Museu Paranaense reabre neste sábado com quatro mostras inéditas

Depois de mais de um ano de portas fechadas ao público em decorrência da pandemia da Covid-19, o Museu Paranaense (Mupa) reabre neste sábado (8) com quatro novas exposições: “Agrocorpus”, “Curitiba: Símbolos em Questão”, “Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta” e “Educação pela Pedra”. Seguindo todos os protocolos de segurança, o museu estará repleto de novidades para quem está com saudades do contato direto com a cultura. Visitas aos finais de semana e feriados, mais sujeitos à aglomeração, deverão ser agendadas no site do museu.

Museu Paranaense reabre neste sábado com quatro mostras inéditas – Curitioba, 06/05/2021 – Foto: Marcelo Almeida

Dando início à parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, do Recife (PE), o Mupa apresenta “Educação pela Pedra”, mostra com curadoria de Moacir dos Anjos e que tem como eixo temático o centenário de nascimento do escritor e poeta recifense João Cabral de Melo Neto. As obras investigam os afetos canalizados pelos versos do poema que dá nome à exposição, escritos em 1966.

“O poema nos apresenta a pedagogia da pedra e a sua capacidade de nos ensinar por ela própria, uma cartilha muda, mas que nos educa. Pode ser entendida como a metáfora de nossa relação com a arte: a capacidade que a arte tem de nos emancipar e educar por ela própria, nos fazer ver o mundo de outra maneira”, afirma o curador, que inaugurou a ponte aérea do projeto no final de novembro de 2020 para a montagem da mostra.

Participam da exposição os artistas Oriana Duarte, Marcelo Moscheta, Jonathas de Andrade, Jimmie Durham, Cinthia Marcelle, Traplev, Agrippina Manhattan, Louise Botkay e Randolpho Lamonier, além de Caetano Veloso, que só entrou na montagem curitibana. A canção do músico baiano “If you hold stone”, que permeia a mostra, foi composta no exílio em homenagem à artista brasileira Lygia Clark e descreve a experiência de interagir com o trabalho da artista, sugerindo que o contato com a pedra gera conhecimento.

As obras reunidas no espaço expositivo do Museu, no Centro Histórico da Capital, têm ou não a pedra como referência direta, mas de alguma forma remetem às lições do poema de João Cabral: a resistência, a concretude, a concisão e a impessoalidade. São audiovisuais, instalações e fotografias que desafiam o espectador na capacidade de articular a arte com a sua própria bagagem e aspirações.

Museu Paranaense reabre neste sábado com quatro mostras inéditas – Curitiba, 06/05/2021 – Foto: Museu Paranaense

ERVA-MATE 

Também em cartaz, “Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta” propõe diferentes olhares sobre a erva-mate por meio de obras, objetos e documentos históricos provenientes do acervo do Mupa. A mostra faz parte do Circuito Ampliado – Acervos em Circulação, que contará com exposições em dois locais. Além do Museu Paranaense, o Palacete dos Leões, sede do Espaço Cultural do BRDE no Paraná, receberá em breve a mostra “Narrativas e Poéticas do Mate”. O circuito conta com a parceria do Museu Oscar Niemeyer e terá vigência até 2022.

A exposição montada no Mupa apresenta a erva-mate a partir de alguns eixos: os usos e saberes dos povos indígenas do Sul ligados à planta, bem como seus primeiros locais de cultivo: as florestas; o beneficiamento artesanal da erva-mate por pequenos produtores; e aspectos relacionados à representação científica e artística da natureza feitos por viajantes estrangeiros e pesquisadores.

Fazem parte da exposição um amplo conjunto de fotografias, peças tridimensionais, reproduções do álbum Voyage pittoresque et historique au Brésil, de Jean Baptist Debret, além da emblemática fotopintura Família Kanhgág no Museu Paranaense, de 1903, especialmente restaurada para fazer parte da exposição.

Dentre as dezenas de peças do acervo do Mupa, a exposição conta ainda com uma obra do artista indígena wapichana Gustavo Caboco. De maneira poética, ela propõe uma atualização da história indígena ligada à erva-mate, questionando o lugar dos saberes dos povos originários em contraposição à história “oficializada”. A obra comissionada faz parte do acervo da instituição.

“Entendemos que dessa forma reforçamos o diálogo com as comunidades que representam os temas abordados, trazendo uma reflexão sobre o papel do museu na sociedade”, afirma a diretora do Museu, Gabriela Bettega.

