O Ministério Público de Nice, na França, abriu um inquérito para investigar a morte do streamer Raphaël Graven, de 46 anos, conhecido como “Jean Pormanove” ou “JP”. O falecimento ocorreu durante uma transmissão online na madrugada de segunda-feira, 18 de agosto, em Contes, região ao norte de Nice. A atratividade do caso se deve à natureza da transmissão e às circunstâncias em que Graven era conhecido por participar de conteúdos que envolviam violência e humilhações.
Investigações em Andamento
A morte de Graven despertou a atenção das autoridades, que agora examinam o caso sob a ótica de possíveis crimes relacionados à “violência coletiva intencional contra pessoas vulneráveis” e à “divulgação de imagens relacionadas a ofensas à integridade pessoal”. O Ministério Público confirmou que o corpo foi encontrado em um espaço alugado para transmissões de videogame.
Transmissão da Tragédia
Durante a transmissão ao vivo no Kick, plataforma australiana de streaming, milhares de espectadores assistiram ao incidente. Imagens que circulam nas redes sociais mostram Graven inconsciente sob um edredom, enquanto outros homens aparentemente interagiam com ele. Um dos homens é visto jogando uma garrafa em direção a Graven em um momento de tensão.
Responsabilidade das Plataformas Digitais
A ministra-delegada para Inteligência Artificial e Tecnologia Digital, Clara Chappaz, reagiu à tragédia, descrevendo-a como “um horror absoluto”. Chappaz denunciou o ocorrido ao Pharos, órgão dedicado ao combate à violência online, e demandou explicações da plataforma Kick sobre a disseminação de conteúdo violento. “A responsabilidade das plataformas digitais não é opcional; é lei”, afirmou a ministra.
Em resposta à situação, a plataforma Kick limitou-se a afirmar que não comentaria o caso devido a questões de privacidade, enfatizando que não tolera conteúdo que retrate ou incite violência hedionda.
Histórico de Polêmicas
Jean Pormanove já estava envolvido em polêmicas anteriores. Em dezembro de 2024, a plataforma Kick foi alvo de um artigo investigativo que denunciou influenciadores por promover um “negócio de abuso online”, onde Graven e outros eram frequentemente humilhados. As práticas denunciadas incluíam zombarias, injúrias e assédios sob o pretexto de entretenimento, atraindo a atenção e o lucro de uma vasta audiência.
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