante as férias escolares há uma preocupação dos pais e dos professores com a falta de atividades que movimentam o corpo, mas essas atividades devem continuar sendo incentivadas pelos pais. A professora de Educação Física na unidade Acesso Campo Largo, Vania Regina Sampaio Sávio, destaca que a rotina de estudos causa cansaço e estresse, e que o descanso durante as férias é necessário, mas atividades físicas devem continuar sendo realizadas. “É necessário realizar atividades que envolvam toda a família, tais atividades precisam ser divertidas e contagiantes, realizar atividades ao ar livre é uma ótima opção”, enfatiza.

Praticar exercícios físicos é importante para manter uma boa saúde física, mental, emocional e social, tanto de crianças quanto adolescentes. A prática melhora a capacidade cardiopulmonar, o desenvolvimento psicomotor de uma atividade sociabilização, a disciplina das regras do esporte, bem como a manutenção do peso adequado para idade. “Esses são os principais benefícios de manter uma atividade física, porém, é necessário ter cuidado e não exagerar nessas atividades. A criança não pode entrar de férias e usar todo seu tempo praticando atividades físicas. É necessário um equilíbrio”, alerta o pediatra do Hospital Santa Cruz/Rede D’Or, Ênio Luís Torricillas.

Apoio dos pais

Atividades prazerosas, como recreação, andar de bicicleta, de patins, andar, correr, fazer trilhas, enfim, existem muitas opções que podem ser desenvolvidas e incentivadas pelos pais, cujo apoio na prática de exercícios físicos durante as férias escolares é fundamental. “Realizar exercícios com quem amamos torna as atividades mais prazerosas, e também motiva a criança e o adolescente a ter uma vida mais saudável”, destaca Vania.

O hábito de fazer exercícios deve ser incorporado na rotina do dia a dia, principalmente para criança, pois este é o melhor método para combater a obesidade e as doenças originadas pelo sedentarismo. “É importante ver a aptidão que cada um de nós temos e ter o cuidado para evitar colocar a criança em uma atividade que ela não goste. Isso vai gerar frustração e desistência. Se a criança não gosta de jogar bola, não adianta colocar em uma escola de futebol. Procure uma atividade que ela goste de fazer pra que isso a incentive a se manter no esporte”, aconselha o médico.

Uso de telas

Com a pandemia, o número do uso de telas (celulares, tablets, vídeo games, entre outros) por crianças e adolescentes aumentou. O uso excessivo dessas tecnologias causa mudanças extremas no comportamento de crianças e adolescentes e que são muito significativas, pois alteram o comportamento causando irritação, depressão e dificuldade de aprendizado em muitas crianças.

Segundo projeção da World Obesity Federation, até 2030, 30% da população brasileira será obesa ou estará com sobrepeso. “Quanto mais tempo em frente às telas, seja de computador, videogame ou televisão, menor será o interesse por atividades ao ar livre com gasto de energia, sejam elas em grupo ou individuais. É necessário incentivar que as crianças gastem essa energia, que saiam, respirem, socializem. Não é recomendado mandar o filho jogar vídeo game para ter um pouco de sossego”, alerta o pediatra.

É importante que a prática de atividades físicas seja incentivada desde a infância, mas é preciso respeitar a vontade e a preferência da criança pela atividade escolhida. “Tais atividades desenvolvem um corpo saudável, fortalecem ossos e músculos, aumentam a força e a resistência, desenvolvem as habilidades globais, incentivam a convivência com outras crianças e trabalham a comunicação, mas para isso essas atividades devem ser divertidas”, acrescenta a professora Vania.

Brasil é o país mais sedentário da América Latina

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 47% dos brasileiros são sedentários. Este número, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elenca o Brasil como o mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial.

Os dados acima são preocupantes e a melhor forma de reduzi-los é a prática de exercícios físicos. O pediatra do Hospital Santa Cruz/Rede D’Or, Ênio Luís Torricillas, enfatiza que este hábito deve ser desenvolvido na rotina de toda a família e não apenas para os filhos, sejam eles crianças ou adolescentes. “A criança precisa de um exemplo dentro de casa e deve ter algum tipo de atividade que realize junto com o pai ou com a mãe, isso contribui também proximidade e fortalecimento do vínculo familiar”, destaca.