VIDEOPERFORMANCE 

A instalação “Agrocorpus”, em exposição no Espaço Vitrine, traz a videoperformance do artista Rodrigo PC. A proposta expositiva foi uma das selecionadas no I Edital de Ocupação do Espaço Vitrine, lançado pelo Mupa em 2020. Além de Agrocorpus, foram selecionadas mais duas propostas expositivas: “Como fazer um buraco em uma pedra com uma colher”, de Érica Storer de Araújo, e “Finalmente Museu!”, do escritório de arquitetura CLUBE.

Com 23 minutos de exibição, a obra estabelece uma conexão entre o corpo negro, o solo e as forças da natureza, explorando a resistência do artista em estado estático. “Rodrigo PC traz à tona em suas performances as entranhas de uma história escrita às custas da pele negra e indígena, que, assim como ele, tem os pés fincados no chão do Brasil, feito raiz que brota e rompe o solo seco da narrativa”, reflete a artista e pesquisadora Roberta Stubs no texto curatorial. 

SÍMBOLOS 

Em tempos proibitivos para viagens transterritoriais, o Mupa propõe uma jornada histórica entre o passado e o presente da Capital com a mostra “Curitiba: Símbolos em Questão”. Entre os objetos que fazem parte da exposição, peças importantes que ajudam a compor a iconografia da cidade, tais como a escultura do século XVII “Nossa Senhora da Luz dos Pinhais” e a pintura “Cidade Adormecida”, do artista norueguês radicado no Paraná, Alfredo Andersen.

Três registros fotográficos do artista Fernando Zanoni, que fazem um contraste com os objetos históricos presentes na exposição, foram adquiridos para a mostra e passam a integrar o acervo do museu. “Uma experiência interessante que a exposição pode trazer é poder olhar para o passado e o presente em um único espaço. Por meio de um grande contraste entre histórias e memórias das diferentes épocas é possível perceber o grande desenvolvimento da cidade nos últimos tempos”, indica Gabriela Bettega.

MUSEU PARANAENSE 

Idealizado por Agostinho Ermelino de Leão e José Candido Murici, o Museu Paranaense foi inaugurado no dia 25 de setembro de 1876, no Largo da Fonte, hoje Praça Zacarias, em Curitiba. Com um acervo de 600 peças, entre objetos, artefatos indígenas, moedas, pedras, insetos, pássaros e borboletas, era então o primeiro no Paraná e o terceiro no Brasil.

Museu Paranaense reabre neste sábado com quatro mostras inéditas – Curitiba, 06/05/2021 – Foto: José Fernando Ogura/AEN

Em 1882 transformou-se em órgão oficial de Governo do Estado, passando a receber contínuas doações. Desde a sua inauguração, ocupou seis sedes, até fixar-se na atual, o Palácio São Francisco. Segmentado entre Antropologia, Arqueologia e História, o espaço está estruturado para a realização de projetos e atividades culturais, atingindo os diversos segmentos sociais.

Serviço

Museu Paranaense – Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco – Curitiba
De terça a domingo, das 10h às 17h30
Para visitar o local aos finais de semana é preciso agendar a visita previamente pelo Sympla.
Nos demais dias, não é necessário agendamento.
Entrada gratuita

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Confira cinco exposições imperdíveis pelos museus de Curitiba

Com as portas abertas e todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Estado do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte.

As instituições estão na mesma área (entre Centro, Centro Histórico e Centro Cívico), o que facilita percorrer os museus em um único grande passeio para conhecer as novidades montadas durante as restrições de circulação e que agora podem ser aproveitadas pelo público.

Vale lembrar que é expressamente obrigatório o uso de máscaras protetoras no interior dos museus, que estão sinalizados para manter o distanciamento entre os visitantes e equipados com tapetes sanitizantes e dispositivos de álcool em gel.

Nesse pequeno roteiro, a Secretaria da Comunicação Social e da Cultura apresenta cinco das principais exposições em cartaz nessas instituições.

Schwanke, uma Poética Labiríntica (MON)

O icônico Olho do MON apresenta um dos artistas mais premiados da arte brasileira. Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) tem a singularidade de permitir diferentes abordagens em sua obra e se estender por variadas formas, o que inclui desenhos, pinturas, livros, objetos, esculturas e instalações, num conjunto complexo e surpreendente. Com curadoria de Maria José Justino, a mostra faz uma retrospectiva do trabalho do artista desde a década de 1970 até as últimas produções, num total de mais de 150 obras, sendo boa parte inédita.

