Mulheres em situação de violência recebem atendimento humanizado nas Casas da Mulher Brasileira

Um espaço com atendimento humanizado, que reúne órgãos públicos voltados ao acolhimento de mulheres em situação de violência. Essa é a proposta da Casa da Mulher Brasileira (CMB), atualmente em funcionamento nos municípios de Campo Grande (MS), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Brasília (DF) e Boa Vista (RR). A iniciativa é do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e conta com a parceria de gestores públicos locais.

As Casas integram, no mesmo espaço, delegacia especializada, Juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, acolhimento e triagem, apoio psicossocial, promoção de autonomia econômica, brinquedoteca, alojamento de passagem e central de transportes.

No país, são quatro tipologias em implementação. A CMB tipo I possui área construída de 3.700 m², onde são oferecidos todos os serviços disponíveis para capitais e cidades com população acima de um milhão de habitantes. Já a tipo II tem área de 1.400 m² para atender cidades acima de 500 mil até um milhão de habitantes, com todos os serviços disponíveis, em escala menor.

Quanto à CMB tipo III, são 390 m² de área construída, onde são oferecidos alguns serviços para atender municípios acima de 100 mil até 500 mil habitantes. No que se refere ao tipo IV, a unidade possui 190 m², com alguns serviços disponíveis para cidades com população acima de 50 mil até 100 mil pessoas.

Para estados e municípios interessados em aderir à iniciativa, também existe a possibilidade de adaptar edifícios já existentes por meio de reforma, com o intuito de implantar uma Casa da Mulher Brasileira por meio de parcerias.

Saiba os endereços das sete CMBs em funcionamento no país <https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2022/eleicoes-2022-periodo-eleitoral/CMBsemfuncionamentonopas.pdf

Acesse mais informações sobre as CMBs <https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres>

Ligue 180

Sob a gestão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), o Ligue 180 é um canal de atendimento exclusivo para mulheres, em todo o país. Além de receber denúncias de violência, como a familiar ou política, o serviço compartilha informações sobre a rede de atendimento e acolhimento à mulher em situação de violência e orienta sobre direitos e legislação vigente.

O Ligue 180 pode ser acionado por meio de ligação, site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos  <https://www.gov.br/mdh/pt-br/ondh> (ONDH), aplicativo Direitos Humanos <https://www.gov.br/mdh/pt-br/apps/direitos-humanos-brasil> , Telegram (digitar na busca “Direitoshumanosbrasil”) e WhatsApp (61-99656-5008). O atendimento está disponível 24h por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

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Mais de 500 profissionais e estudantes participaram de seminário do CRESS-PR sobre Assistência Social

Durante as três noites de evento, nos dias 2, 3 e 4 de agosto, profissionais e especialistas no assunto abordaram a temática “Em defesa de um SUAS que proteja”. O objetivo do seminário, além da própria socialização entre profissionais acumulada nos ciclos de debate, foi construir estratégias de fortalecimento das pautas coletivas da categoria. As três transmissões feitas pelo Youtube contam com mais de 2.800 visualizações.

No primeiro dia do evento, durante a mesa de abertura, a Presidenta do CRESS-PR, Andréa Braga, falou da importância da realização do seminário para a defesa das políticas públicas.

“Ressaltamos a relevância da importância desse processo que perpassa toda a discussão voltada aos debates e construção de conhecimento e, principalmente, as possibilidades de se debater estratégias de fortalecimento das pautas coletivas da nossa categoria. Os desafios são inúmeros. Nós, Assistentes Sociais, enquanto classe trabalhadora, temos vivenciado diretamente e enfrentado cotidianamente os ataques da democracia, processo do que envolve o desmonte das estruturas institucionais no cenário acentuado de fome, pobreza, desigualdade que acomete milhares de brasileiras e brasileiros”, discorreu.

Segundo Andréa, é necessário que, unida, a classe lute para ampliar o debate, fomentar a participação popular e concretizar ações que que fortaleçam a política de assistência social se faz urgente.

“Esse é um espaço privilegiado para que nó possamos construir possibilidades, esforços em conjunto, reflexão, análise para materialização do que é sugerido para nós como tema desse evento, na defesa de um SUAS que proteja. Por isso, os nossos desafios são imensos. Mas nossa força, coragem, organização política tem sido forjada em processos de resistência e superação das desigualdades”, refletiu.

Palestras

Durante os três dias de seminário, as (os) palestrantes contribuíram com suas reflexões e olhares nas temáticas relacionadas à defesa das políticas públicas, dentre elas, a assistência social. No primeiro dia, as (os) palestrantes Márcia Lopes, Adrianis Galdino e Claudiane Tavares trouxeram para o debate o tema: “Assistentes sociais enquanto força coletiva na construção da política de Assistência Social: gestão, execução e controle social”. Já no segundo dia, o tema “O Cenário da Política de Assistência Social e as particularidades do Paraná – desigualdades, diversidades, desproteções e resistência” foi apresentado pela palestrante, Jucimeri Silveira. Por fim, no último dia do evento, a temática: “Defesa, proteção e a importância da vigilância socioassistencial” foi apresentada pelas palestrantes Denise Colin e Ana Cláudia Martins.