Em 2023, para quem pretende começar uma atividade física, é importante destacar que fique atento com a alimentação e deve se manter hidratado antes e durante a prática de exercícios, pois esses hábitos ajudam a alcançar resultados mais satisfatórios e a manter a saúde em dia. “Incluir frutas, verduras e legumes na alimentação é importante, pois esses alimentos são ricos em vitaminas, minerais, água e fibras. As frutas têm sabor adocicado e protegem contra doenças, previnem a obesidade e garantem o desenvolvimento saudável, tanto dos pequenos, quanto dos adultos”, finaliza a professora de Educação Física na unidade Acesso Campo Largo, Vania Regina Sampaio Sávio.

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Câncer de pele: exame de ultrassom é alternativa para diagnóstico precoce da doença

O verão é uma das estações do ano mais aguardada por muitos brasileiros. Com ele vem praia, piscina, atividades ao ar livre e claro muito sol. Mas é justamente neste cenário que grande parte da população deixa os cuidados de lado e se expõe aos riscos do câncer de pele.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que 700 mil novos casos por ano devem ser registrados entre 2023 e 2025. Hoje, o tumor de pele representa 30% dos casos de câncer diagnosticados no país.

Claro que a maneira mais eficaz de evitar o câncer de pele é redobrar os cuidados. Atenção aos horários de exposição ao sol, protetor solar, bonés, chapéus e roupa com proteção UV são aliados importantes e fundamentais quando o assunto é prevenção.

Por outro lado, ficar atento às alterações na pele, como o surgimento de novas manchas ou mudanças nas já existentes, além das consultas periódicas com o dermatologista, contribuem para um diagnóstico precoce da doença.

O ultrassom de pele pode ser um aliado no diagnóstico precoce?

O exame mais comum para se obter o diagnóstico do câncer de pele é por meio da biópsia. Mas o ultrassom é um importante aliado que complementa o exame clínico e também muito solicitado pelos médicos para investigar tumores, lesões, traumas, ferimentos e edemas com maior detalhamento.

Isso porque a alta resolução do ultrassom permite que o médico analise as lesões a partir do estudo detalhado das camadas da pele, observando o tamanho, profundidade e vascularização. Além disso, o exame não é invasivo, sua realização é rápida e prática, sem a necessidade de preparação e sem restrições.

Por ser um exame tão difundido a precisão do diagnóstico feito com auxílio da ultrassonografia ganha ainda mais importância, pois é fundamental para um tratamento ágil e bem sucedido, de milhares de pacientes.

Tecnologia de ponta com DNA brasileiro

Hoje, aparelhos de ultrassom com alta tecnologia são produzidos pela Imex Medical Group, uma empresa brasileira que está presente em unidades de saúde, clínicas e hospitais públicos e privados, garantindo que seus clientes ofereçam à população um exame ágil e preciso.

Seu portfólio na linha de ultrassonografia atende a todas as necessidades do mercado, com destaque para a linha premium, que possui dois modelos, XCUBE 70 e 90. Estes aparelhos fornecem imagens de alta resolução, mais claras e detalhadas, o que permite ao profissional de saúde melhor percepção e facilidade de diagnóstico. Outro avanço é o aumento da velocidade na transmissão e processamento de dados em até 14 vezes em comparação com os produtos existentes que unidos a transdutores de alta frequência (até 25 MHz) prometem auxiliar neste diagnóstico.

A Imex investe constantemente em pesquisa e desenvolvimento, para entregar ao mercado nacional aparelhos com a melhor tecnologia mundial.

Hospital, UPA ou Unidade de Saúde: como saber onde buscar atendimento?

Dores no peito, febre, torção no pé, falta de ar, intoxicação alimentar, resfriado ou fratura. Esses são só alguns exemplos de problemas comuns de saúde que movimentam todos os dias as salas de espera de Unidades Básicas de Saúde (UBS), de Pronto Atendimento (UPA) e ainda prontos-socorros de hospitais. E uma dúvida muito comum entre a população é justamente qual unidade procurar em cada caso. Mesmo que, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 85% dos problemas de saúde possam ser resolvidos sem a necessidade de ir a um serviço de emergência ou pronto-socorro, a maior parte da população ainda recorre, primeiro, à emergência hospitalar.