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico

Terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Educação pela pedra (Mupa)

Com curadoria de Moacir dos Anjos, a mostra inaugura a parceria entre o Museu Paranaense (Mupa) e a Fundação Joaquim Nabuco, do Recife. As obras de importantes artistas contemporâneos reunidas no belo espaço expositivo do Mupa, Centro Histórico da Capital, têm ou não a pedra como referência direta, mas de alguma forma remetem às lições do poema Educação pela Pedra, escrita por João Cabral de Melo Neto em 1966: a resistência, a concretude, a concisão e a impessoalidade. São audiovisuais, instalações e fotografias que desafiam o espectador na capacidade de articular a arte com a sua própria bagagem e aspirações.

Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco

Terça a domingo, das 10h às 17h30. Aos finais de semana é necessário fazer agendamento prévio AQUI

Entrada gratuita

Com as portas abertas e com todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte. – Curitiba, 15/07/2021 – Foto: Kraw Penas/SECC

Verdeazul – mostra individual de Dulce Osinski (MAC)

Museu de Arte Contemporânea do Paraná apresenta a exposição inédita Verdeazul, da artista paranaense Dulce Osinski. Ela investiga uma das grandes utopias da modernidade: a natureza. Nas palavras do curador Benedito Costa Neto, “a humanidade demorou séculos para ver o mundo de cima”, e Dulce – maravilhada, curiosa e encantada com essa questão – apresenta essas paisagens a partir de uma perspectiva que dá a sensação de “sermos deuses” ou anjos, observando o mundo do alto.

A exposição abrange a produção mais recente da artista: pinturas, gravuras e aquarelas produzidas entre 2008 e 2021, e é acompanhada de uma segunda mostra complementar, realizada na Sala Adalice Araújo (na sede da Superintendência-Geral da Cultura) onde o público pode conhecer outros trabalhos de Dulce Osinski, que fazem parte da coleção do MAC Paraná.

MAC no MON

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico

Terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Sala Adalice Araújo

Rua Ébano Pereira, 240 – Centro

Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h

Entrada gratuita

Com as portas abertas e com todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte. – Curitiba, 15/07/2021 – Foto: Kraw Penas/SECC

Mostra permanente (MCAA)

A mostra permanente do Museu Casa Alfredo Andersen é focada nas obras do pintor em suas diversas fases. Lá é possível encontrar exemplares de seus três períodos, o norueguês (1873-1892), o litorâneo (1892-1902) e o curitibano (1902-1935). O curioso é perceber como o ambiente e o clima influenciaram Andersen em cada momento de sua vida: das paisagens, que transitam entre o realismo e o romantismo, até os retratos da sua fase final, carregadas de uma emoção pura, como escreveu a crítica Adalice Araújo. As pinturas do “pai da pintura paranaense” são, além de tudo, um símbolo do trânsito cultural entre o Brasil e a Europa na primeira metade do século XX.

Rua Mateus Leme, 336 – Centro

Terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; sábados e domingos, das 10h às 16h

Entrada gratuita

Ilhas da Imaginação (MIS-PR)

Partindo de seu acervo tridimensional, a exposição do Museu da Imagem e do Som do Paraná é um mergulho pelos dados históricos, técnicos e curiosidades, guiando o público para memórias e invenções audiovisuais. A coleção conta hoje com aproximadamente mil itens, entre câmeras fotográficas, filmadoras, moviolas, toca-discos, vitrolas, televisores, projetores e muitos outros equipamentos ligados às áreas de cinema, fotografia, rádio e televisão, doados ao museu pela comunidade, veículos de comunicação e instituições locais.

Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro

Terça a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 16h

Entrada gratuita

Cine Passeio reabre ao público, mas com regras sanitárias contra a covid-19

Adaptado às exigências sanitárias para controle da disseminação do novo coronavírus, o Cine Passeio retoma sua programação presencial nesta quinta-feira (15/7). Serão duas sessões diárias em cada uma das duas salas de exibição (Cine Luz e Cine Ritz), que estarão com a capacidade reduzida e ênfase na venda on-line de ingressos. O local estará aberto de terça-feira a domingo, das 13h às 22h.

Na Sala Cine Luz, o público poderá ver o dinamarquês vencedor do Oscar 2021 de melhor filme internacional Druk, Mais Uma Rodada, de Thomas Vinterberg. O filme abre a sessão especial em que, nas próximas semanas, serão exibidos os principais vencedores da Academia neste ano. O outro selecionado é Anna, do brasileiro Heitor Dhalia. 

