A situação dos direitos das mulheres no Irã se deteriora em meio à crescente tensão causada por conflitos com Israel e os Estados Unidos. Com um regime teocrático sob islamismo xiita, as mulheres enfrentam um cenário de severas restrições em suas liberdades.
O Oriente Médio se tornou um campo de batalha a partir de 28 de fevereiro, quando ataques aéreos de forças americanas e israelenses resultaram na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. A combinação da guerra com as já existentes limitações sociais torna a condição feminina ainda mais crítica.
Desafios enfrentados pelas mulheres
- No Irã, as mulheres enfrentam restrições significativas e ocupam poucos cargos de importância, como na Assembleia dos Peritos, que não conta com nenhuma mulher entre seus 88 membros.
- Uma das exigências mais visíveis é o uso obrigatório do hijab, um véu que cobre o cabelo e o pescoço.
- Além disso, mulheres casadas precisam da autorização do marido para viajar ao exterior.
O advogado especializado em direito internacional, Daniel Toledo, alerta que em tempos de guerra, as garantias dos direitos das mulheres se tornam ainda mais frágeis, reforçando a necessidade de mecanismos internacionais de proteção. A Organização das Nações Unidas (ONU) também ressalta que as mulheres geralmente são as mais afetadas por deslocamentos forçados e violência em conflitos no Oriente Médio.
Toledo ainda acrescenta que as perseguições baseadas em gênero podem ser motivos para pedidos de asilo, afirmando que a Irã, como signatário da Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, deveria garantir proteção a essas mulheres. Desde o início da guerra, aproximadamente 100 mil pessoas abandonaram Teerã, e em todo o Oriente Médio, cerca de 330 mil foram forçadas a se deslocar.
Matéria completa em: https://www.metropoles.com/mundo/mulheres-do-ira-enfrentam-restricoes-ampliadas-pela-guerra
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