Jucimeire Silveira destacou os aspectos relacionados ao cenário da política de assistência social e as particularidades do Paraná. “As desigualdades sociais e a violência já vinham aumentando no Brasil e no Estado do Paraná antes mesmo da pandemia. Nós temos infelizmente no cenário brasileiro uma situação de desinvestimentos nas políticas sociais não só por conta da emenda constitucional de 95 que congelou por 20 anos os gastos sociais, mas também por uma série de outras medidas que desorganizam e desestruturam as políticas sociais brasileiras que estão relacionadas aos direitos de igualdade”, afirmou.

Feira de Emprego encoraja protagonismo profissional de pessoas com deficiência

Promover conexões entre empresas e pessoas com deficiência. Esta é a proposta da Feira de Emprego para Pessoas com Deficiência, cujas inscrições estão abertas até dia 12 de agosto. Realizada pela Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID Brasil), em parceria com o Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Curitiba (PR), a iniciativa ocorrerá no dia 17 de agosto, no Salão da Secretaria da Pessoa com Deficiência, na Rua Schiller, nº 159, no Cristo Rei. 

A finalidade da feira é aumentar a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, criando oportunidades para o desenvolvimento de suas habilidades e do protagonismo em suas trajetórias profissionais. “A feira é destinada à pessoas com deficiência, maiores de 18 anos, que gostariam de ter uma oportunidade de ingressar no mercado de trabalho formal, ou seja, no mundo do trabalho. Além disso, o evento possibilitará trocas de aprendizado, sociabilidade e inclusão para todos os participantes da feira”, afirma Diogo Neves Melo, Diretor de Projetos Governamentais da ASID Brasil. 

Em um estudo sobre a temática, a ASID constatou que a ausência de oportunidades de capacitação e desenvolvimento e a baixa disseminação de dados sobre os tipos de deficiência e suas potencialidades são os principais obstáculos para a inclusão profissional de pessoas com deficiência. Esse cenário desencadeia desigualdade salarial e de oportunidades em comparação a quem não possui deficiência. 

Para encorajar ações que mudem esse panorama, a ASID realizará uma sensibilização com as empresas que contratarem uma ou mais pessoas com deficiência durante a feira. Esta sensibilização será realizada com os gestores das corporações e terá duas horas de roda de conversa e materiais de estudo selecionados. 

A Feira de Emprego para Pessoas com Deficiência funciona apenas com horários agendados, no período da manhã e da tarde, e as empresas podem se inscrever clicando no link. Já os participantes podem se inscrever clicando aqui. 

Humanização do ambiente corporativo

A inserção no mercado de trabalho não contribui apenas com a autonomia da pessoa com deficiência, como também promove empoderamento, sensação de produtividade e de pertencimento a um grupo. Todos esses fatores culminam em repercussões sociais, psicológicas e no exercício da cidadania.

Consequentemente, as empresas também são beneficiadas, já que uma equipe de profissionais inclusiva gera inúmeros impactos positivos para os empregadores, revela a consultoria Mckinsey & Company. As diferentes características de cada um corroboram para trazer múltiplas ideias, perspectivas e soluções de problemas. Quando as empresas investem em diversidade e inclusão, isso se torna uma vantagem competitiva, pois as equipes possuem maior capacidade de adaptação e se tornam mais eficazes e inovadoras. 

A Mckinsey reforça que funcionários de empresas comprometidas com a diversidade têm cerca de 150% mais chances de propor novas ideias e alternativas para o trabalho. O conjunto de habilidades variadas se complementa e ajuda a humanizar as empresas, criando um ambiente organizacional motivador e preparado para a resolução de conflitos.  Por isso, as companhias que se preocupam com a inclusão estão mais propensas a colher bons resultados.

Segundo a ASID, “além de estarem de acordo com a legislação de cotas e com o cumprimento da responsabilidade social, as empresas também ganham com a inclusão e diversificação de seu quadro de colaboradores. A inclusão de pessoas com deficiência promove um ambiente humanizado, diversificado e coletivo, além de dar oportunidade para potencializar futuros profissionais”, pontua Diogo Neves Melo, da ASID Brasil.

Serviço

Feira de Emprego para Pessoas com Deficiência

Data: 17 de agosto

Local: Salão da Secretaria da Pessoa com Deficiência (Rua Schiller, nº 159 – Cristo Rei – Curitiba – PR) 

Horários agendados no período da manhã e tarde.

Formulário de inscrição para empresas: https://forms.gle/GkeyhNUMpGEaatcJ8

Formulário de inscrição para participantes: Inscrição para participantes – Feira do Emprego (google.com)

Sobre a ASID Brasil

A ASID é uma organização social voltada à construção de uma sociedade inclusiva por meio de projetos de responsabilidade social, como voluntariado, inclusão no mercado de trabalho e desenvolvimento de gestão de organizações parceiras. Com mais de dez anos de atividades, tem mais de 100 mil pessoas impactadas e mais de 7 mil voluntários. A ASID também possui reconhecimento a partir de prêmios nacionais e internacionais, como o Melhores ONGs Época e o United People Global. Mais informações, acesse www.asidbrasil.org.br.