Na Sala Cine Ritz estarão a estreia nacional 4 x 100, Correndo Por Um Sonho, de Tomas Portella, e o francês Os Melhores Anos de Uma Vida, de Claude Lelouch. A programação segue até 21 de julho.

Adaptações

Dos 91 lugares existentes em cada ambiente, 45 serão liberados para ocupação. O controle de distanciamento social é feito pelo sistema inteligente de venda de ingressos, que obedece à metragem mínima entre os espectadores. Por causa disso, não será permitida a troca de assentos.

Terminado o filme, o público deixará as salas aos poucos, por fileira ocupada. Assim, os primeiros a sair serão os que estiverem mais próximos da tela. Após as exibições, cada sala será higienizada com um produto específico para salas de cinema, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O sistema de ar condicionado foi higienizado, incluindo os dutos. Além disso, durante as sessões, haverá renovação de ar exterior. Após o término do filme, as salas serão abertas para ventilação.

O público

Para assistir aos filmes, o público precisa comparecer ao Cine Passeio usando máscara corretamente colocada sobre o rosto e, antes de entrar, aplicar álcool em gel e aferir a temperatura corporal. Álcool e termômetro serão oferecidos no local, que também conta com tótens de autoatendimento para compra e retirada de ingressos e tapetes sanitizantes nos acessos ao prédio e à cafeteria.

Nesse local, que também retirou parte de suas mesas e cadeiras para cumprir as regras sanitárias de distanciamento social, o cardápio físico foi substituído pelo menu virtual. Para escolher o que comer e beber, os frequentadores apontarão o smartphone para o QR Code disponível nas mesas e no caixa.

Os banheiros também foram adaptados e oferecerão, cada um, apenas dois boxes sanitários e duas pias. O terraço e os ambientes do subsolo permanecerão temporariamente fechados. Quando necessário seu uso, o elevador poderá ser acessado apenas por uma pessoa de cada vez. O objetivo é reduzir ao máximo as oportunidades de aglomeração, apesar de o local contar com uma equipe de agentes circulando para evitar o descumprimento das normas sanitárias.

A retirada da máscara de proteção será permitida apenas durante o consumo de bebidas e alimentos, na cafeteria e nas salas de exibição, sendo obrigatória sua recolocação no restante da permanência no local. É proibido a circulação de pessoas sem máscara nos corredores, escadas e elevadores.

Salas virtuais mantidas

As salas virtuais de cinema, inauguradas em 2020 em decorrência da pandemia de covid-19, seguirão com sua programação. Na Sala Cine Vitória, que apresenta filmes grátis, continuam em cartaz o policial americano Crime Sem Saída, de Brian Kirk, em que o ator Chadwick Boseman desempenhou um dos últimos papéis, e o drama mexicano A Camareira, de Lila Avilés. A estreia fica por conta do drama americano A Vida de Diane, escrito e dirigido por Kent Jones e com produção de Martin Scorsese.

Em parceria com a SP Cine, também estará disponível o documentário brasileiro A Fonte da Juventude, de Estevão Ciavatta, enquanto pelo portal argentino Cine AR as atrações são o suspense Río, de Santiago Canel, e o documentário Guido Models, de Julieta Sans. Ambos poderão ser vistos em versão original, em espanhol e sem legendas.

Na Sala Cine Plaza, para filmes novos e pagos, estreiam o drama canadense 14 Dias, 12 Noites, de Jean-Philippe Duval, e a comédia dramática irlandesa A Última Viagem, de Aoife Crehan. Seguem em cartaz o drama russo Linha Tênue, de Boris Khlebnikov; o suspense irlandês O Segredo do Lago, de Phil Sheerin; o policial canadense Máfia S.A., de Daniel Grou; e o drama americano Elyse – A Coragem Vem do Coração, de Stella Hopkins.

Serviço: reabertura do Cine Passeio

Data: a partir desta quinta-feira (15/7)
Endereço: Rua Riachuelo, 410, Centro
Ingressos pelo site http://www.ingresso.com/ ou nos tótens existentes no local
Filmes da semana: http://www.cinepasseio.org (disponível a partir de 15/7)

Valores dos ingressos
Terça e quarta – valor promocional (R$ 12 inteira e R$ 6 meia)
Quinta e sexta – sessões das 15h30 e 16h com valor promocional (R$ 12 e R$ 6). Sessões das 19h30 e 20h com valor normal (R$ 16 e R$ 8)
Sábado e Domingo – valor normal (R$ 16 e R$ 8)

Programação virtual
Cine Luz e Cine Ritz
Filmes da semana: http://www.cinepasseio.org/foldervirtual