Moradores do Residencial Divino III, no Atuba, participaram nesta sexta-feira (16/10) de uma roda de conversa sobre o funcionamento das novas casas e a vida em condomínio. O encontro abordou dúvidas como o uso do sistema de energia solar, os cuidados com a caixa de gordura, a utilização do extintor, os locais adequados para furar paredes de drywall e a divisão de responsabilidades pelos espaços comuns.
A atividade reuniu profissionais das áreas de serviço social e engenharia, além do gestor ambiental do projeto de urbanização da Vila Divino. As famílias haviam se mudado para o residencial há pouco mais de um mês.
A iniciativa faz parte do acompanhamento pós-ocupação realizado pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). O trabalho busca ajudar os moradores a conhecer as instalações das casas, organizar a rotina e se adaptar à convivência no Residencial Divino III.
Durante o encontro, as famílias receberam o Manual do Morador, que reúne orientações para o dia a dia e telefones úteis da Cohab e de serviços públicos. Entre eles estão unidades de atendimento, assistência social, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Samu.
A conversa explicou o funcionamento das placas solares e dos medidores de energia, além das instalações de gás e do reservatório que coleta água da chuva para utilização nas áreas comuns.
A equipe também apresentou a caixa de gordura e orientou sobre a manutenção dos imóveis. Um engenheiro da Cohab demonstrou como usar um ímã para localizar os perfis metálicos instalados dentro das paredes de drywall. A identificação ajuda os moradores a encontrar pontos adequados para fixar armários e outros móveis, observando os cuidados e reforços necessários para uma instalação segura.
Para o motoboy entregador Ederson José Batista, de 44 anos, as orientações são importantes porque morar em condomínio é uma experiência nova. Ele se mudou com a esposa e o filho depois de um período no auxílio-moradia. Antes, a família vivia em uma casa de madeira atingida por alagamentos.
“Está bem melhor que antes, uma vida bem diferente”, resume. Sobre o acompanhamento da Cohab, destaca: “Nós nunca moramos em condomínio. Essa roda de conversa é um auxílio para todos aqui”.
Ederson também está animado com a economia que o sistema de energia solar poderá gerar no pagamento da tarifa. Em muitos casos nos residenciais Divino I e II, a conta chega zerada. O assunto foi esclarecido durante a atividade, junto com orientações sobre a medição do consumo.
A cabeleireira Mélgere de Lima, de 36 anos, conhecida como Mel, também vive no residencial há pouco mais de um mês. Ela mora com o filho e tem a irmã como vizinha no andar de cima. Antes do reassentamento, as duas viviam nos fundos da casa da mãe.
“Hoje estamos vivendo uma realização, que é morar em uma casa boa. Você tem mais tranquilidade, mais paz”, conta Mel.
Segundo ela, as orientações ajudam a estabelecer uma convivência baseada no respeito. “Assim como a gente gosta de ser respeitado, a gente tem que respeitar as pessoas também, principalmente os vizinhos”, afirma.
As assistentes sociais conversaram com os moradores sobre responsabilidades individuais e coletivas, conservação dos espaços compartilhados e regras de convivência. As orientações ambientais trataram da separação e destinação dos resíduos, da coleta de lixo e dos cuidados com as áreas comuns.
Para o presidente da Cohab, André Baú, o acompanhamento pós-ocupação contribui para que as famílias possam cuidar da moradia e se organizar na nova etapa.
“Nosso trabalho continua depois da entrega das chaves. Esse acompanhamento permite ouvir as famílias, esclarecer dúvidas e orientar sobre os cuidados com a casa e com os espaços compartilhados. É uma forma de apoiar os moradores na adaptação à nova rotina e na conservação dessa conquista”, afirma.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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