Longas filas para exames, concentração de pacientes e sobrecarga da equipe de atendimento se tornam alguns dos maiores desafios das instituições de saúde. Apesar da busca pelo atendimento ser complexa e diversificada, a pandemia trouxe importantes aprendizados sobre o funcionamento desse tipo de serviço. Mesmo assim, algumas incertezas permanecem a respeito das diferenças nos suportes oferecidos por Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento ou hospitais.

UBS

Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a chamada porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), também conhecida como posto ou centro de saúde. São estabelecimentos que dão acesso a atendimentos de rotina, consultas, tratamentos, medicamentos gratuitos, vacinas e acompanhamento médico. Também é o caminho indicado para casos leves e moderados, como sintomas de gripe, tontura, dor abdominal, mal-estar, diarreia, vômito e conjuntivite, além de tratamento e acompanhamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). 

A UBS conta com médicos de família que têm uma formação ampla e integrada, preparados para fazer o atendimento de pacientes de todas as idades. “O principal objetivo dessas unidades é oferecer atendimento para os problemas de saúde da população, quando não houver a necessidade de encaminhamento para outros serviços, como emergências e hospitais”, explica Rômulo de Almeida Torres, cardiologista dos hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat.  

UPA

Com o foco na atenção às urgências e emergências, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) têm funcionamento 24 horas por dia e todos os dias da semana. O atendimento é realizado pelo pronto-socorro, onde há uma equipe médica que investiga e trata doenças como hipertensão, febre alta, fraturas, cortes, infartos e derrames. Com mais recursos do que um posto de saúde, a unidade atende pacientes de média complexidade, um meio-termo entre centro de saúde e hospitais.

A estrutura, equipada com raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação, colabora para a diminuição das filas nos prontos-socorros dos hospitais. Na unidade, os médicos prestam atendimentos que controlam os sintomas e detalham o diagnóstico, permitindo que o paciente seja estabilizado e possa voltar para casa. Mas, em caso de não apresentar melhoras no estado de saúde, ele é encaminhado para um hospital.

Pronto-socorro

Fraturas expostas, fortes traumas, infartos, convulsões, pneumonias, AVCs e hemorragias são situações que pedem um atendimento imediato. O destino correto para ocorrências de alta complexidade como essas é o pronto-socorro de hospitais, que atende os casos graves geralmente encaminhados pelos serviços de urgência e emergência, como Siate e Samu. Com uma equipe multiprofissional – composta por médico emergencista, cirurgião-geral, ortopedista, neurocirurgião, clínico-geral e enfermeiros -, os pacientes são acolhidos, avaliados e classificados por meio de uma triagem que segue recomendações mundiais.

Referência em suporte a vítimas de trauma, o pronto-socorro do Hospital Universitário Cajuru de Curitiba (PR) realiza em média 33 mil atendimentos por ano, que podem dar sequência a internamentos, cirurgias e consultas ambulatoriais. “É elevado o número de vítimas que chegam aqui com um quadro clínico de alta complexidade. Acidentes com motos e atropelamentos são os que costumam resultar em lesões de maior gravidade. Nessas situações, a manutenção da vida é a prioridade do atendimento”, explica Rômulo de Almeida Torres, coordenador médico do pronto-socorro da unidade que tem atendimento 100% via SUS.

Pronto atendimento

O pronto atendimento de um hospital também recebe pacientes com quadros de saúde delicados e que não podem aguardar o agendamento de consulta, porém com menor gravidade. Destinadas a realizar um atendimento mais rápido, sobretudo para quem não corre risco de vida iminente, as unidades estão preparadas para oferecer prontamente todos os cuidados necessários. São equipes multidisciplinares e especializadas que tratam pacientes que apresentam machucados, dores, alergia, falta de ar e infecções, por exemplo.

Importante centro de saúde, o Hospital Marcelino Champagnat se consolidou durante a pandemia como referência no tratamento de pacientes com a covid-19. “No pronto atendimento, estamos de portas abertas para pacientes com problemas de saúde agudos, ou seja, alterações fora do padrão de saúde e que precisam de uma intervenção imediata”, conclui Rômulo, que também é coordenador médico do Pronto Atendimento do Hospital Marcelino Champagnat.

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